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A pele merece atenção especial no verão

Dermatologista alerta para os tratamentos que podem e os que não podem ser feitos durante a estação mais quente do ano

Tratamentos com ultrassom e radiofrequência estão liberados no verão

Divulgação

Há uma crença estabelecida de que, durante os meses de verão é hora de dar um tempo nos tratamentos estéticos e dermatológicos. Mas essa não é uma verdade plena. Há muitos procedimentos e cuidados que podem, sim, ser realizados durante essa estação. Em alguns casos, porém, realmente é melhor esperar um pouco para evitar problemas.

Segundo a dermatologista Eloísa Ayres, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o verão, além das pessoas se exporem mais ao sol, há maior emissão de radiação ultravioleta extremamente danosa às células. Por isso, segundo ela, devem ser evitados nesse período, todos os procedimentos que deixem a pele mais fina e sensível, como os lasers, ácidos e tratamentos específicos para manchas, cicatrizes e textura da pele.

“Já, todos os outros procedimentos que utilizam aplicações com agulhas ou tratam a pele pelo calor, como ultrassom e radiofrequência estão liberados e, dessa forma, pode-se aproveitar o verão pra deixar a pele mais “esticadinha””, explica.

A dermatologista alerta para outros tipos de cuidados no verão e, salienta, a importância da proteção com filtros solares que devem ser escolhidos com cuidado para cada tipo de pele.

“Devemos lembrar que todo bronzeado não é benéfico e que queimaduras solares se traduzem em maior risco de câncer de pele do tipo melanoma, na idade adulta. Por isso, devemos a todo custo evitar as queimaduras solares. Sendo assim, as peles mais branquinhas estão proibidas de pegar muito sol, até ficarem vermelhinha ou descascarem. Já quem tem pele morena, pode manter um leve bronzeado, expondo-se ao sol por períodos curtos, nos horários permitidos, antes das 10h e após as 16h, conseguindo, de forma progressiva, manter o bronzeado sem se queimar,” alerta Eloísa Ayres.

Na hora de escolher o protetor solar, a dermatologista recomenda o uso daqueles de amplo espectro, que protegem contra a radiação UVA e UVB, com FPS maior que 50, aplicados regularmente e em quantidades suficientes para cobrir bem a pele.

“O ideal são os filtros com pigmento, pois eles ampliam a proteção também contra a luz visível, faixa do espectro solar que tem sido relacionada, não só ao envelhecimento, mas também, à pigmentação da pele. Para ampliar ainda mais a proteção, é recomendado o uso de chapéu, óculos e roupa com proteção contra raios ultravioleta”, orienta.

Se estar exposto ao sol entre 10 e 14 horas for inevitável, ela recomenda também o uso de antioxidantes tópicos e os chamados foto-protetores orais, que contêm extrato vegetal capaz de minimizar os danos da radiação solar na pele. “Mas o indicado é que se busque sempre um local de sombra”, recomenda Eloísa Ayres, que indica o uso de cremes calmantes, hidratantes e protetores solares, caso aconteçam as indesejáveis queimaduras solares.

Fora os cuidados com o sol, deve-se ficar atento também a alguns problemas e doenças de pele comuns nessa época do ano. Com a pele mais oleosa, nessa época do ano as acnes são mais comuns, assim como as fitofotodermatoses – queimaduras por substâncias químicas presentes, por exemplo, no limão. As micoses e reações alérgicas também são mais comuns no verão, principalmente em áreas de maior sudorese. Nesses casos, a consulta a um dermatologista é o único caminho.

Anote essas dicas:

- Tatuagens: Se gosta muito de ir à praia, evite as tatuagens durante o verão. O processo de cicatrização é importante para a pigmentação correta da tinta na pele e, além disso, aumenta os riscos de infecção.

- Luz intensa pulsada: o calor gerado pelo aparelho atinge a melanina, os vasos sanguíneos e o colágeno. Evite o procedimento no verão para não correr o risco de manchas e sardas.

- Depilação a laser: após a sessão, deve-se evitar a exposição solar excessiva e não esquecer do filtro, mesmo em ambientes internos e dias nublados. Outra característica da técnica é que ela atinge a melanina, não sendo indicada em peles bronzeadas.

- Remoção de pintas: quando não há suspeita de câncer de pele, a remoção de pintas pode aguardar a temporada de calor passar, pois a área fica vulnerável a infecções e cicatrizes.

- Peeling químico: como o procedimento promove a descamação e renovação da pele por ativos específicos, a área fica sensível. Hidratação e proteção são obrigatórios durante o tratamento e, durante o verão, esses cuidados devem ser redobrados caso a técnica não seja interrompida.

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