NITERÓI/RJ
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Ouriço-cacheiro é resgatado em casa de São Francisco

Apenas nesta semana, 52 animais silvestres foram resgatados na cidade

Ouriço-cacheiro estava escondido na estante de uma casa em São Francisco

Divulgação

Os animais silvestres deram trabalho esta semana para os agentes da coordenadoria ambiental da Guarda Municipal de Niterói. De domingo até a manhã desta sexta-feira (8), as equipes resgataram 52 bichinhos que estavam em telhados, calçadas ou perdidos na rua. A maioria estava com boas condições de saúde e foi reintegrada ao seu habitat natural na Unidade de Conservação no Parque da Cidade. Apenas este ano, já foram resgatados mais de 1.500 animais na cidade.

Na manhã desta sexta-feira, o morador de uma casa em São Francisco foi surpreendido com um visitante inesperado: um ouriço-cacheiro. O animal, que tem espinhos e gosta de se esconder entre árvores, acabou buscando a biblioteca da casa e uma estante de livros como esconderijo. Passado o primeiro susto, o proprietário da residência ligou para o telefone 153, que atende no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), para acionar os guardas. Após o resgate e avaliação, o roedor foi solto no Parque da Cidade.

Durante essa semana, 52 animais foram resgatados pelos agentes da coordenadoria ambiental da Guarda: 42 gambás, 4 gaviões carijós, 2 ouriços cacheiros, 1 lagarto teiú, 1 jiboia e 2 pássaros.

“A Coordenadoria Ambiental conta com profissionais preparados para o resgate dos animais silvestres. Quem localizar um animal fora de seu habitat ou em condição de risco, deve acionar o serviço de emergência 153. A partir daí, a Guarda Municipal de Niterói recebe a solicitação e adota os procedimentos necessários para a segurança do animal do espécime e das pessoas. Um bicho que se sente acuado ou ameaçado pode atacar, se machucar e machucar as pessoas em volta, por isso recomendamos que os cidadãos não se aproximem e nos acionem”, explica Edson Jorge, responsável pela coordenadoria.

Ele explica que a maioria dos animais, após a contenção e captura, é reintegrada a unidade de conservação mais próxima do local de resgate, após avaliadas as condições físicas. Os que apresentam algum tipo de debilidade são encaminhados para instituições como o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Crase), que fica em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio; o Centro de Atendimento de Animais Marinhos; Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica; ou Instituto Vital Brazil quando é o caso de cobra venenosa. Animais como os caranguejos apreendidos em época de defeso são levados para a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim.

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