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Casos de caxumba aumentam 130% no Rio de Janeiro

Também houve aumento nas notificações de sarampo. Vacinação é a única forma de prevenção

Vacina segue sendo a única forma de previnir a doença

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de casos de caxumba aumentou 130% em dois anos no Estado do Rio, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Foram registrados de janeiro a agosto de 2019, 2.185 casos de caxumba, contra 948 em 2017. No ano passado foram 1.376 casos no mesmo período. Já em relação ao sarampo, o número de doentes confirmados entre janeiro a agosto deste ano chegou a 26, seis a mais do que todo 2018.

A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou um novo boletim epidemiológico na manhã desta quinta-feira (12). Ao todo, foram registrados 1.973 casos de caxumba em 2018 e 1.376 em 2017, números que já foram ultrapassados nos primeiros oito meses deste ano. Não houve óbito provocado pela doença de 2017 até agosto deste ano.

Já de sarampo, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) confirmou 26 casos até o momento no Estado, mas não divulga o número de suspeitas. As notificações ocorreram nas cidades de Paraty (12), Rio de Janeiro (6), Duque de Caxias (5), Nilópolis (2) e São João de Meriti (1). Em todo 2018, foram 20 registros.

No fim de agosto, uma mulher de 32 anos morreu com suspeita de sarampo em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Foi colhido material para a realização de um exame que poderá confirmar a causa da morte pela doença. Sobre o caso, a SVS ressalta que está investigando e esclarece que todas as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde foram tomadas na cidade.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Rio alerta que não há surto de caxumba no estado. Alexandre Chieppe, médico da Secretaria de Saúde do Estado afirma que não há cidades com surtos ativos de sarampo no Rio, mas que alguns municípios registraram surtos isolados, como Paraty e a capital.

“Teve aumento no número de casos [da caxumba] e está relacionado aos mesmos fatores do sarampo, pois é a mesma vacina que protege contra as duas. Quem está suscetível ao sarampo têm maior risco de estar sem proteção contra caxumba”, explica, citando a queda da cobertura vacinal da tríplice viral nos últimos anos.

A imunização contra as doenças está prevista no Calendário Nacional de Vacinação, com a tríplice viral, que protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola. Em 2018, a cobertura vacinal da tríplice viral foi de 98,84%.

Vacinação

A única forma de prevenção do sarampo é vacinação. As doses devem ser aplicadas em duas etapas, a primeira em crianças que completarem 12 meses e a segunda - última dose por toda a vida - aos 15 meses de idade. Por conta do número de casos, estipulou-se a dose zero, assim todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas.

Em adultos, caso tenha tomado apenas uma dose até os 29 anos de idade, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina, já quem tomou as duas doses, não precisa se vacinar novamente. Caso não tenha tomado nenhuma dose ou se não tem conhecimento sobre sua imunização, pessoas entre 1 e 29 anos devem tomar as duas doses, entre 30 e 49 anos, apenas uma. Acima de 50 anos, não é necessário se imunizar.

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