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Sáb, Set

OPINIÃO: EDUCAÇÃO E LUSOFONIA

António Montenegro Fiúza é CEO – Chief Executive Officer do Grupo Lusófona Brasil

Educação
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Todos os períodos conturbados devem ser encarados como momentos de aprendizagem e crescimento; a Pandemia do COVID-19 não é disso exceção! Uma conjuntura de emergência sanitária, com consequências nas mais diferentes áreas da vida, quer do ponto de vista tecnológico, pessoal, laboral, educacional – as quais deverão ser, urgentemente, repensadas – torna-se momento de expressões de gratidão e emocionadas homenagens a heróis silenciosos ou, como foram designados por Francis Hime e Jorge Fernando: “Anjos Secretos”.

O projeto consiste numa singela mas soberba homenagem a todos os médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde e outros que se arriscam quotidianamente em prol da salubridade de todos, e representa, ainda, um verdadeiro hino à Lusofonia e aos laços fraternos existentes entre vários países desse espaço linguístico; para além da belíssima letra, o entrosamento das vozes, das variantes linguísticas e das musicalidades são fatores enriquecedores de um profundo louvor aos profissionais que, sem muitas honrarias, têm salvo a vida a milhares.

«A bata branca em segredo Entre o contágio e o medo Sem medo de desistir Sem medo do que há de vir Sem contar horas, despertos À luz duns deuses ocultos Os nossos anjos secretos São simples nomes e vultos Sem rosto, cor ou idade Num servir que é permanente Que a gratidão de verdade É pra quem cuida da gente»

A panóplia de nacionalidades que abrange o Brasil, Portugal, Cabo Verde e Angola é uma demonstração prática das imensas possibilidades que a utilização de uma língua comum promove; e nomes como o do ator Antônio Grassi e as vozes de Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Lucinha Lins e Lenine juntaram-se a Ana Moura, Camané e Dino d’Santiago, num louvor à dedicação, ao trabalho e ao altruísmo próprios dos que cuidam da saúde e do bem estar de pessoas no mundo inteiro.

Louvem-se tais iniciativas, as quais trazem um colorido vigoroso aos dias cinzentos percorridos pela humanidade, nos últimos meses; louvem-se todos quantos fazem do outro, a sua prioridade maior e a sua motivação diária. Não sendo hábito do cronista, é mister que se divulguem tais ações, a bem de todos os profissionais de saúde envolvidos, dos artistas e de toda a comunidade lusófona.

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