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Inscrições para 2ª Olimpíada de Matemática de Escolas Públicas estão abertas

O conteúdo das provas segue os parâmetros curriculares nacionais para alunos de 4º e 5º anos do ensino fundamental

As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas em nome das escolas

Reprodução da internet

Estão abertas, a partir de hoje (9), as inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - Nível A (OBMEP - Nível A) para estudantes das 4ª e 5ª séries do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas municipais, estaduais e federais. No ano passado, primeiro ano de implantação da prova, 1,5 milhão de estudanytes de 20 mil escolas públicas de todo Brasil participaram da olimpíada, criada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Na avaliação do coordenador geral da OBMEP e diretor adjunto do Impa, Claudio Landim, a olimpíada do ano passado "foi um sucesso, porque tivemos pouco tempo para anunciar. Os resultados foram animadores". Mais de 2 mil municípios se inscreveram para a prova do Nível A.

A prova do Nível A é diferente das provas da OBMEP tradicional, destinada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental e aos do ensino médio e que acontece desde 2005. Essas são impressas e enviadas às escolas pelo Impa, que depois seleciona os alunos que participam da segunda fase. É o instituto que também aplica as provas fisicamente em 9 mil centros do país.

"A prova do Nível A é um pouco diferente, porque nós preparamos as provas e as enviamos às secretarias municipais [de Educação], que ficam encarregadas de aplicar nas escolas. Nós não temos acesso às provas, apenas a um número de municípios inscritos e solicitamos a algumas escolas que nos mandem informações para estabelecermos parâmetros para as premiações", explicou o coordenador geral da OBMEP.

Mudança do ensino

As inscrições para a OBMEP Nível - A são gratuitas e deverão ser feitas em nome das escolas, exclusivamente pelas secretarias de Educação municipais e estaduais ou pelos representantes das escolas federais, por meio de um link enviado por e-mail. Dúvidas podem ser esclarecidas em [email protected] As inscrições se estenderão até 11 de outubro.

Um comitê de provas do Impa é encarregado de elaborar os problemas que constam das provas. Claudio Landim destacou que esses problemas são muito diferentes da matemática que é ensinada nas escolas. "E isso estimula muito os professores a introduzirem esses problemas em suas aulas. Acabamos tendo um impacto real na mudança do ensino da matemática no país".

A prova elaborada pelo Impa para o Nível A tem 15 questões objetivas e será aplicada nas escolas inscritas em 29 de outubro. O estudante terá uma hora e 30 minutos para resolvê-la. "Nós diminuímos o número de problemas porque os professores no ano passado acharam a prova muito longa e cansativa para os alunos do 4º e 5º ano que são crianças ainda bem pequenas", disse Landim.

De acordo com o Impa, o conteúdo das provas segue os parâmetros curriculares nacionais para alunos de 4º e 5º anos do ensino fundamental. As questões privilegiam o raciocínio lógico e a criatividade. O objetivo da OBMEP - Nível A é estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, identificar jovens talentos e promover inclusão social.

A primeira edição da OBMEP - Nível A aconteceu em 2018. A olimpíada é realizada pelo Impa, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação (MEC).

A OBMEP para alunos do 6º ano ao ensino médio, por sua vez, tem média de participação de 18 milhões de estudantes por ano. "Este ano, são 18,235 milhões", revelou Claudio Landim.

Projeto piloto

O Impa está iniciando um projeto-piloto de formação de professores do primeiro ao quinto ano do enino fundamental. Todas as atividades da olimpíada vêm acompanhadas de programas para estimular o ensino da matemática. "São impressionantes as lacunas nessa área. Descobri recentemente que alunos de pedagogia nas melhores universidades do Brasil não têm aulas de matemática e, portanto, chegam às escolas muitas vezes sem saber matemática. E se não sabe matemática é incapaz de ensinar e o aluno chega no sexto ano com deficiências sérias na matéria".

Por isso, o Impa está produzindo material didático para tentar melhorar a qualidade do ensino da matemática nessa primeira faixa. A ideia é que esse curso seja oferecido presencialmente às secretarias municipais e estaduais que adiram ao programa e, depois, oferecido virtualmente às outras. O material didático ficará disponível depois na internet.

O Impa fez parceria com a Secretaria de Educação de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, cujos professores vão ao instituto uma vez por mês terem aula de matemática. Claudio Landim considerou essa troca excelente. No ano que vem, disse que a ideia é estender o projeto a diversas secretarias municipais, aproveitando a parceria existente entre Impa e o Itaú Social, que tem uma rede de conexão com as secretarias municipais. Landim revelou que em 2020, a ideia é estender o programa para essa rede, de modo a beneficiar 200 municípios do país.

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