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'Estamos fazendo investigações muito sérias', garante Trump - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nessa segunda-feira (26) que a China poderia ter contido o coronavírus antes que ele se espalhasse pelo mundo e que seu governo está conduzindo "investigações sérias" sobre o que aconteceu. 

"Estamos fazendo investigações muito sérias. Não estamos felizes com a China", disse Trump em entrevista na Casa Branca. "Há muitas coisas pelas quais ela pode ser responsabilizada." 

"Acreditamos que poderíamos ter impedido isso na fonte. Poderíamos ter impedido que se espalhasse tão rápido e não se propagaria por todo o mundo." 

As críticas de Trump são as mais recentes de seu governo destinadas à maneira pela qual a China se portou no surto de coronavírus, que começou no fim do ano passado na cidade chinesa de Wuhan e cresceu, tornando-se uma pandemia global que até agora matou mais de 207 mil pessoas no mundo, 55 mil nos Estados Unidos, de acordo com uma contagem da Reuters. 

Na semana passada, o secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que os Estados Unidos "acreditavam fortemente" que Pequim falhou em informar o surto do coronavírus em tempo razoável e acobertou o perigo da doença respiratória causada pelo vírus.

O Ministério das Relações Exteriores da China nega as acusações. 

Trump afirmou que a medida garantirá que os norte-americanos desempregados sejam os primeiros na fila para empregos quando a economia abrir - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou nessa quarta-feira (22) decreto que suspende temporariamente a imigração para o país durante a pandemia do novo coronavírus.

"Isso garantirá que norte-americanos desempregados sejam os primeiros na fila para empregos conforme nossa economia abrir", afirmou Trump na entrevista diária sobre o coronavírus.

Ele disse que assinou o decreto pouco antes da entrevista.

Isolamento

O presidente norte-americano afirmou que o país está começando uma reabertura segura dos negócios, mesmo que algumas autoridades de saúde tenham alertado que afrouxar as medidas de isolamento muito rapidamente poderia desencadear uma nova onda de casos de Covid-19.

Um tuíte de Trump, no início da manhã, demonstrou apoio aos governadores de vários estados do Sul, que estão flexibilizando as diretrizes de distanciamento social, que fecharam negócios e confinaram os moradores em suas casas.

"Os estados estão voltando com segurança. Nosso país está começando a abrir para negócios novamente. Cuidados especiais são e sempre serão dados aos nossos amados idosos (exceto eu!)", escreveu Trump, de 73 anos.

Um desses Estados é a Georgia, que deu sinal verde para a reabertura de academias, salões de beleza, boliches e estúdios de tatuagem a partir desta sexta-feira (24), seguidos de cinemas e restaurantes na próxima semana.

Pesquisa de opinião realizada pela Reuters/Ipsos mostrou que a maioria dos norte-americanos acredita que as ordens de confinamento devem permanecer em vigor até que as autoridades de saúde pública determinem ser seguro suspendê-las, apesar dos danos à economia.

Balanço

As mortes por coronavírus nos Estados Unidos superaram ontem 47 mil, depois de subir em número quase recorde para um único dia na terça, segundo contagem da Reuters.

Um modelo da Universidade de Washington, frequentemente citado pela Casa Branca, projetou um total de quase 66 mil mortes por coronavírus nos EUA até 4 de agosto, uma revisão para cima de sua estimativa anterior, de 60 mil Nas previsões atuais, as mortes no país podem chegar a 50 mil no fim desta semana.

O estado de Nova York, epicentro do surto nos EUA, registrou 474 novas mortes nessa quarta-feira, o menor aumento desde 1º de abril. Alguns estados próximos, como Pensilvânia e New Jersey, tiveram número recorde de mortes em um dia na terça-feira.

É a primeira vez na história que preços ficam abaixo do custo - Foto: Arquivo/ Agência Brasil

Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos foram negociados em valores negativos pela primeira vez na história nesta segunda-feira (20), com o primeiro vencimento terminando o dia a impressionantes 37,63 dólares negativos por barril, após operadores liquidarem posições de forma massiva em meio ao rápido preenchimento das reservas no centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma.

O petróleo Brent, valor de referência internacional, também recuou, mas a fraqueza não foi nem de longe tão grande quanto à do WTI, uma vez que globalmente há mais espaço disponível para armazenamento.

O contrato maio do petróleo dos EUA fechou em queda de 55,90 dólares, ou 306%, a -37,63 dólares por barril, depois de tocar uma mínima histórica de -40,32 dólares. O Brent cedeu 2,51 dólares, ou 9%, para 25,57 dólares o barril.

"O armazenamento está cheio demais para que especuladores comprem esse contrato, e as refinarias estão operando a níveis baixos porque não flexibilizamos as ordens de isolamento na maior parte dos Estados", disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago. "Não há muita esperança de que as coisas possam mudar em 24 horas."

A demanda física por petróleo secou, criando um excesso de oferta global em um momento em que bilhões de pessoas ficam em casa para frear a disseminação do novo coronavírus.

As refinarias estão processando muito menos petróleo que o normal, o que faz com que milhões de barris fiquem "presos" em instalações de armazenamento em todo o mundo. Tradings contrataram navios apenas para ancorá-los e enchê-los de petróleo. Um recorde de 160 milhões de barris está estocado em navios-tanque no mundo.

Já os estoques em Cushing avançaram em 9% na semana até 17 de abril, totalizando cerca de 61 milhões de barris, disseram operadores, citando um relatório da Genscape.

O contrato junho do WTI, mais ativo, terminou a sessão em nível muito superior ao maio, cotado a 20,43 dólares o barril. O spread entre os dois vencimentos chegou a bater 60,76 dólares, o maior da história para dois contratos próximos.

Os preços negativos do petróleo nos EUA significam que, pela primeira vez na história, vendedores têm de pagar aos compradores para que estes recebam os contratos futuros. Não está claro, porém, se isso chegará aos consumidores, que geralmente observam os preços mais baixos sendo traduzidos em valores mais baixos da gasolina nas bombas.

Trump está pressionando para que a economia dos EUA volte a funcionar depois que as paralisações deixaram milhões de norte-americanos desempregados - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, propôs diretrizes nessa quinta-feira (16) sob as quais os governadores poderão agir para retomar a economia da paralisação em decorrência do novo coronavírus, em um processo dividido em três etapas.

Em seu pronunciamento diário sobre o coronavírus, que já matou mais de 32,6 mil norte-americanos em poucas semanas, Trump argumentou que uma paralisação prolongada pode ser profundamente prejudicial à economia e à sociedade dos EUA.

"Não estamos abrindo todos de uma vez, mas a um passo cuidadoso de cada vez", disse o presidente.

"Uma interrupção prolongada, combinada com uma depressão econômica forçada, infligiria uma imensa e abrangente perda à saúde pública", afirmou Trump, acrescentando que isso poderia levar a um aumento acentuado no consumo excessivo de drogas, abuso de álcool, nos casos de suicídio e doenças cardíacas.

As novas diretrizes federais recomendam que os estados registrem uma "trajetória descendente" de 14 dias, antes de iniciar um processo de reabertura, em três fases.

O documento estabelece que o plano é de responsabilidade das autoridades estaduais, e não federais.

Antes da reabertura, os hospitais devem ter um "programa robusto", que inclua testes de anticorpos para profissionais de saúde.

Os estados devem criar locais de triagem e teste para pessoas com sintomas e recursos de rastreamento de contato, e os serviços de saúde devem fornecer equipamentos de proteção individual, de forma independente, e lidar com surtos se os casos de covid-19 aumentarem novamente.

O documento diz que as recomendações podem ser implementadas a critério dos governadores. Trump se desentendeu com governadores sobre quem tem a autoridade máxima para exigir uma reabertura da economia dos estados.

Na primeira fase da reabertura, as diretrizes estabelecem que grupos de mais de dez  pessoas devem ser evitados se medidas de distanciamento apropriadas não forem adotadas. As viagens não essenciais devem ser minimizadas, o teletrabalho deve ser incentivado e as áreas comuns nos escritórios, fechadas.

As escolas seguem fechadas durante a primeira fase, mas locais como cinemas, restaurantes, estádios e locais de culto podem ser abertos com protocolos rígidos de distanciamento físico.

Os hospitais podem retomar as cirurgias eletivas, que são críticas para seus fluxos de receita, e as academias podem reabrir com novos protocolos. Bares devem continuar fechados.

Na segunda fase, aplicável a estados e regiões sem indícios de uma nova onda de casos de coronavírus, as diretrizes recomendam que grupos com mais de 50 pessoas sejam evitados quando o distanciamento social não for cumprido.

As viagens não essenciais podem ser retomadas nesse período, enquanto as escolas e os acampamentos para jovens podem ser reativados e os bares com "ocupação diminuída no salão principal" podem reabrir.

A fase três inclui pessoal irrestrito em locais de trabalho.

Um funcionário da Casa Branca descreveu as diretrizes como conservadoras e observou que elas haviam sido acordadas pelos principais médicos da força-tarefa do presidente.

Trump está pressionando para que a economia dos EUA volte a funcionar depois que as paralisações, em razão do coronavírus, deixaram milhões de norte-americanos desempregados. Mais de 20 milhões de pessoas pediram auxílio-desemprego no país, no mês passado, e mais de 90% do país estão sob ordem de permanecer em casa.

Trump disse, na véspera, que alguns estados com baixo número de infecções estarão prontos para retomar a atividade econômica mais cedo do que aqueles mais atingidos pelo vírus.

Uma autoridade da Casa Branca afirmou que cada governador poderá considerar as recomendações como um guia. As diretrizes foram aprovadas pelos membros da força-tarefa, incluindo o especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci.

Medida poderá afetar imigrantes permanentes - Foto: Reprodução

A nova ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibindo a imigração para o país, irá durar entre 30 e 90 dias com chances de renovação e irá se aplicar àqueles que buscam status de imigração permanente, informou uma autoridade do governo.

Outros trabalhadores como os dos vistos H1-B devem ser abordados em uma ação separada, disse a autoridade.

Ao retirar esse elemento mais complicado do decreto, o oficial afirmou que a ordem poderá estar pronta para a sanção de Trump já na terça ou na quarta-feira.

Trump anunciou em um tuíte na noite de segunda-feira que proibiria a imigração por conta do coronavírus e para proteger empregos de americanos.

Adversários viram a medida como uma tentativa de usar a crise para cumprir um objetivo de longa data de Trump de reduzir a imigração legal e ilegal.

O funcionário do governo, que falou em condição de anonimato, disse que a medida irá incluir exceções para pessoas envolvidas na resposta à pandemia de coronavírus, incluindo trabalhadores rurais e outros que estejam ajudando a garantir o fornecimento de alimentos nos EUA.

A autoridade disse que, quando o país começar a abrir sua economia, o fluxo migratório deve aumentar, e o governo queria garantir que os empregadores contratem de volta trabalhadores demitidos ao invés de oferecerem trabalhos para imigrantes pagando salários menores.

A Casa Branca não publicou os detalhes do decreto e Trump não disse quando sancionaria a medida. A autoridade afirmou que o trabalho estava avançado em relação ao decreto, com colaborações extensas dos Departamentos do Trabalho, Estado, e Segurança Doméstica.

Eua tem o maior número de mortes registrado no mundo/Crédito:Divulgação

O número de mortos nos Estados Unidos pelo novo coronavírus aumentou para mais de 40 mil neste domingo, o mais alto do mundo e quase o dobro do número de mortes no segundo país mais atingido, a Itália.

Após registrar sua primeira fatalidade, em 29 de fevereiro, os Estados Unidos levaram 38 dias para atingir 10 mil mortes (6 de abril), mas apenas mais cinco dias para atingir 20 mil.

O número de mortos nos Estados Unidos aumentou de 30 mil para 40 mil em quatro dias, após a inclusão de mortes não provadas, mas prováveis, de covid-19 relatadas pela cidade de Nova York.

Os Estados Unidos têm o maior número mundial de casos confirmados de coronavírus, com mais de 744 mil infecções. Os novos casos no sábado aumentaram em quase 29 mil, o menor aumento em três dias.

Mais de 22 milhões de americanos solicitaram subsídios de desemprego no mês passado, com o fechamento de empresas e escolas e severas restrições de viagens que afetaram a economia.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, mais de 17 mil pessoas já se recuperam da doença nos Estados Unidos - Foto: Warley de Andrade/TV Brasil

Os Estados Unidos registraram no domingo (5) mais de 1.200 mortes em 24 horas causadas pela covid-19, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

O número total de morte, desde o início da pandemia nos Estados Unidos, é agora de mais de 9 mil e o de infectados, de cerca de 337mil.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, mais de 17 mil pessoas já se recuperam da doença no país.

"Estamos aprendendo muito sobre o inimigo invisível. É duro e inteligente, mas somos mais duros e inteligentes!", escreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede social Twitter.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Dos casos de infecção, mais de 283 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

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