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Ubbiali, um gigante dos anos 50, se aposentou das pistas em 1960, quando tinha apenas 31 anos - Foto: Divulgação

O ex-campeão mundial de motociclismo Carlo Ubbiali, um gigante nos anos 50, quando conquistou 9 títulos, morreu aos 90 anos, anunciou a organização do Campeonato Mundial de MotoGP nesta terça-feira.

Antes de seu lendário compatriota Giacomo Agostini brilhar nos anos 60 e 70 e Valentino Rossi no século 21, Ubbiali conquistou os títulos de campeão mundial na categoria 125cc em 1951, 1955, 1956, 1958, 1959 e 1960, ele também somou três títulos em 250cc em 1956, 1959 e 1960.

Ele ocupa o pódio dos pilotos com mais mundiais, terceiro e empatado com os britânicos Mike Hailwood e Rossi, atrás de Agostini (15 títulos) e do espanhol Ángel Nieto (13).

Ubbiali conquistou todas os seus títulos pilotando as famosas motos italianas MV Agusta – a mesma marca com a qual Agostini brilhou mais tarde – exceto o primeiro, quando ele estava em outra equipe italiana, a Mondial.

Nascido em Bergamo, no norte da Itália, ele também venceu várias corridas no famoso Tourist Trophy, disputado no circuito natural da Ilha de Man.

Com um estilo de pilotar baseado na segurança, Ubbiali também entrou para a história por não ter se machucado durante uma corrida. Ele se aposentou das pistas em 1960, quando tinha apenas 31 anos.

Carlo Ubbiali era o único piloto vivo a ter participado da primeira edição do Mundial de Motociclismo, em 1949.

Prova em Campos do Jordão (SP) reunirá mais de 1.700 ciclistas - Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

A sexta edição da etapa Brasil do Tour de France foi adiada para o período de 27 a 29 de novembro, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). A cidade paulista de Campos do Jordão receberá o evento de ciclismo amador, que inicialmente estava programado para o final de setembro.

De acordo com os organizadores, mais de 1.700 atletas já se inscreveram na etapa brasileira do Tour de France, que terá dois percursos pelo Vale do Paraíba: um de 66 quilômetros e outro de 107 km.

”Para garantir a saúde e a segurança dos ciclistas, famílias e staff, além da população de Campos do Jordão, decidimos tomar a prudente decisão de alterar a data do evento. Consultamos todas as autoridades e representantes da modalidade para escolher a melhor data”, esclarece a nota oficial publicada o site da organização do evento.

Responsável pela organização da L’Étape Brasil by Tour de France no Brasil, Bruno Prada, afirmou que a decisão de adiar o evento também levou em conta o condicionamento físico dos ciclistas. “A mudança também foi pautada na preparação dos atletas, que está impactada pela pandemia”.

No ano passado, a etapa brasileira reuniu mais de 2.400 ciclistas do país e do exterior - Alemanha. França, Austrália e Estados Unidos.

No dia 15 de abril, o Tour de France, em Paris, uma das mais importantes provas de ciclismo no mundo, também teve seu início adiado de meados de julho para 29 de agosto, também em decorrência da pandemia de covid-19. Duas semanas depois, foi a vez Comitê Organizador da La Vuelta anuncioar o cancelamento das três etapas iniciais da tradicional prova La Vueta - também chamada de Volta da Espanha de Ciclismo.

Recomendações serão adotadas somente após autorização do Governo de SP - Foto:

Quando a quarentena terminar em São Paulo, a bola laranja poderá voltar a quicar progressivamente nas quadras. A Federação Paulista de Basquete (FPB) publicou um protocolo com orientaçãoes e medidas de prevenção contra o novo coronavírus (covid-19) para que os jogos da modalidade possam retornar com segurança, quando isso for autorizado por autoridades públicas. As recomedações de proteção são voltadas a atletas, profissionais da modalidade e torcedores.

protocolo, publicado ontem (26) no site da entidade, estabelece uma série de condições para as competições possam ser realizadas nos ginásios dos clubes. Entre elas, o documento limita a presença de público à 30% da capacidade do ginásio. Os assentos individuais deverão estar demarcados com uma distância segura (não especificada) entre eles, evitando assim a probabilidade de transmissão do novo coronavírus.

Já os jogadores, árbitros e outros profissionais envolvidos na partida terão de usar máscaras. Caberá ainda ao clube mandatário providenciar álcool gel 70% para que fique à disposição dos oficiais de mesa e de quadra. 

O Campeonato Paulista de Basquete costuma começar em agosto e é considerada a liga regional mais importante do país, tanto a disputa masculina, quanto a feminina. O protocolo da FPB não menciona datas e deixa claro que as orientações "não substituem nem sobrepõem as recomendações médicas e sanitárias estadual ou municipais".

Ontem (26) o governo do estado de  São Paulo prorrogou a quarentena até 15 de junho - inicialmente terminaria no próximo domingo (31 -, porém foi anunciado também que haverá flexibilização e volta da atividade econômica nas regiões menos afetadas pela pandemia.

Equipe luta para seguir no topo do esporte - Foto: Miriam Jeske / COB

Cinco títulos em oito Mundiais disputados. Medalha de ouro no World Beach Games de Doha, no Catar. Três títulos no World Games, espécie de Olimpíada dos esportes que não fazem parte do programa olímpico.

Esse é o histórico da Seleção Brasileira masculina de Beach Handebol, inegavelmente a maior potência da modalidade no mundo. Quem olha apenas os resultados pode imaginar que o esporte e os atletas passam por um bom momento. 

As dificuldades são muitas e começaram há bastante tempo. Em 2017, antes dos Jogos Mundiais de Praia da Polônia, as equipes masculina e feminina do Brasil quase não conseguiram ir à Europa para buscar os dois títulos. Thiago Gusmão, ex-atleta e presidente do Novo Beach Handebol Brasil (NBHb), entidade criada em agosto de 2018, lembra daquele período. "Foram momentos muito complicados. A falta de recursos para a viagem ao World Games das seleções adultas e teve também a equipe sub-17 que não conseguiu ir aos Jogos Olímpicos da Juventude. Podemos dizer que ali foi o "embrião" do Novo Beach Handebol Brasil." Gusmão segue falando à Agência Brasil: "conseguimos custear a viagem dos adultos com recursos próprios e outras ações. Mas em relação à seleção de base, que estava treinando e, com apenas três dias de antecedência, foi avisada que não viajaria, não tivemos como contornar o problema. Esse cancelamento só a CBHb pode explicar. Assim a ida do Brasil aos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018 na Argentina ficou inviabilizada."

No ano seguinte, os resultados dentro da quadra de areia no Mundial da Rússia seguiram sendo muito expressivos e as dificuldades fora dela também seguiram grandes. Ouro com os homens, depois de um 2 a 0 sobre a Croácia. As meninas voltaram com a medalha de bronze no peito, conquistada depois do 2 a 1 sobre a Espanha. "Mas já estávamos calejados com os problemas do ano anterior. Por isso, quando chegou o comunicado da falta de recursos para a nossa viagem, nós já tínhamos feito uma movimentação prévia através de parceiros, patrocinadores e um pouco de recursos próprios. Como atleta vivenciei esses dois momentos que foram complicados, mas pontuais", lembra Gusmão. Os jogadores chegaram a fazer também uma "vaquinha" para arrecadar o dinheiro necessário. Apenas para as 27 passagens foram necessários aproximadamente R$ 190 mil.

Questionado pela Agência Brasil, Ricardo Luiz de Souza, conhecido como Ricardinho, presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) por 23 meses desde abril de 2018, depois do afastamento do ex-presidente Manoel Luiz, respondeu da seguinte forma: "A CBHb auxiliou dentro das suas limitações. Tínhamos enviado as seleções para o Pan-Americano nos Estados Unidos, quando conseguimos as vagas para o Mundial. Tanto o Pan quanto o Mundial estavam contemplados no planejamento da Confederação para 2018, mas tivemos a não renovação do contrato de patrocínio com o Banco do Brasil de mais de R$ 15 milhões entre 2016 e 2018, e ficamos apenas com os recursos da Lei Agnelo Piva (que repassa 2% do valor arrecadado com as loteriais federais ao Comitê Olimpíco Brasil (COB) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)). Isso dificultou todas as ações planejadas para aquele período. Além de auxiliar diante dessa realidade, buscamos apoio com o COB [Comitê Olímpico do Brasil] e empresas privadas. Mas, pelo cenário à época, não conseguimos. Tínhamos também acabado de assumir a presidência da CBHb em meio a maior crise do Handebol. Porém demos toda a assistência possível naquele curtíssimo período de tempo que tivemos até o Mundial".

Novo Beach Handebol Brasil
"Desgastados por esses problemas, refletimos sobre a necessidade de trabalharmos com mais força fora das quadras. Os atletas mais veteranos da seleção lideraram esse processo todo que culminou com a criação da NBHb em agosto de 2018. Nossa intenção sempre foi ajudar e andar em paralelo com a possível chancela da CBHb, por detectarmos que naquele período tínhamos visões diferentes da gestão da modalidade", lembrou Thiago Gusmão. "Muita gente queria que as coisas mudassem, que o esporte tivesse mais visibilidade. Precisávamos de pessoas correndo atrás das coisas do Beach Handebol. Dentro da Confederação, o nosso esporte sempre ficou um pouco de lado digamos assim. Mesmo com muitos títulos e mantendo o primeiro lugar no ranking, com finais em todas as competições, quando era necessário algum corte, era sempre o Beach Handebol que mais sofria. A gente sabe que as categorias de quadra também tinham problemas. Mas, a gente, por estar em um esporte que não é olímpico, acabava sempre sofrendo mais", lamenta o goleiro Pedro Budega à Agência Brasil. O carioca continua: "Dificilmente recebemos alguma coisa. A gente se vira do jeito que dá. Muitas vezes, deixamos família, trabalho, às vezes ficando até sem renda. Eu não participei do processo de criação da NBHb, mas sei que a entidade surgiu com a ideia de ter uma administração mais profissional, algo no estilo do NBB. Ainda espero que a gente possa colher esses frutos".

Falando um pouco sobre o trabalho desenvolvido até o momento, o presidente e ex-atleta Thiago Gusmão ressalta as parcerias: "em 2018, atuamos em cojunto com Federação do Rio de Janeiro, e, no ano passado, selamos também uma parceria com a própria CBHb para a gestão compartilhada do nosso circuito brasileiro e para o Sul-Centro. Entregamos um circuito com 100% de transmissão live streaming no Facebook da NBHb e da CBHb, com recursos de parceiros da nossa entidade. Auxiliamos diretamente a organização com o caderno de encargos, identidade visual e prestação de contas após cada uma das etapas mantendo sempre a transparência firmada com os clubes".

Para esse ano, porém, não houve um acordo entre a NBHb e a CBHb. "Após o aval dos clubes, formulamos uma nova proposta de parceria para que tivéssemos a chancela da CBHB no circuito. Mas, a Confederação nos informou que não daria a total gestão e a chancela para a gestão dessa temporada. E não foi possível manter a parceria. Para o futuro, seguimos trabalhando firme com a Federação do Rio de Janeiro para um torneio estadual e existe a possibilidade de uma competição open".

“Ricardinho", presidente da CBHb no período, falou o seguinte à Agência Brasil: " fizemos uma aproximação que gerou a parceria para o circuito brasileiro do ano passado. Nesse ano, participei de uma reunião com o diretor da modalidade, Carlos Roque, e com o presidente da NBHb, Thiago Gusmão, e não chegamos a um acordo para a manutenção da parceria."

Estreia
Em julho do ano passado, ocorreu, em Maricá no Rio de Janeiro, a primeira edição do "Sul-Centro Americano de Beach Handebol". Foi a estreia da NBHb à frente da organização de uma competição internacional. " Foram sete países envolvidos. Transmissão das finais pela televisão com média de 70 mil pessoas assistindo aos jogos, um recorde para o nosso esporte, e mais de 102 mil pessoas alcançadas pelo nosso canal do Facebook, entre os dias 13 e 15 de julho. Além disso, saímos campeões no masculino e no feminino", lembra Gusmão. O atleta Pedro Budega vai na mesma linha: "Foi algo que deu super certo. Público muito bom. Mostrando que tem muita gente que gosta do esporte no Rio de Janeiro e no Brasil". E para fechar com chave de ouro o torneio teve dobradinha brasileira. As Seleções Feminina e Masculina levantaram os títulos.

Retorno à presidência
Presidente da Confederação Brasileira (CBHb) desde o final da década de 1980, Manoel Luiz de Oliveira retornou ao cargo em abril desse ano, depois de quase dois anos afastado por acusações de irregularidades no uso de recursos em convênios públicos. Questionado pela Agência Brasil sobre a relação da entidade com o Beach Handebol, através da assessoria de imprensa da CBHb, ele respondeu: "Temos uma relação muito próxima com o Beach. Na nossa visão, nunca deixamos de apoiar o Beach. Tivemos problemas em uma competição, mas demos tudo o que pudemos, dentro da normalidade, e os resultados que temos, as conquistas que temos, são frutos justamente do que a CBHb possibilitou. Agradecemos muito a determinação e qualidade que nossas equipes têm, que nossas comissões técnicas têm e, como consequência, somos os melhores do mundo. Talvez, eles tivessem a expectativa de receber mais, mas a CBHb nunca deixou de auxiliar como pode o Beach Handebol. Estamos tendo reuniões com as comissões técnicas, com os dirigentes e com o diretor da modalidade, e tenho certeza de que vai continuar tudo muito bem".

O goleiro Pedro Budega da equipe brasileira reconhece que o dirigente teve bons momentos, mas pede renovação para o bem do esporte: "A grande maioria do pessoal envolvido no handebol sabe da importância do que ele fez no passado. Mas todo mundo reconhece, acho que até ele mesmo sabe, que é hora de renovação. Ninguém pode ficar tanto tempo à frente de uma organização. Ainda mais quando não se vê um desenvolvimento tão grande do esporte. Na praia, talvez, o desenvolvimento seja um pouco maior. Mas, na quadra, você não vê uma liga tão forte, com repercussão. Ao contrário, você vê muita gente saindo do país para jogar”.

Mundial de 2020
O Mundial desse ano estava previsto para os dias 30 de junho e cinco de julho, em Pescara na Itália. Mas, a pandemia do novo coronavírus que tem o país europeu como um dos mais afetados, forçou a mudança dos planos.

Em março o torneio foi cancelado e não tem uma nova data prevista para ocorrer. "Sabemos que a Federação Internacional de Handebol gostaria de manter a competição para esse ano. Mas transferindo a competição da Europa para um país árabe, que tivesse condições de bancá-la, sem grandes investimentos de infraestrutura. Mas não temos certeza de nada ainda. Está tudo parado. Vamos aguardar", disse Pedro Budega.

Comitê Olímpico do Brasil
Procurado pela Agência Brasil, o COB lembrou que não pode investir financeiramente em modalidades que não fazem parte do programa olímpico (o caso do Handebol de Areia). Mas informou que, em anos anteriores, através de recursos extraordinários, colocou aproximadamente R$ 1,3 milhão nos dois naipes da modalidade e outros R$ 300 mil para a participação do país em Jogos Sul-Americanos. O gerente executivo de alto rendimento do COB, Sebastian Pereira, disse que "em 2019, para os Jogos Sul-Americanos de Praia de Rosário na Argentina, e dos Jogos Mundiais de Praia de Doha, no Catar, o COB investiu em treinamentos preparatórios das seleções masculinas e femininas para os dois torneios. Como são competições nas quais o Comitê é responsável por organizar as delegações que representam o país, existe a possibildade de fazer esses investimentos no ano de realização dos torneios".

Ricardinho, presidente da CBHb entre 2018 e 2019, disse Agência Brasil que "demos total apoio para as Seleções no ano passado durante os Jogos Sul-Americanos, o Sul-Centro e o World Beach Games. Lidamos com tranquilidade com essas questões, pois temos plena consciência de que buscamos equiparar o Beach Handebol com o esporte de quadra, mesmo com as dificuldades da modalidade não ser olímpica. Sabemos também que a gestão não é apenas organizar um evento, vai muito além disso".

O goleiro Pedro Budega reconheceu a ajuda do COB: "Em 2017 e 2018, tirando o Pan-Americano de 2018, a gente praticamente não treinou. Fomos para as competições sem nenhuma fase de preparação. E, no ano passado, conseguimos treinar um pouco mais com essa verba do COB. Claro que teve a participação da Confederação para fazer o pedido da verba. E é bom registrar também que, antes de 2016, a gente tinha uma estrutura boa. Foram várias fases de treinamento, sempre com hospedagem e alimentação muito boas. Algo que não temos recebido mais da CBHb".

Ex-jogadora revelou em rede social que está assintomática - Foto: Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil

A ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, Virna Dias, testou positivo para o novo coronavírus (covid-19). A informação foi dada pela ex-atleta, que publicou um um vídeo em sua conta do Instagram no domingo (31). A medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e Sidney (2000) esclareceu que pertence ao grupo dos assintomáticos e já iniciou o período de isolamento..

"Hoje eu não tenho uma notícia boa para vocês, acreditam que eu estou com covid-19? Estou assintomática, não sinto nada, graças a Deus. Já estou isolada no meu quarto, vou ficar aqui 15 dias quietinha. Estou sendo acompanhada por um infectologista, que está me dando todo o suporte, mas estou muito bem. Eu quero pedir encarecidamente para vocês se cuidarem."

O isolamento não impedirá Virna de realizar hoje (1º de junho), às 21h, uma live (tranmissão ao vivo) no Instagram, com a cubana Mireya Luís. Ambas defenderam suas respectivas seleções no anos de 1990, quando Brasil e Cuba protagonizavam uma das maiores rivalidades do esporte.

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) anunciou nesta segunda (25) a morte de Édio Alves, de 88 anos de idade e que atuou na entidade por 55 anos em diversas posições - Foto: Divulgação/ Confederação Brasileira de Basquete

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) anunciou nesta segunda-feira (25) a morte de Édio Alves, de 88 anos de idade e que atuou na entidade por 55 anos em diversas posições, entre elas de secretário-geral. A causa da morte foi o novo coronavírus (covid-19).

Seu Édio, como era conhecido, atuou na CBB da década de 1960 até o ano de 2017, acompanhando praticamente todos os títulos e medalhas conquistadas pelo basquete brasileiro, como o Mundial masculino de 1963, o bronze no Mundial feminino de 1971, o título Mundial feminino de 1994, e todas as medalhas olímpicas do masculino e do feminino, além de Sul-Americanos, Copas Américas e outras competições internacionais.

“Seu Édio foi um dos maiores responsáveis pelo basquete brasileiro por 55 anos, grande parte da história da CBB. Uma pessoa humana, séria, educada, sensível, que representava o basquete brasileiro internamente. Todas as pessoas sabem a sua importância. Um grande executivo, antes mesmo de se usar essas palavras nesse meio. Uma figura fantástica”, declarou o presidente da CBB, Guy Peixoto.

Thomas Bach, presidente do COI, admitiu o cancelamento definitivo do evento - Foto: Reprodução/Instagram

Mesmo adiada para o ano que vem, a Olimpíada de Tóquio (Japão) corre o risco de ser cancelada, caso a pandemia do novo coronavírus (covid-19) não seja controlada até a data do evento, cuja abertura está prevista para o dia 23 de julho. A afirmação foi feita por Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), durante entrevista nessa quarta-feira (20) à rede britânica BBC News.

Ao ser questionado sobre a falta de previsibilidade sobre o controle da covid-19 até a data de abertura da Olimpíada, pela primeira vez Bach admitiu o cancelamento definitivo do evento.

"Realizar as Olimpíadas no verão [no Japão] é a última opção. Francamente, entendo isso porque você não pode empregar para sempre 3.000 ou 5.000 pessoas em um comitê organizador. Você não pode mudar todos os anos todo o calendário esportivo mundial de todas as principais federações. Você não pode ter os atletas em incerteza. Você não pode ter tanta sobreposição com os futuros Jogos Olímpicos, por isso entendo essa abordagem de nossos parceiros japoneses”.

Apesar da possibilidade real de cancelamento, o presidente do COI reforçou que está confiante e empenhado na realização dos Jogos, entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Ele adiantou possíveis medidas de segurança sanitária, em avaliação, como a quarentena de todo o efetivo de profissionais e os cerca de 11 mil atletas.

“Temos de estar preparados (...) Ao mesmo tempo, estamos olhando os cenários que isso [covid-19] pode exigir para a organização, no que diz respeito às medidas de saúde, elas talvez precisem de quarentena para os atletas, para parte dos atletas, para outros participantes. O que isso pode significar para a vida em uma Vila Olímpica e assim por diante? Todos esses cenários diferentes estão sendo considerados, e é por isso que estou dizendo que é uma tarefa gigantesca, porque há tantas opções diferentes que não é fácil resolvê-las agora. Quando tivermos uma visão clara de como será o mundo em 23 de julho de 2021, tomaremos as decisões apropriadas”.

Ainda durante entrevista à BBC News, o dirigente classificou como especulação notícias de que os Jogos de Tóquio ocorrerão sem a presença de torcedores.

“Não é isso que queremos, porque o espírito olímpico é sobre unir fãs. Isso que torna os Jogos únicos. Mas quando chegaríamos a essa decisão... eu pediria que você me desse mais tempo para consultas com os atletas, com a Organização Mundial de Saúde, com os parceiros japoneses”, concluiu.

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