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Dom, Out

Neste domingo foram notificados 11.705 novos casos

A Itália registrou 11.705 novos casos do novo coronavírus neste domingo (18), informou o Ministério da Saúde, número acima do recorde anterior de 10.925 contabilizado no dia anterior, enquanto o governo prepara novas medidas para combater uma segunda onda da doença.

A Itália foi o primeiro país da Europa a ser duramente atingido pela covid-19 e tem o segundo maior número de mortos na região, depois do Reino Unido, com 36.543 óbitos desde o início do surto em fevereiro, de acordo com dados oficiais.

As autoridades conseguiram manter o contágio sob controle no país até o verão, graças a um bloqueio rígido de dois meses em todo o país. Mas com o surgimento de uma segunda onda, elas determinaram novas medidas, incluindo o uso obrigatório de máscara em público e restrições a reuniões públicas e restaurantes.

O primeiro-ministro Giuseppe Conte deve anunciar novas medidas ainda hoje.

Sessões têm transmissão ao vivo pela internet

Teve início nesta terça-feira (15) a 75ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em virtude da pandemia de covid-19, esta será a primeira vez na história que a assembleia será realizada virtualmente. Os eventos estão sendo transmitidos ao vivo pela internet na Web TV das Nações Unidas.

O debate geral, que reúne líderes mundiais, será realizado a partir da próxima terça-feira (22). Neste ano, os discursos serão online. Cada Estado-membro, Estado observador e a União Europeia foram convidados a enviar um vídeo pré-gravado, que será exibido no salão da assembleia geral. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar.

Apesar do convite para apresentação de falas gravadas, qualquer líder mundial tem o direito de fazer seu discurso de abertura diretamente da sede da ONU em Nova York.

O mesmo procedimento se aplicará a uma série de sessões especiais de alto nível programadas para o evento, incluindo uma comemoração do 75º aniversário das Nações Unidas, uma cúpula sobre biodiversidade; e uma reunião para comemorar e promover o Dia Internacional pela Eliminação Total das Armas Nucleares.

Tradicionalmente, centenas de eventos são realizados à margem do debate da ONU. No entanto, o presidente da assembleia geral, Tijjani Muhammad-Bande, escreveu, em uma carta aos estados, que "todos os eventos paralelos foram transferidos para plataformas virtuais, a fim de limitar a presença e o número de pessoas no prédio da ONU".

Foram doados quatro ventiladores e um ecógrafo - Foto: Divulgação

O papa Francisco doou 18 respiradores e seis aparelhos de ultrassom portáteis a unidades hospitalares do Brasil, para o tratamento e terapia intensiva de pacientes e contaminados pela covid-19. No Rio de Janeiro, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), recebeu quatro ventiladores e um ecógrafo, um tipo de ultrassom portátil.

Os equipamentos foram enviados ao Brasil pelo papa Francisco por meio de uma parceria da Santa Sé com a empresa Hope Onlus Association, especializada no setor. O Hospital São Francisco na Providência de Deus, o único a receber a doação dos aparelhos no Rio de Janeiro, já era conhecido do papa, que, em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, visitou a unidade. Atualmente, 15 pacientes diagnósticos com a doença estão em tratamento no HSF, sendo nove no CTI e os outros em leitos de internação.

Hoje (30), na entrega dos equipamentos, o arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, celebrou uma missa em ação de graças. “O Santo Padre, papa Francisco, tem se preocupado em dar soluções concretas para esse momento em que há muita contaminação pela covid -19 e tem oferecido a várias situações ambulatórios e hospitais do mundo inteiro alguns aparelhos para ajudar a solucionar o problema. Aqui no Brasil chegaram respiradores, e outros aparelhos também que estão sendo distribuídos de norte a sul do Brasil”, disse dom Orani.

Os médicos italianos Antônio Guizzetti e Paolo Tacchini vieram ao Brasil para representar a empresa que participa da doação e acompanhar a instalação dos equipamentos. No Hospital São Francisco na Providência de Deus, os aparelhos foram montados no CTI e devem entrar em funcionamento nos próximos dias.

Para o diretor do HSF, frei Paulo Batista, a pandemia trouxe situações de muitas tristezas, mas de solidariedade e boas ações. “Com esses equipamentos teremos como salvar mais vidas e cuidar do ser humano. Isso é o que mais importa nesse momento tão delicado”, disse.

Magistrado aceitou uma suspensão condicional das acusações - Foto: Divulgação

A Justiça do Paraguai concedeu liberdade nesta segunda-feira (24) a Ronaldinho Gaúcho, que estava em prisão domiciliar. O ex-jogador da seleção brasileira poderá retornar ao Brasil após cinco meses de privação da liberdade no país vizinho por tentar ingressar com passaporte adulterado.

O juiz Gustavo Amarilla aceitou uma "suspensão condicional" das acusações contra o ex-jogador, concordando com solicitação apresentada pela procuradoria no início do mês.

Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário de Ronaldinho, recebeu uma condenação de 2 anos em suspenso, e ambos poderão deixar o Paraguai sob determinadas condições.

Concentração de molécula pode ser resultado de atividade orgânica - Foto: ESO / Nasa

Um grupo internacional de astrônomos anunciou nesta segunda-feira (14) a presença da fosfina na atmosfera venusiana. O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy - periódico britânico científico especializado em artigos científicos.

De acordo com a pesquisa, na Terra, a fosfina - ou hidreto de fósforo (PH3) - só pode ser encontrada decorrente de dois processos: ou pela fabricação de forma industrial ou pela ação de micróbios que se desenvolvem em ambientes sem oxigênio - chamados anaeróbicos. Utilizando telescópios avançados, a equipe formada por astrônomos do Reino Unido, Estados Unidos e Japão pôde confirmar a presença da molécula em Vênus. A primeira detecção ocorreu pelo Telescópio James Clerk Maxwell (JCMT), operado pelo Observatório do Leste Asiático no Havaí.

“Quando descobrimos os primeiros indícios de fosfina no espectro de Vênus, ficamos em choque!”, declarou a líder da equipe internacional Jane Greaves, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Para confirmação do achado, foram usadas 45 antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) – instalação astronômica no Chile, do qual o ESO – Observatório Europeu do Sul - é parceiro.

O telescópio, considerado muito mais sensível, localizou pequenas concentrações da fosfina na atmosfera de Vênus, cerca de 20 moléculas em cada bilhão. Com base em cálculos, descartou-se que a quantidade observada seria decorrente de processos não biológicos naturais no planeta, como a luz solar, ou a ação de vulcões e relâmpagos, por exemplo. No caso destas fontes, seriam criados, no máximo, dez milésimos da quantidade de fosfina identificada no planeta.

Já que, segundo a análise, não seriam estes processos responsáveis por criar a quantidade de fosfina liberada, os cientistas passaram a considerar, então, a possibilidade que um tipo de organismo possa ser fonte deste biomarcador. A equipe destaca que na Terra, as bactérias expelem a fosfina ao retirar o fosfato de minerais ou de material biológico, acrescentando hidrogênio. Mas, qualquer organismo no planeta vizinho, ressalta o estudo, “provavelmente será muito diferente dos primos terrestres.”

Atmosfera ácida

Os astrônomos veem esta descoberta como bastante significativa, mas reconhecem muito trabalho pela frente para confirmar presença de ''vida''. Isso porque a atmosfera de Vênus é extremamente ácida, com cerca de 90% de ácido sulfúrico, o que dificultaria a sobrevivência de micróbios, destaca o Observatório Europeu do Sul.

Esta incógnita é apontada como desafio pela integrante da equipe, Clara Sousa Silva, do Massachusetts Institute of Technology nos Estados Unidos, que investiga a liberação de fosfina como uma bioassinatura de gás de vida anaeróbica em planetas que orbitam outras estrelas.

“Encontrar fosfina em Vênus foi um bônus inesperado. A descoberta levanta muitas questões, tais como é que os organismos poderão sobreviver na atmosfera do planeta vizinho. Na Terra, alguns micróbios conseguem suportar até cerca de 5% de ácido no seu meio — mas as nuvens de Vênus são quase inteiramente feitas de ácido”, diz a pesquisadora.

Embora a descoberta aumente as expectativas quanto à existência de vida fora da Terra, o astrônomo do ESO e gerente de operações do ALMA na Europa, Leonardo Testi, diz que a missão agora é investigar a origem química da fosfina. ''É essencial acompanhar este intrigante resultado com estudos teóricos e observacionais para excluir a possibilidade de que a fosfina em planetas rochosos possa ter também uma origem química diferente da Terra”, diz Testi.

Chadwick Boseman lutava contra um câncer de cólon há quatro anos - Foto: Divulgação

Chadwick Boseman, o astro de “Pantera Negra” cujo trabalho celebrou negros norte-americanos pioneiros em suas áreas e sua cultura, morreu aos 43 anos após lutar contra um câncer de cólon por quatro anos, de acordo com um anúncio postado em suas redes sociais na noite de sexta-feira(28).

Boseman, que nasceu na Carolina do Sul e começou sua carreira em episódios de séries de TV como “Parceiros da Vida”, “Lei & Ordem” e “ER”, morreu em sua casa, ao lado da esposa e da família, segundo um comunicado divulgado no Twitter e Facebook. Não há detalhes sobre quando ele morreu. Ele morava em Los Angeles.

Boseman estreou com um papel pequeno na biografia esportiva “The Express”, um drama lançado em 2008 com base na vida do herói do futebol americano universitário Ernie Davis, o primeiro jogador negro a vencer o troféu Heisman.

Ele interpretou vários outros personagens baseados em pessoas reais famosas por romper barreiras sociais nos Estados Unidos, incluindo o cantor de soul James Brown em “Get on Up”, o ministro da Suprema Corte Thurgood Marshall, em “Marshall”, e o jogador de beisebol Jackie Robinson em “42.”

Mas o papel mais memorável do ator foi sua performance como T’Challa, rei do reino africano futurista Wakanda e herói conhecido como Pantera Negra, no primeiro grande filme de super-heróis produzido por um grande estúdio com um elenco majoritariamente afro-americano.

Elogiado por plateias do mundo todo, “Pantera Negra” se tornou a segunda maior bilheteria global de 2018, aclamado por sua vibrante celebração da cultura africana e aplaudido como um marco para a diversidade racial em Hollywood.

O filme foi indicado a seis Oscar, incluindo melhor filme, e venceu em três categorias: melhor trilha sonora original, melhor figurino e melhor direção de arte. Também venceu o principal prêmio do sindicato dos atores naquele ano por melhor elenco.

Boseman interpretou o Pantera Negra dois anos antes em “Capitão América: Guerra Civil”, da Marvel, e voltou ao papel duas vezes em “Vingadores: Guerra Infinita”, de 2018, e “Vingadores: O Ultimato”, de 2019.

Em junho, Boseman se juntou a mais de 300 atores e diretores negros que assinaram uma carta aberta pedindo que Hollywood abandonasse o entretenimento que glorifica a brutalidade policial e a corrupção e investisse em conteúdo antirracista.

A carta foi escrita em meio a um enfrentamento cultural e político do racismo sistemático nos Estados Unidos após a morte de George Floyd em Mineápolis.

Homenagens e mensagens de choque inundaram o Twitter por parte de fãs e outros colegas de Hollywood, incluindo astros de filmes da Marvel como Mark Ruffalo (Hulk) e Chris Evans (Capitão América).

O comunicado divulgado no Twitter e no Facebook dizia que Boseman foi diagnosticado com câncer de cólon no estágio 3 em 2016, uma doença que progrediu até o estágio 4 e permaneceu escondida do público até sua morte, embora ele estivesse visivelmente magro em recentes aparições públicas e posts nas redes sociais.

“Nós nunca sabemos o que as pessoas estão passando”, escreveu Bernice King, filha do falecido líder do movimento por direitos civis Martin Luther King Jr., no Twitter, em homenagem ao ator. “Humanos... somos maravilhas. Obrigada, Chadwick, por nos presentear com sua grandeza em meio a uma luta dolorosa”.

País é o 3º do Oriente Médio a criar relações diplomáticas com Israel - Foto: Divulgação

Israel e os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo de paz histórico nesta quinta-feira (13), que levará a uma normalização total das relações diplomáticas entre as duas nações do Oriente Médio, em um pacto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudou a intermediar.

Sob o acordo, Israel concordou em suspender a aplicação de soberania a áreas da Cisjordânia que vinha discutindo anexar, disseram autoridades da Casa Branca à Reuters. O acordo de paz foi produto de longas discussões entre Israel, Emirados Árabes e EUA, que se aceleraram recentemente, afirmaram as autoridades da Casa Branca.

O pacto foi selado em um telefonema nesta quinta-feira (13) entre Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o xeique Mohammed Bin Zayed, príncipe herdeiro de Abu Dhabi. “Enorme avanço hoje! Acordo de paz histórico entre nossos dois grandes amigos, Israel e os Emirados Árabes Unidos”, escreveu Trump no Twitter.

No Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que as conversas entre os dois líderes foram tensas em alguns momentos e que acordos semelhantes estão sendo debatidos com outros países da região.

Assinatura de paz
Uma cerimônia de assinatura que contará com delegados de Israel e dos Emirados Árabes Unidos será realizada na Casa Branca nas próximas semanas, acrescentou Trump.

“Todos disseram que isto seria impossível”, disse Trump. “Depois de 49 anos, Israel e os Emirados Árabes Unidos normalizarão totalmente suas relações diplomáticas. Eles compartilham embaixadas e embaixadores e iniciam a cooperação através da fronteira”.

As autoridades norte-americanas descreveram o pacto, que ficará conhecido como Acordos de Abraão, como o primeiro do tipo desde que Israel e a Jordânia assinaram um tratado de paz em 1994. O acordo também dá um trunfo de política externa a Trump em meio à sua busca pela reeleição no dia 3 de novembro.

Signatários
Em seu primeiro comentário sobre o acordo, Netanyahu disse no Twitter que se trata de “um dia histórico para o Estado de Israel”. Por sua vez, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi disse no Twitter que um acordo foi acertado e que impedirá uma nova anexação israelense de territórios palestinos. “Durante um telefonema com o presidente Trump e o primeiro-ministro Netanyahu, um acordo foi acertado para deter uma nova anexação israelense de territórios palestinos. Os Emirados Árabes Unidos e Israel também acertaram uma cooperação e a criação de um roteiro para o estabelecimento de um relacionamento bilateral”, disse.

Um comunicado conjunto emitido pelas três nações informou que os três líderes “concordaram com a normalização total das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos”. “Este avanço diplomático histórico fomentará a paz na região do Oriente Médio e é um testemunho da diplomacia e da visão ousadas dos três líderes e da coragem dos Emirados Árabes Unidos e de Israel para traçar um novo caminho que desencadeará o grande potencial da região”, registra o documento.

 

 

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