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Qui, Jul

OPINIÃO: EDUCAÇÃO E LUSOFONIA

António Montenegro Fiúza é CEO – Chief Executive Office do Grupo Lusófona Brasil - Foto: Divulgação

Educação
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Vários autores, teóricos e filósofos tentaram, em vão, conceptualizar, de forma definida e objetiva, a Cultura; à riqueza, à imensidão e ao dinamismo da mesma contrapõe-se o vazio e a frustração do conceito, cada vez menor, cada vez menos satisfatório. Estudam-se as manifestações culturais e as artísticas, debruça-se sobre a música, sobre o teatro, a pintura e a olaria, sobre a dança… sobre vários aspectos concretos, mas nunca completos, da CULTURA.


Antropologicamente, a definição mais aceite de cultura é a que a expõe como o «complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos
os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade», por Edward B. Tylor; é um todo superior à soma de todas as suas partes.

A cultura de um país é tanto mais rica quanto maior o conhecimento acumulado, pelas gerações, quanto maior o dinamismo das trocas sociais e quanto maior a
promoção da integração dos indivíduos na sociedade. A Lusofonia, com a amplitude de povos e culturas amalgamados, numa heterogeneidade que promove, mais do que o olhar para um passado comum, um projeto para a construção do futuro, é, em si mesma, uma cultura própria, com especificidades que se materializam em cada um dos Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. 

Essa cultura é tanto mais vivida, quanto maior a educação de cada um dos indivíduos; Paulo Freire terá dito que «a leitura da palavra é sempre precedida da leitura do mundo», mas nunca é demais realçar que a própria leitura do mundo é enriquecida com a primeira; «aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade». A Educação, que se pretende, deverá ser orientada para a formação de cidadãos comprometidos com os valores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ao saber-saber e ao saber-fazer, o foco deve evoluir, paulatinamente, para o saber-ser: a formação de indivíduos que carreguem a bandeira cultural das suas pátrias, assim como o faz Gilberto Gil, Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Portugal.

António Montenegro Fiúza é
CEO – Chief Executive Office do
Grupo Lusófona Brasil

 

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