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Dom, Jul

Educação e novas tecnologias: O racismo que se reforça nas escolas

Foto: Divulgação

Educação
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Hoje, querido leitor, vamos abordar o racismo, assunto que está permeando a mídia mundial recentemente.

Por racismo se entende conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias.  Este tipo de atitude está introjetada na sociedade que em geral se afirma não-racista, mas que ao pesquisarmos o comportamento social fica claro dizer que possui atitudes racistas. 

Sofremos discriminação quando revelamos à sociedade a religião que seguimos, o time de futebol que torcemos, a opção sexual e mesmo a cor da pele que se mostra naturalmente.  

O preconceito racial é o mais dolorido, pois se pode omitir uma opção política ou de gênero, mas não se pode esconder o tom da tez de origem afro-descendente.

O racimo é crime! Esse crime é determinado em legislação própria de nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, onde prevê detalhadamente diversas condutas tipificadas como crimes de racismo. 

Enquanto professor de ensino religioso, sendo interpelado por uma criança de 9 anos, o porquê que conversava com uma colega que era também desta disciplina, mas de credo diferente, respondemos que Deus era um só e que somos amigas e isso independe a religião.  Com esse episódio entendemos que o radicalismo se aprende em casa e se leva para a escola, pois uma criança pequena não entende o que está por trás da recusa do outro, ela somente copia o modelo que se apresenta a ela.

O papel da escola como formadora de cidadãos é desconstruir este modelo estabelecido socialmente através das gerações.  A discrepância dos modelos estabelecidos está em conceber que a mulher mais bonita do Brasil, representante feminina do país é alta magra, branca, de olhos azuis e modelo, quando a mulher brasileira tem mais similaridade com a “globeleza”.   Será que nosso autorretrato é brasileiro ou europeu? Quando observamos a nossa população o que vemos? Com que critérios nos avaliamos?  Essas questões que precisam ser debatidas e refletidas.

Enquanto instituição de ensino, precisamos ensinar aos estudantes, a riqueza da sua cultura, da sua origem e o quanto esse misto nos constitui melhores enquanto nação.

Ana Lúcia da Silva Raia, mestranda da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, traz à discussão os livros infantis que representam a criança sempre branca e o lugar da menina negra.  As princesas são brancas, na suas histórias todos são brancos e como essa menina quando aparece negra é apresentada.  Se visitarmos filmes e novelas de um passado recente, lembraremos o papel do negro sempre como um serviçal ou mesmo um bandido.  E o que isso quer dizer?  Na verdade, esses modelos reforçam o imaginário social do racismo.

A   partir da Lei 10.639/03, Artigo 26 – A da Lei 9394/96 -Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN, que torna obrigatório o ensino da História da África no currículo escolar, o mercado editorial se abriu para autores e leitores negros. Meninas negras começaram a conquistar seu espaço, sendo protagonistas de histórias infantis. Um avanço e uma reparação histórica, diminuindo a invisibilidade dessas meninas negras, que se viam retratadas antes da Lei apenas como personagens secundárias e serviçais. 

Pensemos enquanto pais, mães, responsáveis e profissionais da educação, o quanto temos que ajustar nossas ações para serem coerentes com o nosso discurso.  Já presenciamos conversas muito substanciais sobre esse tema entre educadores, porém levantamos a seguinte proposta: quem aqui abraçou e beijou um menino negro hoje? E ninguém foi capaz de responder acenando positivamente, deixando claro a necessidade de reflexão sobre as nossas atitudes.  

Mudar é uma necessidade nos dias de hoje, em que precisamos ressignificar tudo na nossa vida.  Que esse confinamento sirva para pensarmos no “novo eu”, jogarmos fora o que não coaduna com o mundo atual e nos substanciarmos de elementos que farão a diferença no futuro próximo. Adiante!

 

Novo Ministro da Educação

No último dia 25 de junho, foi divulgada a escolha do professor e economista Carlos Alberto Decotelli para assumir a pasta.  Homem preparado, cuja trajetória é ascendente com títulos no Brasil e exterior, o ministro é oriundo de uma família simples, filho número 5 de Corino Felix da Silva e Ermelinda Decotelli da Silva, num total de 9 irmãos.  Decotelli, 68 anos é ex-militar, da marinha, onde foi Comandante Aluno por ter alcançado o primeiro lugar nas provas. É bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário na Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

 

Dados do ENEM

Enem tem 5,8 milhões de inscritos.  Dos candidatos inscritos 65,6% terminaram o ensino médio em anos anteriores, ou seja, grande parte vai tentar o ingresso na educação superior novamente.  Mais da metade desse quantitativo de 5,8 milhões tem mais de 20 anos de idade e ainda 60% são mulheres.

 

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