Crise na limpeza urbana em S. Gonçalo

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A segunda maior cidade do Estado do Rio de Janeiro passa por uma crise na limpeza urbana. Funcionários da empresa Comercial Alpha – que presta serviços de varrição para a prefeitura de São Gonçalo – estão em greve desde o dia 10 de outubro devido à falta de pagamento. Os empregados afirmam que, desde meados de 2015, estão recebendo seus salários com atraso.

Devido ao impasse, foi realizada na última terça-feira uma manifestação em frente à prefeitura que reuniu mais de 30 garis. Eles alegam que o salário que deveria ser pago no quinto dia útil, vem sendo pago apenas no final de cada mês. “Quarta-feira fizemos uma manifestação na porta da prefeitura e eles disseram que já fizeram o repasse para a empresa. Hoje (quinta, 20), estivemos na empresa e nos disseram que a prefeitura não pagou o valor correto’’, afirmou um funcionário da empresa que não quis se identificar.
Ontem, funcionários foram até a sede da empresa cobrar os repasses. Segundo eles, a empresa afirma que a prefeitura ainda não pagou o valor completo e, por isso, o pagamento referente a setembro ainda não foi efetuado.  “Nossa manifestação de ontem (terça, 18) começou às 9 horas até às 14 horas. A firma está querendo fazer o nosso pagamento pela metade, pois alegam que a prefeitura não pagou o valor completo. Um joga a responsabilidade para o outro, enquanto isso só voltaremos a trabalhar quando recebermos nosso salário’’, declarou outro funcionário.

Aterro – Além da deficiência na varrição da cidade de SG, a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de São Gonçalo, administrada pela empresa Haztec e localizada no Anaia, também está passando por dificuldades financeiras o que tem impactado seus fornecedores e pode comprometer o destino do lixo do município. O empreendimento apontado pelo Inea como melhor aterro sanitário do Estado tem sofrido com a falta de pagamentos por parte da prefeitura, que superam R$70 milhões. Apesar de todas as dificuldades, segundo a empresa, o aterro continua em operação e os funcionários estão recebendo em dia. “Mesmo com todas as adversidades, estamos trabalhando para manter ao máximo a operação do aterro, sem prejudicar o município e sua população. No entanto, como qualquer pessoa ou prestador de serviço, precisamos receber para manter nossos compromissos em dia”, afirmou a área de comunicação da empresa.

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo não respondeu as demandas até o fim desta edição. A Comercial Alpha – responsável pela varrição da cidade – foi procurada, mas até o fim desta edição também não havia se pronunciado. 

Medidas pela limpeza 

O Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Câmara Legislativa de São Gonçalo, Alexandre Gomes, disse que o município de São Gonçalo está vivendo uma grave crise na limpeza urbana. “Infelizmente o poder público municipal não vem honrando com seus compromissos. A dívida com a empresa Haztec já é superior a 70 milhões de reais. Infelizmente não podemos cobrar eficiência na prestação de serviço da empresa já que a prefeitura não está fazendo a parte dela’’.

Ainda segundo Alexandre Gomes, a comissão já está agindo para que a prefeitura responda pelos problemas na varrição, coleta de lixo e aterro sanitário. “A situação da limpeza pública no município chegou a um estado crítico, portanto, estou protocolando nesta tarde um requerimento à prefeitura solicitando informações sobre o atraso nos pagamentos e a normalização dos dois serviços no município.Na próxima segunda-feira (24), também encaminharei uma representação ao Ministério Público solicitando que se abra um procedimento para que se investigue a situação da limpeza urbana em São Gonçalo’’, finalizou.