AFR promove jantar beneficente para poder atender 200 crianças

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O pequeno Cauê Gonçalves, de apenas três anos, um dos pacientes em tratamento,nasceu com paralisia cerebral e faz tratamento na AFR há seis meses, acompanhado pela mãe, Palôma Oliveira

Foto: Evelen Gouvea

A Associação Fluminense de Reabilitação (AFR) realiza no dia 28, às 20h30, no Clube Naval, em Charitas, a 30ª edição do jantar “Garçom Caixa Alta”. O objetivo do evento é arrecadar fundos para a continuação da restauração e revitalização de seu novo prédio, a Unidade de Reabilitação e Atendimento Educacional Especializado Lisaura Ruas, que será utilizado para o atendimento de 200 crianças com deficiência intelectual. A expectativa é de que sejam vendidos 500 convites, sendo toda renda destinada para o projeto.

O novo complexo, de três pavimentos, também possuirá duas salas para aulas de pós-graduação e um espaço multicultural, que contará com exposições de arte de pessoas com e sem deficiência, além de servir para estudantes da área pesquisarem sobre reabilitação mental e física. O novo espaço, localizado na Rua General Osório, 59, em São Domingos, também servirá para estudantes da área pesquisarem sobre reabilitação.

Desde 2011, toda a verba adquirida com a venda de convites para o “Garçom Caixa Alta” vem sendo revertida integralmente para as obras de reforma do imóvel. Por ainda depender de recursos para a conclusão, a entidade ainda não possui previsão exata para inauguração do novo espaço, mas trabalha com uma prévia de que as obras já estejam prontas até o final de 2017. “Niterói é uma cidade muito solidária e participativa, apenas precisa ser sensibilizada em relação a esses projetos. Neste ano, esperamos que as pessoas que têm condições de ajudar venham aderir à nossa iniciativa e participar conosco dessa criação. Toda a diretoria da associação é voluntária, todos estão aqui pelos ideais que têm. Essa casa existe justamente para atender a própria comunidade, principalmente a população carente. Confiamos na solidariedade da população de Niterói e gostaríamos muito que eles participem e nos ajudem a cumprir essa missão. Esperamos muito que nosso jantar seja um sucesso”, declarou o superintendente da AFR, Telmo Hoelz.

Para mais informações sobre como adquirir os convites para a 30ª edição do “Garçom Caixa Alta”, basta entrar em contato com o setor de voluntariado da associação por telefone ou e-mail: (21) 2109-2626 (Ramal 240) / [email protected] O interessado pode buscar o convite na própria AFR, ou se preferir, a própria entidade faz a entrega no local que o comprador desejar.

A entidade – Com 58 anos de existência, a Associação Fluminense de Reabilitação é uma instituição filantrópica de utilidade pública que atua na melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes e adultos com deficiências físicas e intelectuais. 

Com 234 funcionários e cerca de 1,7 mil pacientes em tratamento, a AFR atende a pacientes de 78 municípios do Rio de Janeiro e é responsável por atendimentos de alta complexidade em 55 deles, além de também atender pacientes de outros estados. Em 2015 foram 234 mil atendimentos realizados, além de 6.820 dispensações de órteses e próteses. Através do SUS, a entidade oferece cadeiras de rodas motorizadas a pacientes.

Através do RioSolidario e com o financiamento da Loterj, a entidade possui 42 funcionários fazendo um curso de especialização em atendimento, que custa cerca de R$ 300 mil, a pacientes com sequelas neurológicas. O curso oferece um conceito muito específico de atendimento, que contribui para o aperfeiçoamento, capacitação e desenvolvimento de habilidades na área. Individualmente, a iniciativa custaria R$ 11 mil por mês, por pessoa.

A AFR é a única instituição de reabilitação que é referência para atendimento de vítimas de acidentes de trânsito. Além de um centro de reabilitação, também é um centro formador de profissionais, possuindo mais de 200 estagiários de 30 faculdades e universidades diferentes, gerando um grande volume de conhecimento.

Qualidade de vida – Um dos pacientes em tratamento é o pequeno Cauê Gonçalves, de apenas três anos. O menino nasceu com paralisia cerebral e faz tratamento na AFR há seis meses. “A partir do momento em que recebi o diagnóstico da doença, quando ele já tinha dois anos de idade, fui indicada por várias pessoas para que meu filho fosse tratado aqui. Aqui tem tudo, o atendimento é ótimo. Fico muito feliz por acompanhar a evolução do meu filho”, afirmou a mãe do menino, Palôma Gonçalves de Oliveira, de 28 anos.

Já Lucidéia França Santos, de 74 anos, exaltou a associação pelo trabalho realizado. Seu marido, Antônio Joaquim Lima dos Santos, de 83 anos, sofreu um AVC e um DPOC e desde então se trata na entidade. “Meu marido melhorou muito, muito mesmo. No início ele vinha três vezes por semana, agora vem só duas devido à melhora que teve. Ele se trata aqui há sete anos e a evolução está muito acima das expectativas que eu tinha, pois antes ele nem andava. Hoje ele faz quase tudo sozinho”, afirmou a artesã.

A AFR destina 70% das suas vagas para o SUS, enquanto 30% das vagas são para pacientes particulares e de convênios como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Petrobras, entre outros que ajudam a captar recursos para o funcionamento da associação. Na oficina ortopédica, 95% dos pacientes atendidos são cadastrados no Sistema Único de Saúde, com apenas 5% das vagas destinadas a pacientes particulares ou conveniados. Toda a receita operacional da associação é destinada à sua manutenção. Além do SUS, a Associação Fluminense de Reabilitação funciona através de recursos de parceiros e doações de pessoas físicas e jurídica