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Desigualdade de renda

Estudo do FMI mostrou que nos primeiros 15 anos do século XXI a América Latina concentrou o maior número de países com queda na desigualdade de renda. A crise de 2008 nos EUA espalhou-se rapidamente pelo mundo, provocando desemprego e ampliando a desigualdade. Por isso a América Latina chama a atenção: em quase todos os países houve queda da desigualdade pessoal de renda. Um fato que impulsionou esse resultado foi a grande demanda da China por commodities minerais e agrícolas desses países, promovendo aumento das exportações, crescimento econômico, valorização cambial e aumento do emprego. O aumento do salário mínimo e políticas de transferências de renda também foram importantes.

Mas estudos recentes alertam que essa queda vem perdendo força. Ressaltam que as economias da região erraram ao não aproveitar o período favorável para criar alternativas de desenvolvimento industrial que as fortalecessem para enfrentar mudanças no cenário internacional. Alguns também apontam que governos latino-americanos fracassaram ao não adotar políticas tributárias mais progressivas, aumentando as alíquotas de impostos sobre o patrimônio de pessoas ricas ou muito ricas. Quando o ciclo econômico vira, a arrecadação cai e as políticas de transferências sociais ficam ameaçadas. A manutenção das políticas de redução da desigualdade sem dúvida está relacionada às estruturas de poder e aspectos políticos dos países do continente.

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