NITERÓI/RJ
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Multidão lota Centro do Rio de Janeiro

 

Douglas Macedo

Cerca de 150 mil pessoas, entre estudantes, professores e funcionários de universidade e institutos federais de educação, se reuniram na tarde desta quarta-feira (15) no Centro do Rio de Janeiro para protestar contra o bloqueio de verbas para a educação, cerca de 30%, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Mesmo debaixo de chuva, os manifestantes se concentraram na Candelária às 17h, de onde fizeram uma caminhada até a Central do Brasil, também na Avenida Presidente Vargas, encerrando o ato. 

Os cortes foram anunciados no último dia 9 de maio, quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou cortes de três universidades federais, entre elas a Universidade Federal Fluminense (UFF), afirmando que as instituições estavam fazendo “balbúrdia”. A afirmação provocou reações e revolta na comunidade acadêmica. Anteriormente já havia sido anunciada outra decisão do governo federal de não financiar mais os cursos de sociologia e filosofia, com a justificativa de que eles não trariam “retorno financeiro”.  

O MEC justificou os cortes no ensino superior, afirmando que iria investir na educação básica, contudo, na semana seguinte, anunciou cortes nos colégios federais como os colégios de aplicação e o Colégio Pedro II, retirando investimentos do ensino médio. 

Antes de se encontrarem no Centro do Rio, alunos de diversas partes do Rio de Janeiro se reuniram pela manhã e à tarde em diversos pontos do estado para aulas públicas e palestras sobre as pesquisas desenvolvidas por cada campi das universidades, aproximando o conhecimento acadêmico do público comum e informando sobre o que é feito dentro das universidades. Assim ocorreram aulas públicas em Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e outras cidades da Região Metropolitana e ainda no Norte do Estado. 

Perto das 20h, após o término do ato, manifestantes entraram em confronto com homens da Polícia Militar que tentavam dispersar a manifestação. PMs lançaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que revidaram com pedras e hastes de bandeiras.

Trânsito – O fluxo de veículos ficou complicado no centro da cidade durante toda a tarde e no início da noite desta quarta-feira (15). Os veículos que vinham da Rua Primeiro de Março tiveram que seguir por rotas alternativas, como a Rua Visconde de Inhaúma ou o Túnel Rio 450. 

MEC – Em nota, o MEC garante que o bloqueio se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da crise financeira e da baixa arrecadação. Ainda segundo o MEC, o bloqueio preventivo atingiu apenas 3,4% das verbas discricionárias das universidades federais. Deste total, 85,34% seriam despesas obrigatórias com pessoal e não podem ser contingenciadas.  


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