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Projeto Navegar promove regata

Competição aconteceu no último sábado, na Lagoa do Boqueirão, e reuniu dezenas de alunos de 9 a 16 anos

O principal objetivo do projeto não é promover a competição, mas a inclusão dos alunos. São oferecidas aulas de diversas modalidades

Clarildo Menezes/Prefeitura de Maricá

O Projeto Navegar, oferecido pela Secretaria de Esporte e Lazer, promoveu no último sábado (24/08) a sua 1ª Regata Interna. A competição aconteceu na Orla Zé Garoto, na lagoa do Boqueirão, perto de onde fica baseada a sede do projeto.

Os alunos com faixa etária entre 9 e 16 anos mostraram o aprenderam nas modalidades remo, vela e canoagem, oferecidas ao longo dos 11 meses de projeto. Canoi, Optimist e K1 foram as embarcações utilizadas pelos praticantes nas respectivas categorias.

"Disponibilizamos mais de 20 modalidades. Quem não se identifica com uma, pode fazer outra. A nossa proposta é que as pessoas não fiquem paradas e deixem o sedentarismo longe", afirmou o coordenador de esportes da pasta, Carlos Vagner, convidando o público para participar dos projetos. "Tem núcleos nas arenas Mumbuca, Flamengo, em Araçatiba, entre outros. Ou seja, quem desejar fazer alguma atividade é só nos procurar", finalizou.

Na visão do coordenador do Projeto Navegar, Cláudio Melo, o objetivo principal não é a competição, mas sim, a inclusão e a integração desses alunos. "Estamos com duas escolas municipais que abraçaram o Navegar e o legal é ouvir das diretoras que o projeto está dando um retorno dentro da escola. As crianças estão melhorando seu rendimento escolar e estão mais atentas. Fico muito feliz com isso", pontuou.

Apesar de ser apenas um evento de integração e socialização, a regata trouxe um clima de competição. "Isso traz empolgação e nervosismo. Esse projeto é muito bom porque é um incentivo à prática de esportes", contou Luiz Felipe da Silva, de 12 anos, atleta de alto rendimento da modalidade remo.

Ansiosa para ver a performance do seu filho dentro d'água, Carolina dos Santos, de 36 anos, falou dos benefícios do esporte. "É muito bom porque é um incentivo. Com isso, ele melhorou muito o rendimento na escola", revelou a auxiliar de saúde bucal.

Ao lado de Carolina dos Santos, a mãe de Wagner Benton, de 16 anos, contou que o esporte o ajudou no desempenho intelectual, uma vez que o adolescente apresenta uma leve deficiência. "Quando ele foi selecionado para o alto rendimento foi por seu próprio mérito e isso deu um estímulo muito bacana. O remo não incentiva somente a prática do esporte, mas também o convívio social dele com os outros meninos", relatou a diretora de artes cênicas, Aduni Benton, de 55 anos.

No final da etapa, todos os participantes receberam medalhas. Nos intervalos das regatas foram distribuídas garrafas d'água e frutas para os participantes e acompanhantes.

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