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Reabertura de setores populares do Maracanã é defendida na Alerj

Durante a reunião, foi debatido o projeto que autoriza obras no estádio para a criação de setores populares.

Audiência pública aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira

Octacílio Barbosa

A reabertura da geral do Maracanã foi defendida por todos os presentes na audiência pública conjunta das comissões de Esporte e Lazer, Obras Públicas e Política Urbana da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) desta quinta-feira (05/09). Durante a reunião, foi debatido o projeto de lei 4.260/18, de autoria dos deputados André Ceciliano e Zeidan Lula, os dois do PT, que autoriza obras no estádio para a criação de setores populares.

"Atualmente o Maracanã virou um estádio elitizado, onde o povo não tem vez. A volta da geral seria um resgate da cultura carioca. Os Geraldinos, como eram chamados os frequentadores da geral, eram os mais calorosos e assíduos torcedores", defendeu Zeidan, presidente da comissão de Política Urbana.

Entraves

Segundo o coronel Rodrigo Fernandes Polito do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), recriar a geral do Maracanã seria uma obra grandiosas, com mudanças estruturais, como ampliação de corredores, aumento dos números de banheiros e bares, além de instalação de barreiras anti-esmagamento. "Há um consenso em popularizar o Maracanã. Mas todo tipo de intervenção tem que ser muito bem pensada. Hoje o Maracanã é um dos estádios mais confortáveis e seguros do mundo", disse.

O diretor do Fluminense Footbal club, Fernando Augusto de Simone, assim como o gerente de Operações de Estádios do Flamengo, Severiano Braga, afirmaram ser favoráveis a volta de setores populares no estádio, mas ambos defenderam uma avaliação mais criteriosa do projeto.

"Um jogo de futebol é muito caro, hoje temos mais de cem fornecedores para que uma partida possa acontecer. São outros tempos. Na época da geral, grande parte dos custos eram assumidos pelo governo, hoje foram repassados aos clubes, o que é justo", disse Simone.

"O Flamengo já consultou os bombeiros sobre a volta da geral, mas sabe que existem limitações técnicas. Além disso fica a pergunta: Por quanto tempo o estádio ficaria fechado e quem vai pagar esta conta?", questionou Severiano.

Vice -presidente da Comissão de Obras Públicas, deputado Max Lemos (MDB), defendeu o projeto, mas disse que as questões financeiras e de segurança precisam estar garantidas. "Vou votar favorável à proposta e acho fundamental trazer o poder público para esse debate. A vontade do povo precisa ser ouvida, o Maracanã tem que voltar a ser a casa do povo", defendeu o parlamentar.

O presidente da Comissão de Esporte e Lazer da Casa, deputado Léo Vieira (PRTB), disse que o tema continuará a ser debatido. "Dessa vez vamos querer ouvir a Federação Internacional de Futebol (Fifa), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). É importante a participação de todas essas entidades nessa discussão", finalizou. O presidente interino da Suderj, Thiago Ribeiro também participou da audiência.

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