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Seg, Set

Coronavírus mata mais de 5.600 nos Estados Unidos - Foto: Reprodução

O número crescente de mortos na pandemia de coronavírus sobrecarregou as funerárias de Nova York, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos. 

"De muitas maneiras, o estado de Nova York é um microcosmos dos Estados Unidos, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer", afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo. 

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos Estados Unidos reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada. 

"Você fica sem respirar", disse Justin Hoogendoorn, diretor de estratégia de renda fixa e análise na Piper Sander, em Chicago. "Obviamente a reação imediata a algo assim será o medo". 

 

Texas pede que ninguém saia de casa

Nesta quinta-feira, o Texas se tornou o quadragésimo estado norte-americano a emitir a ordem para que todos permaneçam em suas casas para conter a propagação do vírus. 

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos Estados Unidos subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais. 

Os casos confirmados nos EUA passaram os 235 mil na quinta-feira, o dobro da Itália, o país com o segundo maior número de ocorrências.

A força-tarefa da Casa Branca para a pandemia estima que entre 100 e 240 mil pessoas possam morrer, mesmo se a ordem de quarentena obrigatória for respeitada. 

No mundo, o número de infecções confirmados chegou a 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até a quinta-feira (2), de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus. 

Médico do presidente Trump diz que ele está saudável e sem sintomas - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, fez novo teste para o novo coronavírus nessa quinta-feira (2) e o resultado foi negativo, informou a Casa Branca.

Em comunicado, o médico de Trump, Sean Conley, disse que o presidente norte-americano passou por um segundo teste para detecção do coronavírus. Ele já havia sido submetido a um exame no mês passado, após entrar em contado com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que teve integrantes com exame positivo para o vírus.

Conley afirmou na nota divulgada pela Casa Branca que Trump foi testado com um novo exame rápido, e que o resultado saiu em 15 minutos.

"Ele está saudável e sem sintomas", acrescentou.

Trump pediu que todos sigam as orientações federais de distanciamento social até o fim do mês de abril - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alertou os norte-americanos de que as duas próximas semanas serão muito difíceis na luta contra o coronavírus. Ele também pediu que todos sigam as orientações federais de distanciamento social até o fim do mês de abril. 

"É absolutamente crítico que o povo americano siga as orientações pelos próximos 30 dias. É uma questão de vida ou morte", disse Trump em entrevista a jornalistas na Casa Branca. 

Número de mortes

As mortes relacionadas ao novo coronavírus nos Estados Unidos chegaram a 3.393 nessa terça-feira (31), superando o número total de mortes registradas na China e atingindo o terceiro patamar mais alto do mundo, atrás da Itália e da Espanha, segundo contagem da Reuters.

Globalmente, existem agora mais de 800 mil casos da doença altamente contagiosa causada pelo vírus e mais de 39 mil mortes.

A Itália registrou 11.591 mortes, seguida pela Espanha, com 8.189.

Medidas de restrição estão prorrogadas até o fim de abril nos EUA -Foto: Jim Bourg/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou as diretrizes de permanência em casa até o fim de abril, abandonando um plano duramente criticado para reativar a economia até meados de abril depois que um conselheiro médico graduado disse que mais de 100 mil norte-americanos poderiam morrer com o surto de coronavírus.

O recuo de Trump, que ele disse que será explicado com mais detalhes na terça-feira (31), veio no momento em que o total de mortes causadas pela doença respiratória no país superou 2.460 e os casos passaram de 141 mil, a maior cifra do mundo.

"O pico, o ponto mais alto da taxa de mortalidade, provavelmente acontecerá em duas semanas", disse o presidente. "Nada seria pior do que cantar vitória antes de a vitória ser conquistada," comentou.

Ele disse à população: "Quanto melhor vocês se saírem, mas rápido este pesadelo todo terminará."

Mais cedo, o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, disse que a pandemia poderia chegar a matar entre 100 mil e 200 mil pessoas nos Estados Unidos se a redução de casos não tiver sucesso.

Mortes

Desde 2010, a gripe matou entre 12 mil e 61 mil norte-americanos por ano, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A pandemia de gripe de 1918-1919 matou 675 mil pessoas no país, segundo o CDC.

A insinuação inesperada de Trump de que poderia ordenar a reativação da economia até a Páscoa (12 de abril) foi recebida com críticas intensas e imediatas de governadores que ainda lidam com números crescentes de pacientes e sistemas de saúde sobrecarregados.

Governadores de ao menos 21 estados que representam mais da metade dos 330 milhões de habitantes dos EUA fecharam "negócios não essenciais" e instruíram os moradores para que fiquem em casa.

Trump disse que entre 100 mil e 240 mil pessoas provavelmente morrerão de Covid-19 nos EUA nas próximas semanas - Foto: Divulgação

O presidente Donald Trump disse que está considerando um plano para interromper voos para locais nos Estados Unidos mais afetados pelo coronavírus, em uma batalha para conter uma pandemia prevista para matar pelo menos 100 mil pessoas no país.

"Certamente estamos analisando, mas uma vez que você faz isso, está realmente reprimindo uma indústria que é desesperadamente necessária", afirmou. É possível que esse plano interrompa o tráfego nos aeroportos de Nova York, Nova Orleans e Detroit.

"Estamos olhando para a coisa toda", disse ele sobre a restrição de voos domésticos já bastante reduzidos à medida que a demanda diminui.

Esta semana, Trump e os médicos que o aconselham disseram que entre 100 mil e 240 mil pessoas provavelmente morrerão de Covid-19 nos EUA nas próximas semanas, mesmo que os norte-americanos sigam rigorosamente as diretrizes para ficar em casa em abril.

O presidente disse que se reunirá com importantes executivos de empresas de petróleo dos EUA na sexta-feira (3) . Uma queda nos preços da gasolina, motivada pelo excesso global, tem pressionado as companhias petrolíferas.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos confirmados - Foto: Reprodução/TV Globo

O número de mortes causadas pela pandemia de covid-19 nos EUA ultrapassou, nessa segunda-feira (30), 3 mil mortes e o número de casos registrados subiu para mais de 163 mil, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos confirmados (163.429), com 3.008 mortes. A marca de 2 mil mortes já tinha sido ultrapassada no sábado (28).

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que já foram submetidos a testes, para detectar infecções por covid-19, 1 milhão de cidadãos norte-americanos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil.

Dos casos de infecção, pelo menos 148.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

Estados Unidos é o país com mais casos da doença no mundo - Reprodução TV Globo

As mortes por coronavírus nos Estados Unidos podem chegar a duzentas mil com milhões de casos, alertou o principal especialista em doenças infecciosas do governo neste domingo (29) , quando Nova York, Nova Orleans e outras grandes cidades pediram mais suprimentos médicos.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, estimou que a pandemia poderia causar entre 100 mil e 200 mil mortes nos Estados Unidos.

Desde 2010, a gripe mata entre 12 mil e 61 mil norte-americanos por ano, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

A epidemia de gripe de 1918/19 matou 675 mil nos Estados Unidos, segundo o CDC.

Agora, o número de mortes por coronavírus nos EUA chegou a 2.300 neste domingo, depois que as mortes no sábado mais que dobraram em relação ao nível de dois dias antes. 

Os Estados Unidos já registraram mais de 130 mil casos de covid-19, tornando-se o país com mais casos da doença no mundo.

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