24
Qui, Set

Opinião: Educação - O desafio na formação do professor pós-pandemia

com Suzana Fernandes

Educação
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O desafio na formação do professor pós-pandemia

Essa pandemia desnudou o cenário educacional brasileiro e muitas questões vieram à tona para serem discutidas, dentre elas destacamos os currículos dos cursos de licenciatura. Diante da emergência do “novo coronavírus”, fomos impulsionados a dar continuidade ao processo de ensino-aprendizagem de forma remota e essa especificidade nos trouxe muitos embates, como a capacitação necessária para exercer esse papel de frente para a câmera e na produção dos conteúdos, que despertasse um mínimo de curiosidade e interatividade do publico-alvo.

A formação universitária não está conseguindo acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas que têm se dado no mundo, sobretudo no mercado de trabalho. Novas demandas por profissionais mais qualificados têm surgido nos últimos anos e a necessidade da formação continuada é a ordem do dia para se manter empregado. Toda essa transformação nos fez pensar em quais seriam as estratégias necessárias para mediar o aprendizado do estudante conectado do século XXI.

Ter domínio do conhecimento intelectual não é mais suficiente para atingir o alunado, mas diversificar as estratégias tecnológicas é sobretudo imergir no contexto ao qual as crianças e jovens encontramse inseridos. Precisamos como educadores buscar pontos de convergências com os nossos alunos. Ir até eles, pois estão no mesmo tempo cronológico que nós, mas em lapsos temporais distintos. Ne s t e p e r í o d o d e confinamento tivemos a oportunidade de nos atualizar, nos lançar ao “novo”, conhecer e compartilhar as novas tecnologias, entendendo que esse movimento de fazer e refazer será uma constante daqui pra frente nesse “novo-normal”.

Como se compõe uma música?

Amanda Coelho de Freitas Fernandes, 20 anos, compositora com uma dúzia de músicas em ritmos distintos, estudante do curso técnico na área de composição do Villa-Lobos e graduanda em música pelo Conservatório Brasileiro de Música, nos revela como é o processo de composição de uma canção. “Como compositora, letrista e acima de tudo artista eu posso lhe afirmar: não existe um método prático e eficiente para se escrever uma música.

Têm pessoas que começam pela letra, outras pela sequência de acordes e outros que só pensam na linha do canto principal. Em minha vida, as canções que escrevo, assim como a arte que produzo, são reflexos de meus sentimentos e pensamentos. Portanto, a letra diz o que sinto e a música que a contorna é feita paralelamente com base na ênfase do que quero comunicar. A minha estratégia é construir os dois ao mesmo tempo. Já alguns colegas, realizam uma coisa de cada vez. E isso não significa que um modelo seja melhor que o outro. É apenas uma forma diferente que lidamos com nossa criatividade musical. Entendemos que se pode desenvolver uma forma inovadora que facilite a criar.

Um ponto fundamental que posso destacar é se conhecer, pois estamos trabalhando acima de tudo com nossa emoção e compreensão de mundo, com nossas ideias, ideais, lutas e opiniões. Como disse Arnold Schoenberg (1874-1951) em seu livro, A vida dos Grandes Compositores, “a arte que o homem produz, é reflexo do que ele vive”, e com base nisso e na experiência que carregamos, a dica é estar sempre em contato com seu “eu crítico”. Descobrindo o que gosta, o que não gosta e o que talvez possa gostar. Outro ponto relevante é a pesquisa: escutar de tudo, descobrir o que a sua vivência lhe traz. Usar da melancolia, da prática, da sua personalidade… Afinal, o que deixa uma obra genuína não é a complexidade da execução ou escrita, e sim da sinceridade e honestidade com que se compõe. Que seja pra falar do seu animal de estimação, da crítica com a política, a necessidade do cuidado com a natureza, do preço dos tomates que aumentaram ou sobre um amor perdido no tempo. Não se enrijeça com as regras harmônicas, mas siga o que quer expressar. Se veja como um ser livre num universo imenso de possibilidades. Mãos à obra!”.

Mais de 2 mil vagas na educação

São 2213 vagas, 379 para preenchimento imediato e 1834 para cadastro reserva. Diversos cargos para profissionais da educação (merendeira, inspetor, aux. de creche, cuidador de aluno especial, orientador educacional e pedagógico, professor de diversas disciplinas, bibliotecário e nutricionista. A escolaridade exigida vai do ensino fundamental, médio até o superior. Saiba mais em: www.selecon.org.br

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.