Conselho debate falta de recursos para a Segurança

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Reunião do Conselho Comunitário de Segurança reuniu representantes das polícias e da sociedade civil

Evelen Gouvêa

O escasso investimento econômico nas políticas de segurança pública do estado foi debatido na reunião do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Niterói, realizada na Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL), na manhã desta quarta-feira (28), no Centro da cicdade. O encontro contou com a presença dos titulares das delegacias da região que assumiram na última semana.

Os participantes discutiram as limitações enfrentadas pelas polícias civil e militar diante da falta de repasse de verbas para manutenção das delegacias. Atualmente, as despesas básicas que incluem a compra de cadeiras, mesas e materiais de papelaria estão sendo custeadas pelos comerciantes da cidade. 

De acordo com o presidente da CDL, Luiz Vieira, a escassez de recursos inviabiliza o trabalho da polícia civil e impacta diretamente o planejamento de segurança pública da cidade.

“É impossível combater o crime e a violência urbana se o Estado não oferece recurso para o servidor civil atender a população. O comércio da cidade assumiu um papel que pertence ao governo, porque entendemos que segurança pública de Niterói não pode ser lesada pela crise orçamentária do Rio de Janeiro.  Atualmente, até as viaturas estão em estado lastimável, o que ameaça a segurança do próprio policial. Como iremos coibir a criminalidade diante de um cenário de escassez de recursos?,” questionou o presidente.

O alto índice de assaltos a comércios e transeuntes no Centro e na Zona Sul da cidade também foi um assunto discutido na mesa de debates. Na opinião dos participantes do conselho, o pequeno contingente de policiais militares somado à falta de viaturas operantes em patrulhamento viabiliza a ação dos bandidos.

“Estamos diante de um problema crônico no sistema de segurança pública. Os agentes da Niterói Mais Segura atuam durante o dia em determinadas regiões, no entanto, a PM não possui efetivo para cobrir o serviço de patrulhamento no período da noite. Dessa forma, os criminosos já sabem onde e quando abordar as vítimas. O agravante se torna ainda maior quando o batalhão local não possui frota para patrulhar todo o município e os veículos em serviço encontram-se em péssimo estado de manutenção,” ressaltou o presidente do Conselho, Leandro Santiago.