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Revólver na mão

O Presidente Jair Bolsonaro cumpriu uma promessa de campanha e sancionou o Decreto que facilita a aquisição de armas de fogo, com a esperança de que seja assegurado o direito de defesa da população. 

Exitosa ou não a medida, o certo é que a indústria de armas tem motivos para comemorar, pois um novo nicho de consumidores se forma, e a medida pode aquecer as vendas de um produto tão caro e, por muitos, cobiçado.

O Decreto facilita os requisitos para a aquisição e não libera a sua circulação, como equivocadamente podem alguns pensar. Assim, quem tiver uma arma em casa e resolver levá-la na reunião de condomínio, estará praticando um crime, será preso em flagrante sem direito a fiança. 

Os critérios foram modificados para que a aquisição de armas não dependa de uma avaliação, muitas vezes subjetiva, da real necessidade de se ter uma arma em casa ou no local de trabalho. A partir de agora, poderão comprar armas moradores de áreas urbanas com elevada taxa de homicídios e todos os Estados brasileiros foram contemplados.

Evidente que preocupa imaginar que as armas, adquiridas de forma regular, deem ao “cidadão de bem” uma forma letal de resolver problemas corriqueiros. Talvez seja proveitoso lembrarmos da canção do saudoso Bezerra da Silva, que dizia que com o revólver na mão o homem vira um bicho feroz. E vira mesmo. Depois que a arma for usada, muito pouco poderá ser feito. 

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