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Discussão no encontro virtual

Videoconferência com lideranças do Sudeste sobre medidas contra o coronavírus é marcada por acusações

Os quatros governadores dos estados da Região Sudeste participaram de videoconferência com o presidente Bolsonaro sobre o combate ao coronavírus

Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta quarta-feira (25) com os governadores da Região Sudeste para debater sobre o combate ao novo coronavírus. Durante a videoconferência, o presidente teve discussão com os líderes do Poder Executivo estadual, principalmente com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A Região Sudeste foi a quinta na série de reuniões dos governadores com o presidente. 

"Sem diálogo não venceremos a pior crise de saúde pública da história de nosso País. Bolsonaro, inicio na condição de cidadão, de brasileiro, lamentando seu pronunciamento de ontem à noite (terça-feira) à nação. Nós estamos aqui, os quatro governadores do Sudeste, em respeito ao Brasil e aos brasileiros, e em respeito também ao diálogo e ao entendimento. O senhor, como presidente da República, tinha que dar o exemplo. Tem que ser um mandatário para comandar, para dirigir e para liderar o País e não para dividir", disse o governador Doria.

O presidente Jair Bolsonaro não aceitou as críticas feitas à sua postura no pronunciamento oficial em rede nacional, na terça-feira (24), onde defendeu o fim do confinamento em massa. O presidente retrucou o governador e o mandou não atrapalhar.

"Não aceito, em hipótese nenhuma, essas palavras levianas como se Vossa Excelência fosse responsável por tudo de bom que acontece no Brasil e acusa, levianamente, esse presidente que trabalha 24 horas por dia para o bem do seu povo. Guarde essas suas observações para as eleições de 2022, quando Vossa Excelência poderá destilar todo o seu ódio e demagogia. Nós aqui temos responsabilidade", disse o presidente Bolsonaro.

Doria ameaçou que, caso haja confisco de equipamentos e insumos destinados ao combate do vírus em São Paulo, irá à Justiça contra o governo federal. O governador paulista também disse que o presidente deveria "dar exemplo ao País, e não dividir a nação em tempos de pandemia".

"Peço ao ministro da Saúde que compreenda que o estado de São Paulo é o epicentro dessa grave crise de saúde. Já temos aqui 810 casos de pessoas infectadas, 40 mortes dos 46 mortos do Brasil foram aqui em São Paulo. Ministro Mandetta, não faz nenhum sentido confiscar equipamentos e insumos. Se essa decisão for mantida, informo que tomaremos as medidas necessárias no plano judicial para que isso não ocorra", afirmou o governador de São Paulo, após o Governo Federal enviar requisição de bens à prefeitura de Recife.

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