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Incertezas econômicas preocupam empresários

A redução do nível de confiança vem de uma piora registrada em março nas vendas dos setores de comércio e serviços

Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Pesquisa realizado pelo do Instituto Fecomércio de Pesquisa e Análises (IFec RJ) sobre a Visão da Economia revela preocupação crescente dos empresários fluminenses do setor do comércio de bens, serviços e turismo sobre os próximos meses.

O índice de confiantes ou muito confiantes com a economia brasileira (51,1%) é superior ao percentual de empresários confiantes ou muito confiantes para o mês seguinte (46,4%), repetindo o padrão observado nos monitoramentos dos meses anteriores.

O percentual de otimistas ou muito otimistas para os próximos três meses caiu 3 pontos percentuais entre abril e maio, enquanto o percentual de otimistas ou muito otimistas para o próximo mês apresentou redução de 5,6 pontos percentuais.

O estudo revela um quadro similar para as expectativas que os empresários fazem para o Estado do Rio. Nota-se, no entanto, que o nível de otimismo fluminense para o próximo mês ou para os próximos três meses tem ficado permanentemente abaixo do percentual verificado para o Brasil ao longo dos levantamentos realizados. Essa realidade não foi diferente no monitoramento realizado em maio. Vale destacar que essa diferença encontra apoio nos dados até agora conhecidos.  De acordo com o Banco Central, o IBC registrou, em março, último dado divulgado, variação acumulada em 12 meses de 0,94% para o Brasil e -0,62% para o Estado do Rio de Janeiro.

Em maio, 38,3% dos entrevistados afirmaram estar otimistas ou muito otimistas com a economia fluminense para o próximo mês, redução de 2 pontos percentuais frente ao mês de abril, enquanto 44,4% dos pesquisados afirmaram estar otimistas ou muito otimistas com a economia fluminense para os próximos três meses, uma redução de 5,2 pontos percentuais frente a abril.

A redução do nível de confiança vem na esteira de uma piora registrada em março na variação acumulada em 12 meses do volume de vendas dos setores de comércio ampliado e serviços.

A queda da confiança tem se refletido sobre as perspectivas que os gestores de negócios fazem a respeito dos resultados futuros de faturamento e número de empregados. Em abril, os empresários esperavam um crescimento de 1,2% no faturamento em três meses. Em maio, o aumento esperado caiu para 0,94%. Em abril, os empresários calculavam que o número de empregados se reduziria em 2,59% em três meses. Em maio, a redução esperada é igual a 4,46%.

 
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