Alameda cheia de obstáculos

Cidades
Tpografia
  • Mínimo Pequeno Médio Grande Gigante
  • Fonte Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Carros e motos estacionados em locais proibidos dificultam a passagem dos pedestres nas calçadas

Foto: Evelen Gouvêa

Uma das vias mais movimentadas da cidade, a Alameda São Boaventura, no Fonseca, na Zona Norte da cidade, é alvo constante de reclamações de moradores que passam pelo bairro. Calçadas obstruídas, cheias de buracos e baias de ônibus antigas e sem informações sobre as linhas são algumas das reclamações de quem precisa passar pelo local. 

Ao longo de toda a extensão da via, pedestres se deparam com carros e motos estacionados de maneira irregular sobre as calçadas, sobrando pouco ou nenhum espaço de passagem. Uma oficina chega a colocar dezenas de motocicletas em fila na calçada entre as ruas Riodades e Major Pardal Júnior. Idosos, cadeirantes e pessoas com carrinhos de bebê são os mais prejudicados. 

Nas baias de ônibus, grades estão quebradas e enferrujadas. Também falta informação sobre as linhas nos abrigos

Foto: Evelen Gouvêa

“É muito obstáculo na calçada. Temos que desviar para o meio da rua quando tem algum veículo e quando não tem, é ficar atento para não cair no buraco. Ando por aqui com meu filho no carrinho. Sempre tropeçamos”, comenta a administradora Rosilda Lima, de 40 anos, referindo-se também a idosos que caminham pelo local e pedindo providências às autoridades. 

Além dos problemas com os veículos, comércios localizados entre as ruas Desembargador Lima Castro e Prefeito Gutier Figueiredo colocam bancadas de produtos do lado de fora dos estabelecimentos. Postos de gasolina também posicionam placas de preços no meio do caminho. 

Outro problema levantado por quem anda regularmente pela Alameda é a falta de manutenção das baias de ônibus do Corredor Metropolitano de Niterói, inauguradas em 2010. A lojista Simone Oliveira, de 42 anos, que mora próximo ao ponto da Rua Dr. Souza Soares, critica a conservação da calçada.

“Os ônibus batem e quebram o concreto. Nesse ponto, o piso tátil não tem fim, acaba sem calçada, perigoso para o deficiente. Depois de tantos acidentes, as grades que separam a pista de ônibus e as baias estão tortas, quebradas e enferrujadas, cadê manutenção?”, questiona.

O corredor tem seis baias específicas para o transporte público. Entretanto, não há identificação em nenhuma delas sobre quais ônibus param em cada uma delas. De acordo com a aposentada Ana Maria da Silva, de 66, “antigamente havia no painel dos abrigos uma lista com todas as linhas que passam pelo corredor”. Hoje, muitos passageiros ficam perdidos andando de ponto em ponto até achar a baia certa.

Como se não bastasse, por falta de uma ciclovia ou ciclofaixa, ciclistas optam por pedalar junto aos pedestres nas calçadas, já que as pistas da Alameda são bastante estreitas, não comportando sequer a largura de um caminhão. Para o guia de turismo Ricardo Rocha, de 64, “as bicicletas nas calçadas são ameaça para a segurança de idosos e de crianças”. No Bairro Chic, segundo ele, a situação é complicada.

“Trabalho de bicicleta, preciso passar por aqui todos os dias. Ou disputamos espaço com os carros, que correm muito, ou com pedestres que, claro, não gostam. Há um tempo um amigo, também entregador, morreu atropelado aqui na Alameda durante o trabalho. Temos medo”, contrapõe o entregador Felipe dos Santos, 27. 
Até o fechamento desta edição a Prefeitura não havia se pronunciado sobre o caso.