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Eleições e os corações fechados

As eleições acabaram, mas os corações continuam fechados e em conflito. Fruto de uma falta de representatividade dos poderes estabelecidos aliado uma sociedade emocionalmente imatura, onde refletir e debater ainda não faz parte do cardápio eleitoral, a eleição torna-se infantilizada ou minimamente, instintiva. Gera-se a partir desse diagnóstico, um ambiente de  confronto nem sempre racional onde todos querem ter razão em suas formas de perceber o contexto. Semelhante a um brinquedo disputado, as discussões se avolumam e se acaloram e quase que como única condição de solução, um tem que perder para o outro ganhar.

Por sorte da própria constituição física, a maioria de nós é abençoada com corações fortes e resistentes às reviravoltas do destino, que são, afinal, parte da vida de todos. Mas quando nos propomos a ter um coração aberto, passamos por essas experiências e consequentes mudanças experimentando nossos sentimentos, aprendendo mais sobre quem realmente somos e sobre o que realmente queremos da vida. Nesse processo, nosso coração aberto fica mais forte. Conseguimos integrar as lições que essas mudanças encerram. Nos tornamos adultos mais saudáveis e maduros politicamente.

Por outro lado, quando escolhemos manter o coração fechado, permanecemos em conflito e não amadurecemos politicamente. Precisamos lembrar que ataque cardíaco é um ataque do coração. Não percebemos que a raiva que alimentamos só vai fazer mal à quem a projeta.

De certo que as soluções para uma sociedade saudável passa necessariamente pela política com a participação plena do cidadão no exercício de sua cidadania. O natural inconformismo é aceitável, legítimo e progressista mas não deve ultrapassar o limite da razoabilidade. O extremismo nunca foi saudável: nem de esquerda, nem de direita.

A falta de reflexão e debate com isenção, sede então, lugar a polarização extremista. O resultado, não raro, é uma sociedade super dividida quase que igualitariamente em três blocos: 1) direita, 2) esquerda e 3)brancos, nulos e abstenções.

Contudo, a democracia dá trabalho e leva tempo. Findada as eleições, é importante vibrarmos em uma sintonia de desejo de triunfo dos novos empossados. Importante abrirmos os corações, elevando os espíritos e avançando moralmente.

Os corações fechados, não deixam amadurecer nem a política, nem a sociedade, nem a cidadania. Somente um coração aberto, permite reflexão sincera e isenta das paixões que cegam e arbitram indiscriminadamente.

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