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Caminhada contra o feminicídio em SG

O Brasil é o quinto país do mundo em números de feminicídios, segundo a Organização das Nações Unidas. Um número que não traz orgulho, mas, felizmente, algumas atitudes querem contribuir para mudar essa triste estatística. Como a  caminhada que será realizada por um grupo de mulheres, nesta sexta (29) em São Gonçalo, no bairro de Alcântara. Uma ação voluntária e aberta a todos que quer chamar a atenção e sensibilizar para a questão.

Com concentração marcada para às 7h atrás no 7º Batalhão de Polícia Militar o grupo estimado em cerca de 200 mulheres vai se dirigir até o número 400 na Estrada dos Menezes para finalizar o encontro com um café da manhã.

De acordo com a organização, pesquisas mostraram que só nos primeiros vinte dias deste ano foram registrados 107 casos de tentativas feminicídios no país, sendo que 68 desses casos confirmados como o respectivo crime, ou seja, culminando na morte da vítima.

“A caminhada é aberta para todos que querem se manifestar contra essa triste constatação. Mulheres e homens. Fizemos uma camisa especial, mas ela não é obrigatória, pedimos apenas que, se for possível, venham com uma camisa branca”, convida assistente social Luzinete Araújo, integrante do grupo Centro Cidadão Caminhar, organizador do evento.

A edição desta sexta já é a 18ª caminhada realizada pelo grupo, que todos os anos escolhe um tema oportuno, sempre relacionado a mulher, para destacar e promover uma reflexão. Temas como saúde, mercado de trabalho, entre outros, já foram destaque da caminhada. Mas segundo Luzinete, um relatório mostrando que entre 1980 e 2013 mais de 106 mil mulheres foram mortas no Brasil, apenas pelo fato de serem mulheres, sensibilizou o coletivo.

“Infelizmente essa é uma violência, como mostra o estudo, que já acontece há muito tempo. Vale destacar que esses crimes aumentaram muito mais em relação a mulher negra. Só que agora, parece que essa situação está sendo mais enfrentada e denunciada. Felizmente São Gonçalo tem um boa rede de apoio à mulher. Quero ressaltar que não somos nenhum grupo partidário e lembrar mais uma vez que todos são muito bem vindos”, conclui Araújo.

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