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Dom, Out

Forte recomendação foi feita pelo Centro de Controle de Doenças - Foto: Agência Brasil

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgou nesta segunda-feira (19) "forte recomendação" para que passageiros e funcionários em aviões, trens, metrôs, ônibus, táxis e veículos de carona compartilhada utilizem máscaras para prevenir a propagação da covid-19.

A orientação provisória também pede a utilização das proteções faciais em hubs de transporte, como aeroportos e estações de trem.

"A utilização ampla e rotineira de máscaras nos sistemas de transportes vai proteger norte-americanos e oferecer confiança para que se possa novamente viajar com segurança mesmo durante a pandemia", afirmou o CDC.

Companhias aéreas, o sistema de trens Amtrak e a maioria dos sistemas públicos de trens e aeroportos norte-americanos já exigem que todos os passageiros e trabalhadores cubram seus rostos, assim como as empresas Uber e Lyft.

Mas, em julho, a Casa Branca foi contrária a um projeto que tornaria obrigatório o uso de máscaras por todos os funcionários e passageiros de companhias aéreas, trens e sistemas de transporte público. A Casa Branca não comentou imediatamente a recomendação do CDC.

O gabinete de Administração e Orçamentos da Casa Branca disse na época que o projeto de lei que obrigava o uso de máscaras era "restritivo demais", e acrescentou que essas decisões deveriam ficar com os estados, governos locais, sistemas de transporte e autoridades de saúde pública.

Segundo o CDC, os operadores de transportes deveriam garantir que todos os passageiros e funcionários utilizassem máscaras durante toda a viagem, e que deveriam oferecer informações para pessoas que estão comprando ou reservando viagens e/ou transporte sobre a necessidade de uso de máscaras, assim como, onde fosse possível, disponibilizar essa proteção.

Antecipação é maneira segura de votar durante pandemia - Foto: Arquivo/Agência Brasil

Os norte-americanos estão correndo em um ritmo sem precedentes para votar de forma antecipada nas eleições marcadas para 3 de novembro, como mostram os primeiros números do processo eleitoral, indicando um possível comparecimento recorde para a disputa entre o presidente Donald Trump, republicano, e o democrata Joe Biden.

A menos de quatro semanas para o dia da eleição, mais de 6,6 milhões de norte-americanos já votaram - número dez vezes maior do que no mesmo período em 2016, de acordo com o Projeto de Eleições dos Estados Unidos (EUA), que compila dados de votações antecipadas.

A mudança ocorre devido à expansão nos votos antecipados por correspondência em muitos estados, como uma maneira segura de votar durante a pandemia do novo coronavírus, e também pela disposição de participar da decisão sobre o futuro político de Trump, afirmou Michael McDonald, da Universidade da Flórida, que administra o projeto.

"Nós nunca vimos tantas pessoas votando tão antecipadamente antes de uma eleição", disse McDonald em entrevista no início da semana. "As pessoas fazem seus votos quando tomam suas decisões, e sabemos que muitas pessoas já se decidiram há muito tempo, e já têm um julgamento sobre Trump".

A onda antecipada fez McDonald prever um comparecimento recorde de cerca de 150 milhões, representando 65% dos eleitores registrados, a maior taxa desde 1908.

Biden lidera a corrida nas pesquisas de intenção de votos, embora consultas em estados cruciais para a vitória indiquem disputa apertada.

Ontem, o presidente dos EUA teve resultado positivo para covid-19 - Foto: Divulgação

O médico da Casa Branca Sean Conley disse, neste sábado (3), que o presidente Donald Trump "está bem" e não apresentou febre nas últimas 24 horas, após o anúncio sobre o teste positivo para Covid-19 na sexta-feira.

"A equipe e eu estamos extremamente felizes com o progresso do presidente", disse Conley em coletiva em frente ao hospital, acompanhado de médicos que tratam do presidente no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed.

A equipe médica de Trump disse que ele não está utilizando oxigênio ou tomando hidroxicloroquina. Conley disse que Trump começou o tratamento com Remdesivir, um medicamento conhecido por ajudar os pacientes a se recuperarem do vírus.

Informação foi dada no Twitter nesta sexta-feira - Foto: Arquivo

Trump, de 74 anos, faz parte do grupo de risco para a covid-19 tanto por causa de sua idade quanto porque é considerado como alguém que tem sobrepeso. Ele manteve boa saúde durante o mandato, mas não é conhecido por exercitar-se regularmente, nem por manter dieta saudável.

Trump minimizou a gravidade da pandemia no início e, por várias vezes, previu que ela iria embora. Ele raramente usa máscara em público e critica as pessoas - incluindo o candidato democrata na eleição presidencial de 3 de novembro, Joe Biden - que usam.

Mais de 200 mil pessoas morreram por causa da covid-19 nos EUA, com os idosos e portadores de condições pré-existentes sendo atingidos mais duramente.

Republicano, Trump pediu que os estados reabrissem as economia abaladas pela pandemia,mesmo com a alta no número de casos, e atacou governadores democratas que adotaram medidas para controlar a disseminação do vírus.

O resultado positivo de Trump significa que outras pessoas nos altos escalões do governo norte-americano podem ter sido expostas ao vírus e também terão de entrar em quarentena.

Uma autoridade da Casa Branca disse que o rastreamento de contatos do presidente estava em andamento.

O médico de Trump, Sean Conley, disse esperar que o presidente cumpra seus deveres "sem interrupções" enquanto se recupera.

"O presidente e a primeira-dama estão bem neste momento e planejam permanecer em casa, dentro da Casa Branca, durante sua convalescença", escreveu Conley em comunicado distribuído à imprensa.

Prefeito diz que cidade se prepara para fechar negócios não essenciais - Foto: Theresa Schenk/Pixabay

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a cidade se prepara para fechar negócios não essenciais e também escolas em nove bairros identificados como focos do novo coronavírus a partir da próxima quarta-feira (7), em uma tentativa de conter a disseminação da covid-19 no que já foi o epicentro da pandemia nos Estados Unidos.

Buscando a aprovação do governo do estado para o lockdown, de Blasio afirmou que a medida afetará nove regiões onde as taxas de testes positivos para o novo coronavírus aumentaram, possivelmente como resultado de falha no distanciamento social e no uso de máscaras faciais. Ele acrescentou que bairros em mais 11 áreas da cidade estão em uma "lista de observação" por causa de suas crescentes taxas.

Nova York é um dos 18 estados onde os casos não aumentaram nas duas últimas semanas, de acordo com análise da Reuters. Nove estados relataram aumentos recordes em casos de covid-19 nos últimos sete dias, principalmente no meio-oeste e no oeste, onde o clima leva a atividades em ambientes fechados.

Se o governador de Nova York, Andrew Cuomo, aprovar a paralisação, áreas do Brooklyn e do Queens seriam obrigadas a fechar todos os estabelecimentos não essenciais, restaurantes e escolas públicas e privadas. Cerca de 100 escolas públicas e 200 escolas privadas seriam fechadas por um período entre duas e quatro semanas, caso a aprovação do estado seja obtida, disse o prefeito.

Notícia desencadeou uma liquidação nas ações e no petróleo - Foto: Divulgação

Os investidores, já nervosos antes das eleições nos Estados Unidos (EUA) em novembro, agora têm outra coisa com que se preocupar: a saúde do presidente norte-americano.

O diagnóstico de covid-19 de Donald Trump desencadeou nesta sexta-feira (2) uma liquidação nas ações e no petróleo e um aumento na demanda por portos seguros tradicionais - como ouro e títulos.

"O presidente dos Estados Unidos está com uma doença que mata pessoas. As pessoas estão se livrando do risco por causa disso", disse Chris Weston, chefe de pesquisa da Pepperstone.

Mas para onde vão os investidores a partir de agora depende, em grande medida, de como o presidente dos EUA lidará com a doença que matou mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo.

"Esta é uma nova incerteza em um mundo que já está confuso, o que não é o melhor", disse Chris Bailey, estrategista europeu da Raymond James.

Se seus sintomas forem leves e ele se recuperar rapidamente, os mercados podem se estabilizar e Trump pode usar a experiência para projetar sua imagem como um guerreiro na campanha contra seu adversário democrata, Joe Biden.

Mas se, aos 74 anos, Trump ficar muito doente e precisar ser hospitalizado, como aconteceu com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ou se o vírus se espalhar para outros membros de seu governo, os investidores ficarão alarmados.

"O que está me deixando preocupado mais do que qualquer outra coisa é o ponto de interrogação sobre a legitimidade do processo eleitoral", disse David Arnaud, administrador de fundos de renda fixa da Canada Life Asset Management, sobre o diagnóstico de Trump.

A notícia levou os investidores a se prepararem para um período de alta volatilidade, com a maioria concordando que os mercados permanecerão tensos no futuro próximo.

Os indicadores de volatilidade avançavam, com o amplamente observado VIX subindo para quase 29 pontos, ante patamar de cerca de 27 pontos na quinta-feira.

Caso seja implementado, será o novo recorde negativo na história do programa moderno para refugiados - Foto: Divulgação

O governo do presidente Donald Trump anunciou planos para só deixar 15 mil refugiados se reassentarem nos Estados Unidos (EUA) no ano fiscal de 2021, iniciado nessa quinta-feira (1º), estabelecendo novo recorde negativo na história do programa moderno para refugiados.

Na noite de quarta-feira, o Departamento de Estado disse que o teto reflete a prioridade dada pelo governo Trump à "segurança e ao bem-estar dos americanos, especialmente à luz da pandemia de covid-19". Trump, que busca a reeleição em 3 de novembro, adotou uma postura rígida com a imigração legal e ilegal durante seu governo, incluindo a redução da entrada de refugiados todos os anos desde que tomou posse, em 2017.

O governo Trump disse que os refugiados de regiões devastadas por guerras deveriam ser reassentados mais perto de suas pátrias e que os EUA oferecem asilo a milhares de pessoas por meio de um processo separado.

Críticos afirmam que, sob o comando de Donald Trump, os EUA abandonaram um papel já antigo de porto seguro para pessoas perseguidas, e que reduzir a entrada de refugiados mina outros objetivos de política externa.

O limite de refugiados foi cortado para 18 mil no ano passado, mas cerca de 7 mil vagas não foram usadas, de acordo com cifras governamentais, já que o endurecimento crescente do governo Trump e a pandemia do novo coronavírus diminuíram a quantidade de recém-chegados.

Normalmente, os presidentes norte-americanos determinam níveis anuais de refugiados nas proximidades do dia 1º de outubro, o início do ano fiscal. Pela lei do país, o presidente precisa consultar o Congresso antes de finalizar o número anual de refugiados que pretende aceitar, mas a determinação acaba sendo da Casa Branca.

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