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Faperj libera recursos para pesquisas relacionadas ao Covid-19

Recurso financeiro estará disponível para que o laboratório possa aumentar a capacidade de diagnóstico da doença

A expectativa é que, por dia, 400 amostras sejam testadas por PCR, que aponta a presença do SARS-CoV2 nas secreções dos pacientes

Jaelson Lucas/Divulgação

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) fará um aporte de R$ 900 mil ao laboratório de Virologia Molecular, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para pesquisas científicas relacionadas ao novo coronavírus. O recurso financeiro estará disponível a partir desta quarta-feira (25) para que o laboratório possa aumentar a capacidade de diagnóstico da doença. A expectativa é que, por dia, 400 amostras sejam testadas por PCR, que aponta a presença do SARS-CoV2 nas secreções dos pacientes.

"O laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, coordenador pelo professor Amilcar Tanure, é uma das principais referências no Brasil para a pesquisa científica. O departamento já tem toda uma estrutura de rede voltada para a pesquisa das arboviroses, como a Zika, e, com a pandemia da Covid-19, todos os esforços da equipe se concentraram para o novo coronavírus. Nosso objetivo é maximizar a capacidade dos laboratórios fluminenses e aproveitar o talento dos pesquisadores da Faperj", afirmou o presidente da agência fluminense de amparo à pesquisa, Jerson Lima Silva.

Aumento para 400 amostragens diárias

Segundo o coordenador do laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, professor Amilcar Tanure, desde 1º de março de 2020, os pesquisadores estão realizando testes para a Covid-19. Inicialmente, o atendimento estava restrito à comunidade universitária do Fundão, mas com a proliferação do novo vírus, fez-se necessário o auxílio a outros laboratórios.

"Quando iniciamos as testagens, eram 30 amostras por dia. Aumentamos para 150 ao dia e, com este aporte da Faperj, nossa expectativa é testar 400 amostras diariamente. Isso vai ajudar a desafogar o Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ), que está atestando os diagnósticos no Rio de Janeiro", falou o professor Tanure, que completou:

"Além disso, com o recurso do Estado, poderemos dar início às pesquisas para desenvolver um teste brasileiro de sorologia para que o país não precise importar mais", relevou o pesquisador.

Vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Faperj deve anunciar ainda nos próximos dias um edital para que mais projetos possam receber recursos que incentivem à pesquisa do novo coronavírus.

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