Material hospitalar e remédios vencidos

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Mais de 300 toneladas de medicamentos e materiais hospitalares fora da validade foram encontrados pelo presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, deputado Pedro Fernandes (SDD), em vistoria realizada nesta segunda-feira (22) na Central Geral de Abastecimento (CGA) da secretaria de Estado Saúde, em Niterói.  “Encontramos vacinas vencidas desde 2011, além de próteses, agulhas, gases e luvas”, afirmou o parlamentar. O deputado solicitou que o consórcio LogRio, responsável pela Central, envie às comissões, até amanhã, um relatório com a lista dos medicamentos e insumos guardados no local. A LogRio alega que emite relatórios para a Secretaria quando ainda faltam de um a três meses para o vencimento dos produtos. O deputado afirmou ainda que as comissões de Orçamento e de Tributação da Alerj vão votar amanhã a convocação dos envolvidos para esclarecimentos. 

A vistoria foi motivada por uma denúncia de que, entre junho de 2014 e março de 2015, cerca de 700 toneladas de medicamentos e materiais hospitalares teriam sido queimados após terem saído da CGA. A descoberta ocorreu por causa de uma sindicância aberta no ano passado pelo então secretário de Saúde, Felipe Peixoto. 

Em nota, a Secretaria de Saúde explicou que o secretário Luiz Antônio Teixeira Jr. exonerou os profissionais que faziam parte da Corregedoria. “Cabe informar ainda que, ao assumir (em janeiro deste ano), o secretário não recebeu qualquer relatório do trabalho da antiga equipe da Corregedoria e desconhece que qualquer processo tenha sido enviado ao Ministério Público-RJ. Cabe ressaltar que a atuação da antiga  equipe da Corregedoria não impediu que houvesse o vencimento de materiais - as incinerações compreenderam produtos vencidos desde 2009 e ao longo do ano de 2015. A Secretaria informa ainda que o superintendente de Armazenagem e Distribuição, além de outros profissionais do setor, que ocupavam os cargos desde 2011, inclusive na gestão do antigo secretário Felipe Peixoto, já foram exonerados e substituídos no início de 2016. Vale informar ainda que uma sindicância foi aberta pela SES para realizar um levantamento de todo material em estoque, quando o MP-RJ constatou a existência de materiais vencidos em estoque, em janeiro deste ano. Todas as informações serão enviadas pela SES ao MP-RJ”.