NITERÓI/RJ
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Ciclovia gera questionamentos

Muita gente e pouco espaço: ciclista se equilibra para passar pela calçada em meio a pedestres. Adeptos do pedal querem mais ciclovias

Marcelo Feitosa

Há duas semanas foi anunciada a implantação de ciclofaixas definitivas na Avenida Marquês do Paraná nos dois sentidos da via. A nova faixa exclusiva para ciclistas terá o total de 1,2 quilômetro, segundo a Prefeitura de Niterói, e se ligará com as zonas Sul, Norte e Centro, através das estruturas já existentes na Avenida Roberto Silveira, na Rua São Lourenço e na Avenida Ernani do Amaral Peixoto.

Segundo a prefeitura, foram realizados diversos testes e cálculos para a implantação da nova infraestrutura cicloviária, de forma que não impacte o trânsito no local, que é uma das regiões mais movimentadas da cidade. Ainda assim, ciclistas colaboradores do movimento Pedal Sonoro questionam o que será feito quanto à segurança oferecida àqueles que usarem as ciclofaixas. O Pedal é um dos movimentos coletivos mais conhecidos na cidade. Além de promover as pedaladas musicais e o uso da bicicleta como meio de transporte, o grupo conscientiza os ciclistas a respeito de seus direitos e deveres em meio à dinâmica urbana.

Luiz Araújo, idealizador do projeto Pedal Sonoro, informa que já foi enviado um e-mail para o Niterói de Bicicleta, coordenado por Isabela Ledo, porém foi informado que não havia nada finalizado.

“Em nenhum momento a Prefeitura nos procurou para conversar sobre um projeto. Nós ficamos sabendo pelos meios de comunicação. Eles anunciaram a ciclofaixa, e quando tentamos saber como seria essa implantação, eles informaram que estavam só com um projeto base. Como eles anunciam uma coisa e não têm nada estruturado? E nossa segurança, como fica?”, diz Luiz, que deseja uma reunião com a prefeitura para esclarecer pontos do projeto.

Outros usuários também questionam a segurança.

“A circulação de carros nesse trecho é enorme e andar com a bicicleta entre eles se torna muito perigoso. Não é simplesmente colocar a faixa lá e pronto. Ela tem que oferecer segurança, tem que interligar as já existentes e não acabar de repente como algumas outras. E é para funcionar 24h em função dos ciclistas. Não é para colocar como em São Francisco, que até um certo horário funciona como estacionamento”, lembra Luiza Albuquerque, de 20 anos, que já usa a ciclofaixa regularmente há um ano. 

De acordo com a prefeitura, com a substituição dos cones pela ciclofaixa, eles acreditam que a iniciativa possa gerar uma maior sensação de segurança para quem pedala pela avenida.  Procurada, a coordenadora do programa Niterói, Isabela Ledo, esclareceu que dois grupos de ciclistas solicitaram o envio do projeto executivo da infraestrutura cicloviária da Avenida Marquês do Paraná. Segundo ela, os grupos foram informados que, assim que o projeto estiver finalizado, serão contactados. 

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