Educação paralisada

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Triste destino o dos estudantes da rede pública municipal de São Gonçalo. Estão sem aulas, por causa de greve dos professores, e sem perspectiva para a retomada do ano letivo. Na próxima terça-feira, depois do feriadão pelo Dia da Independência, está marcada a realização de mais uma assembleia da categoria, mas nada garante que o impasse termine. 

Em greve há um mês, os profissionais de Educação de São Gonçalo decidiram na terça-feira prosseguir com o movimento que reivindica melhores condições salariais. Sem acordo pela falta de atendimento à situação dos funcionários, o Sindicato apresentou uma contraproposta ao Governo Municipal e ao Ministério Público, sugerindo reajuste de 12,5%, seguindo o piso nacional de 2015 da categoria, pagamento de piso nacional (salário mínimo) para funcionários, eleição direta para diretores de escolas e abertura de concurso público. 

A defasagem é muito grande em São Gonçalo. Os professores são uma classe sacrificada por sucessivas administrações municipais, mas os maiores prejudicados são os estudantes. Chega a ser uma maldade o que se faz com crianças e adolescentes que precisam estudar e que dependem do ensino público. 

Faltam poucos meses para o fim do ano. Uma solução precisa ser encontrada logo, para não prejudicar ainda mais os estudantes. Importante politicamente devido à sua grande população, São Gonçalo precisa resolver questões básicas, entre elas a Educação.