10
Seg, Ago

Presidente dos EUA postou vídeo que dizia que as crianças são 'quase imunes' à doença - Foto: Divulgação

O Facebook removeu na quarta-feira (5) vídeo postado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no qual ele dizia que as crianças são "quase imunes" à covid-19. A empresa afirmou que a publicação violava regras de compartilhamento de informações enganosas sobre o novo coronavírus.

"Este vídeo inclui afirmações falsas de que um grupo de pessoas é imune à covid-19, o que representa uma violação de nossas políticas sobre desinformações prejudiciais", disse um porta-voz do Facebook.

O porta-voz acrescentou que foi a primeira vez que a empresa de redes sociais removeu um post de Trump por desinformação sobre o novo coronavírus.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Estados norte-americanos deveriam considerar lockdown, indica especialista - Foto: Divulgação

O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos (EUA), Anthony Fauci, disse que os estados norte-americanos com alto número de casos do novo coronavírus deveriam reconsiderar a imposição de restrições de lockdown. Ele destacou a necessidade de baixar o número de infecções antes da temporada de resfriados no outono do Hemisfério Norte.

Em alguns estados, com números moderados de casos, especialistas veem o mesmo aumento traiçoeiro no percentual de casos positivos que tinham sido observados em Tennessee, Kentucky, Ohio, Minnesota e outros, disse Fauci em entrevista ao Journal of the American Medical Association.

Ele afirmou, na semana passada, que via sinais de que a epidemia de covid-19 poderia estar atingindo o pico no Sul e no Oeste, enquanto outras áreas estavam à beira de novos surtos da doença. Os estados deveriam pensar em fazer uma pausa ou retroceder nas iniciativas de reabertura, embora não precisem necessariamente voltar ao lockdown completo, disse.

Arkansas, Califórnia, Flórida, Montana, Oregon e Texas notificaram altas recordes de mortes na última semana.

Para Fauci, é crucial que a epidemia seja contida antes do outono no Hemisfério Norte, quando os casos de gripe comum devem disparar ao lado da covid-19, pois maior número de pessoas passa a ficar mais tempo em ambientes fechados, aumentando o risco de contágio.

O especialista também alertou que embora dados sugiram que crianças mais novas não adoeçam gravemente com a covid-19, elas podem se infectar e propagar a doença.

O presidente Donald Trump fez da reabertura das escolas para aulas presenciais parte de sua campanha à reeleição, mas alguns professores resistem a essa medida, argumentando que abrir as escolas poderia colocar adultos em risco de doenças graves.

Fauci acrescentou que continua cautelosamente otimista de que uma vacina possa estar disponível contra o vírus antes do fim do ano, mas que as empresas devem se abster de emitir declarações sobre os estudos clínicos em andamento, até que haja dados suficientes para julgar se as vacinas são seguras e eficazes.

Possibilidade foi levantada nesta quinta-feira pelo presidente - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unido (EUA), Donald Trump, levantou nesta quinta-feira (30) a possibilidade de adiar a eleição presidencial de novembro, apesar de a data estar determinada na Constituição do país, o que provocou reações imediatas dos democratas.

Não ficou claro se Trump falou sério, já que a medida exigiria uma ação do Congresso, que detém o poder de programar as eleições.

Sem provas, Trump repetiu suas alegações de fraude nas votações pelo Correio e cogitou um adiamento ao escrever em sua conta no Twitter: "Adiar a votação até as pessoas poderem votar de forma apropriada, garantida e segura???"

Representantes da Casa Branca não responderam de imediato a um pedido de comentário.

Trump questiona a legitimidade da votação pelo Correio, usada com muito mais frequência nas eleições primárias em meio à pandemia de coronavírus. Ele também fez alegações infundadas de que a votação será manipulada e se recusou a dizer se aceitaria os resultados oficiais caso seja derrotado.

Democratas, incluindo o candidato presidencial Joe Biden, já iniciaram preparativos para proteger os eleitores e a eleição devido ao temor de que Trump tente interferir no pleito de 3 de novembro.

"Um presidente no cargo está espalhando mentiras e insinuando o adiamento da eleição para se manter no poder", disse o deputado democrata Dan Kildee no Twitter. "Não deixem acontecer. Todo americano -republicano, independente e democrata - deveria estar se manifestando contra a ilegalidade e o desprezo completo desse presidente pela Constituição".

O senador democrata Tom Udall disse: "Não existe possibilidade de o presidente dos Estados Unidos adiar a eleição. Não deveríamos deixá-lo nos distrair de sua incompetência diante da #Covid19".

Chancelaria chinesa diz que decisão prejudicou severamente relações - Foto: Ana Cristina Campos/Agência Brasil

A China alertou nesta quinta-feira (23) que será forçada a reagir depois que os Estados Unidos (EUA) determinaram o fechamento de seu consulado em Houston, uma medida que o Ministério das Relações Exteriores chinês disse ter "prejudicado severamente" as relações.

Washington deu 72 horas para a China fechar o consulado, "para proteger propriedade intelectual e informações particulares norte-americanas", o que marcou uma escalada dramática da tensão entre as duas maiores economias do mundo.

No Twitter, o senador norte-americano Marco Rubio, membro do Partido Republicano e presidente interino do Comitê de Inteligência do Senado, descreveu o consulado de Houston como o "nódulo central da vasta rede de espiões e operações de influência do Partido Comunista nos Estados Unidos".

Em seu briefing diário, o porta-voz da chancelaria chinesa, Wang Wenbin, descreveu as alegações norte-americanas como calúnia mal-intencionada.

"Em reação às ações insensatas dos EUA, a China precisa escolher uma reação necessária e salvaguardar seus direitos legítimos", disse ele, sem especificar qualquer medida.

"Isso está destruindo a ponte de amizade entre o povo da China e dos EUA", acrescentou.

O jornal South China Morning Post noticiou que a China pode fechar o consulado norte-americano de Chengdu, cidade do sudoeste chinês. O país cogita ainda fechar o consulado norte-americano de Wuhan, de onde os EUA retiraram funcionários no início do surto do novo coronavírus.

Hu Xijin, editor do Global Times, tabloide publicado pelo Diário do Povo do Partido Comunista, escreveu que fechar o consulado de Wuhan não causaria transtorno suficiente.

Hu disse que os EUA têm um grande consulado em Hong Kong e que é óbvio demais que o consulado é uma central de inteligência. "Mesmo que a China não o feche, poderia então reduzir seu pessoal a uma ou duas centenas. Isso fará Washington sofrer muito."

Os outros consulados dos EUA na China estão em Guangzhou, Xangai e Shenyang.

Os laços entre os dois países se deterioraram acentuadamente neste ano, por causa de questões que vão do coronavírus e da gigante de equipamentos de telecomunicação Huawei às reivindicações de Pequim ao Mar do Sul da China e à sua repressão a Hong Kong.

Editoriais da mídia estatal chinesa criticaram o fechamento do consulado em Houston, que viram como uma tentativa de culpar Pequim por fracassos dos Estados Unidos antes da eleição presidencial de novembro - o presidente Donald Trump aparece atrás de seu concorrente, o ex-vice-presidente Joe Biden, em pesquisas.

Casos de covid-19 aumentam em várias partes do país - Foto: Divulgação

Professores e funcionários de mais de 35 distritos escolares dos Estados Unidos (EUA) fizeram protestos na segunda-feira (3) contra os planos de retomada de aulas presenciais, enquanto os casos de covid-19 aumentam em várias partes do país.

Os manifestantes, que fizeram carreatas levando cartazes e com mensagens pintadas em seus veículos, exigem que as escolas não retomem as aulas em agosto e setembro, até que dados científicos justifiquem tais medidas.

Os profissionais de educação querem que os distritos esperem até que entrem em vigor protocolos como salas de aulas com menos alunos e a realização de mais testes, além de que escolas sejam equipadas com número adequado de coordenadores e enfermeiras, segundo um site construído para representar as manifestações.

No Twitter, a Associação de Educadores e Professores de Milwaukee mostrou manifestantes com falsas sepulturas que diziam "Aqui jaz um estudante da terceira série de Green Bay que pegou covid na escola" e "Descanse em paz, vovó. Pegou covid ajudando seus netos com o dever de casa".

As mortes por covid-19 nos Estados Unidos cresceram pela quarta semana consecutiva, para mais de 8.500 pessoas nos sete dias até 2 de agosto, enquanto o número de novos casos caiu pela segunda semana consecutiva.

Mais de 155 mil pessoas já morreram por complicações ligadas à doença nos Estados Unidos, o maior número entre todos os países do mundo. Os casos subiram semana após semana em 20 estados, incluindo Missouri, Montana e Oklahoma.

Os professores também estão pedindo ajuda financeira para pais em necessidade, incluindo assistência para pagamentos hipotecários e aluguel, uma suspensão das ordens de despejos e fechamentos e pagamento de auxílio em dinheiro.

Surto do novo coronavírus neste mês em alguns estados sobrecarregou hospitais - Foto: Divulgação

O surto do novo coronavírus na Flórida, Califórnia e em outros estados norte-americanos muito afetados pode estar chegando ao auge, enquanto outras partes do país podem estar à beira de surtos crescentes, disse o principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos (EUA) na terça-feira (28).

Uma disparada de casos na Flórida, no Texas, no Arizona e na Califórnia neste mês sobrecarregou hospitais, forçou a reversão de medidas de reabertura econômica e provocou temores de que os esforços do país para controlar o surto não estejam bastando.

"Eles podem estar chegando ao pico e voltando", disse o doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, no programa Good Morning America, da rede ABC, quanto à situação do surto em vários estados do chamado Cinturão do Sol.

Fauci disse existir "indício muito precoce" de que o percentual de exames positivos do novo coronavírus está começando a subir em estados como Ohio, Indiana, Tennessee e Kentucky. "Esse é um sinal infalível de que é preciso ser cauteloso."

Ele apelou aos estados com taxas positivas crescentes a agirem rapidamente para evitar o aumento, e aos outros estados a reabrirem cautelosamente, seguindo diretrizes estabelecidas por autoridades e especialistas de saúde norte-americanos.

O governo chinês repudiou a ordem e ameaçou retaliar - Foto: Divulgação

Os Estados Unidos instruíram o consulado chinês em Houston a fechar em três dias, citando a necessidade de proteger propriedade intelectual e informações norte-americanas, em meio a um deterioração aguda das relações entre os dois países.

O governo chinês repudiou a ordem e ameaçou retaliar. Uma fonte disse que a China está cogitando fechar o consulado dos EUA na cidade de Wuhan.

Os laços bilaterais vêm se tensionando desde o surgimento do novo coronavírus em Wuhan.

O Departamento de Estado norte-americano confirmou o fechamento iminente do consulado de Houston depois que o Ministério das Relações Exteriores chinês relatou ter sido instruído a fechar a missão.

A notícia agitou os mercados financeiros criando uma onda de aversão a risco nos pregões europeus.

O fechamento foi ordenado "de forma a proteger propriedade intelectual americana e informações particulares americanas", disse Morgan Ortagus, porta-voz do Departamento de Estado, em um comunicado.

"Os Estados Unidos não tolerarão as violações da RPC (República Popular da China) contra nossa soberania e a intimidação de nosso povo, assim como não toleramos as práticas comerciais injustas da RPC, o roubo de empregos americanos e outros comportamentos ofensivos", acrescentou, usando o nome oficial da nação asiática.

Os dois países entraram em atrito recentemente por causa do comércio, tecnologia, uma lei de segurança nacional imposta a Hong Kong e as reivindicações de Pequim ao Mar do Sul da China.

A China denunciou a ordem dos EUA como uma escalada.

"O fechamento unilateral do consulado da China em Houston dentro de um período de tempo curto é uma escalada inédita de suas ações recentes contra a China", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Wang Wenbin, em uma coletiva de imprensa de rotina.

"Pedimos aos EUA que revoguem imediatamente esta decisão equivocada. Caso estes insistam em seguir por este caminho errado, a China reagirá com contramedidas firmes."

O governo dos EUA vem assediando diplomatas e funcionários consulares chineses, disse Wang, além de "intimidar e interrogar estudantes chineses e confiscar seus aparelhos elétricos pessoais e até detê-los".

Ele ainda disse que o consulado está funcionando normalmente, mas não respondeu ao ser indagado sobre reportagens da mídia norte-americana em Houston na noite de terça-feira segundo as quais documentos estavam sendo queimados em um pátio do consulado.

A polícia de Houston disse ao canal FOX 26 que funcionários estavam queimando documentos, porque serão expulsos do edifício na tarde de sexta-feira.

Mais Artigos...

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.