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Presidente afirmou que trabalha para avançar "ideais de liberdade" - Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro parabenizou os Estados Unidos pelo dia da sua independência, celebrado hoje. Pelo Twitter, ele se dirigiu ao presidente Donald Trump e afirmou que ambos são “líderes das duas maiores democracias ocidentais.”

“Gostaria de parabenizar o Presidente Donald Trump e o povo dos EUA pelo 244º aniversário de sua Independência. Como líderes das duas maiores democracias ocidentais, trabalhamos para avançar os ideais de liberdade, democracia e dignidade humana que esta data representa”, disse Bolsonaro.

O presidente brasileiro também parabenizou Trump pelo seu discurso de ontem, no Monte Rushmore. No discurso, Trump afirmou que “a revolução cultural de esquerda foi projetada para derrubar a revolução norte-americana.”

Reabertura está prevista para o próximo dia 11 de julho - Foto: Divulgação

Grupos de pessoas estão pressionando a Disney a adiar a reabertura do parque Disney World, na Flórida, que estava prevista para 11 de julho, citando recentes picos dos casos de covid-19 no estado.

Nessa quarta-feira (24), mais de 7 mil pessoas assinaram uma petição, criada por Katie Belisle, uma anfitriã da Disney World Atrações, que foi enviada aos prefeitos de Orlando, Buddy Dyer, e de Orange County, Jerry Demings.

"Esse vírus não sumiu e infelizmente só piorou no estado", diz a petição. "Manter nossos parques temáticos fechados até que os casos diminuam de forma sustentada manteria nossos convidados, funcionários e suas famílias em segurança".

Não foi possível localizar Belisle para comentar o assunto.

Os parques da Walt Disney estão fechados desde janeiro para ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus. A empresa estimou que perdeu US$ 1 bilhão em sua divisão de parques temáticos entre janeiro e março.

"A segurança e o bem-estar de nossos membros do elenco e convidados estão na vanguarda do nosso planejamento, e mantemos um diálogo ativo com nossos sindicatos sobre os extensos protocolos de saúde e segurança, seguindo orientações de especialistas em saúde pública, que planejamos implementar à medida que avançamos em direção à nossa proposta de reabertura em fases", disse uma porta-voz da Disney em comunicado.

A petição na Flórida vem depois de uma reação semelhante dos sindicatos que representam trabalhadores da Disneylândia em Anaheim, na Califórnia, que planeja reabrir em 17 de julho.

Programa que protege imigrantes que entraram nos EUA quando crianças deve chegar ao fim em seis meses - Foto: Divulgação

O governo Donald Trump está determinado a encerrar em seis meses o programa Dreamers, que protege os imigrantes que entraram ilegalmente nos Estados Unidos (EUA) quando crianças, disse o chefe interino do Departamento de Segurança Interna.

A administração Trump considera o programa ilegal, e a Suprema Corte dos EUA - que na semana passada decidiu contra o encerramento do plano - não discordou, afirmou o secretário do departamento, Chad Wolf, ao programa Meet the Press da NBC.

"Em nenhum momento dessa decisão eles disseram que o programa era legal. Eles simplesmente não gostaram da lógica e dos procedimentos que usamos", disse Wolf.

A Suprema Corte dos EUA bloqueou na quinta-feira (18) os esforços de Trump para acabar com a política de Ação Diferida para Chegadas de Infância (Daca) adotada pelo ex-presidente Barack Obama, que protege cerca de 649 mil imigrantes da deportação.

A posição da Suprema Corte confirmou as decisões dos tribunais de primeira instância, que entenderam que a determinação de Trump de acabar com o programa em 2017 era ilegal, mas não impede Trump de tentar novamente encerrá-lo.

Donald Trump disse no sábado (20) que seu governo reenviaria os planos para acabar com a política, mas não deu detalhes.

Chad Wolf disse ao Face the Nation, da CBS, que o governo continuaria renovando os vistos para as pessoas cobertas pelo programa popular, enquanto procura uma maneira de encerrá-lo permanentemente.

Questionado se Trump descartou o fim do programa por meio de uma ordem executiva, Wolf disse que o governo continuará pressionando o Congresso para encontrar uma solução.

Acrescentou que o presidente também ordenou que o departamento olhe atentamente a decisão da Suprema Corte e a possibilidade de refazer a proposta com uma lógica diferente.

"Não vou avançar à frente do presidente. Ele tomará essa decisão na hora certa, mas o departamento estará pronto para fazer essa ligação", afirmou.

Atos contra violência policial começaram após morte de George Floyd - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (16) um decreto que visa a aprimorar as práticas policiais e disse que os norte-americanos "querem lei e ordem", após enfrentar críticas segundo as quais suas políticas e sua retórica incendiária agravaram o abismo racial no país.

Depois de semanas de protestos contra o racismo e a brutalidade policial desencadeados pela morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos morto em 25 de maio sob a custódia da polícia de Mineápolis, Trump ofereceu uma resposta política às preocupações crescentes com a injustiça racial de olho na eleição de 3 de novembro, na qual buscará um segundo mandato.

"Os americanos querem lei e ordem, eles exigem lei e ordem", disse Trump em uma cerimônia no jardim da Casa Branca, antes de assinar o decreto presidencial.

O presidente republicano ofereceu condolências às famílias das vítimas de episódios recentes de violência policial e de outros tipos e prometeu buscar justiça.

Em seus comentários públicos e no Twitter, Trump pediu, por diversas vezes, a repressão dos manifestantes e enfatizou uma reação vigorosa e militarizada aos tumultos sociais provocados pela morte de Floyd e outros. Pesquisas de opinião mostraram o receio generalizado dos norte-americanos com a brutalidade policial.

Decreto
O decreto presidencial incentiva os departamentos de polícia a utilizarem os padrões mais modernos para uso da força; a aprimorarem o compartilhamento de informações para que policiais de má reputação não sejam contratados sem que seus históricos sejam conhecidos e a acrescentarem assistentes sociais às reações das forças da lei em casos não-violentos, envolvendo usuários de drogas e moradores de rua, disseram autoridades.

Trump reiterou hoje que se opõe aos clamores para se "desfinanciar" a polícia remodelando ou até desmantelando departamentos de polícia. Democratas renomados, incluindo o provável candidato presidencial Joe Biden, não apoiaram tais clamores, mas os republicanos insistem no assunto.

A Câmara dos Deputados dos EUA, de maioria democrata, deve votar até o final deste mês uma legislação abrangente apresentada pelo Caucus Negro Congressual (bancada que defende os direitos raciais) para combater a má conduta policial.

Senadores republicanos devem apresentar sua própria legislação amanhã (17), concentrando-se mais na coleta de dados do que em mudanças de diretrizes em áreas que envolvem força letal.

Os democratas querem permitir que vítimas de má conduta e suas famílias processem a polícia, uma ideia à qual os republicanos se opõem.

Mais norte-americanos morreram de coronavírus do que lutando na Primeira Guerra Mundial - Foto: Reprodução/TV Globo

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus já passou de 120 mil nos Estados Unidos (EUA), de acordo com uma contagem da Reuters nessa segunda-feira (22), e os casos novos aumentaram em vários estados.

Agora, mais norte-americanos morreram de covid-19 do que lutando na Primeira Guerra Mundial.

Cerca de 800 morreram por dia, em média, no mês de junho, menos do que o pico de 2 mil diários de abril, segundo um contagem de dados sobre mortes de covid-19 por estado e por condado.

O total de casos do novo coronavírus no país supera 2,2 milhões, a cifra mais alta do mundo, seguido pelo do Brasil, que soma mais de 1 milhão de casos. Na Índia, as infecções aumentam também rapidamente.

Depois de semanas de recuo, os casos de coronavírus voltaram a crescer nos EUA. Todos os estados tomaram providências para reativar as economias, e 12 relataram recordes de aumento de casos na semana passada.

No sábado (20), mais de 30 mil casos novos foram relatados, o maior total diário desde 1º de maio, de acordo com a contagem da Reuters. Entre os estados com aumentos recordes está Oklahoma, onde o presidente Donald Trump fez um comício no sábado (20) em uma arena de Tulsa, que não chegou a lotar e na qual só alguns poucos participantes usaram máscaras.

Em comentários que mais tarde sua campanha disse terem sido uma piada, Trump afirmou que pediu às autoridades para diminuir os exames de detecção de covid-19, uma "faca de dois gumes" que leva à descoberta de mais casos.

Especialistas de saúde dizem que a expansão dos exames só explica parte do aumento de casos e que esses são uma ferramenta crucial no combate à disseminação da doença.

As duas maiores economias do mundo têm se estranhado diante da condução da pandemia do novo coronavírus - Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, renovou nessa quinta-feira (18) sua ameaça de cortar laços com a China, um dia após o representante comercial do país, Robert Lighthizer, dizer ao Congresso que não via a dissociação das economias norte-americana e chinesa como uma opção viável.

"Não foi culpa do embaixador Lighthizer, nisso eu talvez não tenha sido claro, mas os EUA certamente mantêm uma opção de diretriz política, sob várias condições, de uma total dissociação da China", disse Trump no Twitter.

As duas maiores economias do mundo têm se estranhado diante da condução da pandemia do novo coronavírus e da iniciativa chinesa de impor leis de segurança sobre Hong Kong, além de outros pontos de tensão que pioraram neste ano.

No mês passado, Trump indicou que as relações entre os dois países haviam se deteriorado ainda mais, afirmando que não tinha interesse em falar com o presidente chinês, Xi Jinping, no momento e sugerindo que poderia até cortar laços com a segunda maior economia global.

Lighthizer, ao ser perguntado sobre os laços entre os EUA e China, em uma audiência no Comitê Tributário (Ways and Means) da Câmara dos Deputados, afirmou que a questão é complicada.

"Se eu acho que podemos dissociar a economia dos Estados Unidos da economia chinesa?", disse o representante comercial. "Não, eu acredito que isso era uma opção política anos atrás. Eu não acredito que seja uma opção razoável neste momento".

Alguns trabalhadores nova-iorquinos começaram a voltar ao trabalho nessa segunda-feira - Foto: Reprodução TV Globo

Exatamente 100 dias depois de o primeiro caso de covid-19 ser confirmado na cidade de Nova York, alguns trabalhadores começaram a voltar ao trabalho nessa segunda-feira (8), na primeira fase de reabertura do isolamento municipal adotado para combater a epidemia, que já matou mais de 20 mil de seus moradores.

Pessoas que passaram meses em casa embarcaram em trens do metrô e em ônibus, agora que a cidade norte-americana mais populosa iniciou sua jornada rumo a uma esperada recuperação econômica.

"Este é claramente o lugar mais difícil da América para chegar a este momento porque somos o epicentro", disse o prefeito, Bill de Blasio, em entrevista no estaleiro da Marinha, no Brooklyn.

Nova York, a cidade mais atingida do país pela covid-19, registrou que a taxa de pessoas que tiveram teste positivo de coronavírus teve nova queda, de 3%, bem abaixo da taxa máxima para a reabertura, de 15%, disse De Blasio.

Enquanto cerca de 400 mil trabalhadores voltavam para 32 mil canteiros de obras, centros de atacado e manufatura e alguns pontos atacadistas de toda a metrópole, o prefeito pediu o uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social para manter os casos de covid-19 em tendência de baixa - particularmente aqueles que usam o transporte público para ir ao emprego.

"Sabemos que a reabertura significará que as pessoas estarão perto umas das outras, precisamos nos ater a isso", lembrou De Blasio.

Máscaras gratuitas e gel antisséptico estão sendo distribuídos por 800 agentes de segurança escolar, de plantão em estações do metrô.

Para aumentar o espaçamento entre os passageiros, a cidade abrirá 20 milhas de novas rotas de ônibus entre junho e outubro, informou o prefeito.

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