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Desigualdade na renda

A participação das mulheres na história das civilizações é marcada pela invisibilidade. É bem verdade que desde o final do século XIX as mulheres passaram a conquistar direitos civis, políticos e sociais. No início do século XX, 80% das mulheres eram analfabetas, mas no século XXI passaram a contar com mais anos de escolaridade do que os homens. No entanto, estudos mundiais indicam que homens ainda continuam a receber remuneração maior para mesmas funções. Assim, maior escolaridade feminina e crescimento na participação no mercado de trabalho não foram suficientes para reduzir a desigualdade de rendimentos em relação aos homens.

Os rendimentos são desiguais mesmo nos setores econômicos ocupados indistintamente por ambos os sexos, tais como comerciários, e mesmo no serviço doméstico remunerado. Em 1990, as mulheres recebiam rendimentos 40% menores do que os homens. Em 2015, ainda são 30% menores para o mesmo nível de escolaridade. A diferença se mantém mesmo para cargos de chefia. 

É importante notar que essa diferença de rendimentos entre os sexos prejudica o crescimento do país. Estudos econométricos recentes estimam que, entre 2007 e 2014, cada 10% de diferença de rendimentos entre homens e mulheres reduziram em 1,5% a expansão do PIB brasileiro. Ou seja, a desigualdade de renda entre os sexos torna o país como um todo mais pobre.  

*Por Brenda Poubel e Isabella Corrêa, Programa Educação Tutorial (PET) da UFF; e Hildete Pereira de Melo, professora da Faculdade de Economia da UFF

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