Em Niterói, campus da UFF tomado

Niterói
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Líderes do movimento não divulgaram quantos estudantes participam da ocupação iniciada na última terça-feira

Foto: Douglas Macedo


Estudantes da ?U?niversidade Federal Fluminense (UFF) ocupam o campus do Gragoatá desde a madrugada de terça-feira, dia 1º. Nesta quinta (3), durante o dia, os universitários realizaram diversas assembleias para discutir a manutenção do movimento e os rumos da ocupação. 

Representantes dos alunos apenas informaram que o principal motivo da apropriação do espaço é por conta da aprovação, já em segundo turno pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda da Constituição (PEC) 241, que limita dos gastos públicos por 20 anos, agora sendo examinada no Senado como PEC 55.

Líderes do movimento não divulgaram quantos universitários aderiram à ocupação, no entanto eles esperam que o número cresça ainda mais tendo em vista que várias universidade de todo o país ?já foram ocupadas por estudantes.

Até o momento, quatro blocos servem de abrigo para os alunos. Na entrada dos ?edifícios os estudantes colocaram cadeiras para impedir que pessoas estranhas acessem o prédio. No pátio, os universitários se reúnem e fazem ??r?efeições.?

Por meio de uma página em uma rede social, o movimento divulgou a seguinte nota. 

“Nós, os estudantes das ocupações do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, da Faculdade de Educação e da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (Campus Niterói) nos posicionamos em prol da aplicação da prova no campus, também porque lutamos por um educação pública e gratuita de qualidade. Por isso, somos contra a determinação do MEC e propomos o diálogo para garantir a aplicação da prova e a disponibilidade das salas sem criminalizar o movimento de ocupação e sem criar um confronto entre nós e a sociedade. Afinal, seremos todos afetados pela PEC 55 e suas complementares, e não temos o intuito de prejudicar ninguém. Queremos apenas o direito de ocupar os espaços que nos pertencem (e também pertencem aos estudantes!) sem sermos engolidos por decisões antidemocráticas e ilegítimas do atual governo. Queremos ser ouvidos e não ridicularizados! Pela aplicação da prova!”, termina a nota.