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Combate à violência contra as crianças

 

 

Nossa realidade constata que a violência se faz presente em muitos lares brasileiros e às vezes nas escolas. É preciso combatê-la. Ela aparece de várias formas: física, psicológica, sexual ou moral. Na maioria das vezes, os seus praticantes continuam agindo livremente, como se nada tivesse acontecido, porque ninguém denuncia. Esse silêncio é motivado pela sensação de impunidade, mas é preciso mudar isso, até mesmo como forma de prevenção, pois a tendência é se repetir os atos violentos.

Mesmo assim, não são poucas as denúncias de abusos sexuais em casa, castigos corporais exagerados e até mesmo humilhações e discriminações na escola. É preciso combater isso, porque as marcas físicas, emocionais e psicológicas da violência podem ter sérias implicações no desenvolvimento dessas vítimas, que, por certo, se tornarão adolescentes e adultos problemáticos.

Abuso sexual é muito delicado, porque geralmente deixa marcas físicas e psicológicas ao mesmo tempo. Os pais, professores, e até vizinhos devem estar atentos. Geralmente esses abusos ocorrem dentro dos lares, até mesmo com a participação ou convivência de um dos pais ou parentes.

Bullying é uma situação típica de agressões verbais ou físicas feitas de maneira repetitiva, geralmente nas escolas, mas pode ocorrer na família, no trabalho ou em outros ambientes. É preciso distinguir uma brincadeira saudável de uma agressão moral, sendo certo que esta última tem por objetivo diminuir, discriminar, ameaçar ou mesmo agredir a vítima.

A criança e o adolescente precisam ter outras atividades além da internet. O excesso de acessibilidade no ambiente virtual deixa o infante vulnerável aos perigos das redes sociais, sobretudo permitindo contato com estranhos, sendo adicionados como amigos. Precisamos estar atentos. 

Quebre o silêncio, denuncie ao ver uma agressão desmedida, e ao ver indícios de agressão e ao notar mudanças abruptas de comportamento. Toda e qualquer forma de violência deve ser coibida pelo Estado, repelida pela sociedade e combatida pela família, principalmente se a vítima for incapaz de se defender.

Existe um aplicativo desenvolvido pela Unicef, Proteja Brasil (http://www.protejabrasil.com.br/br/) que pode ser baixado até no celular, que indica o melhor caminho para se chegar às delegacias especializadas, conselhos tutelares, varas de infância e ONGs que ajudam a combater a violência contra a infância. Além disso, temos o Disque 100, que recebe denúncias, especialmente em casos de abuso ou exploração sexual, além do serviço telefônico de escuta (0800.970.11.70 – Alô Vida) que encaminha os casos e presta orientação para famílias interessadas ou envolvidas em processos legais, inclusive de adoção.

A violência na família é inaceitável. O momento é de unir forças e combater com firmeza. Caso a caso vamos resolvendo os problemas e diminuindo a violência.

Guaraci de Campos Vianna


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