NITERÓI/RJ
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Escola deve oferecer turno à noite

Em fevereiro, estudantes ocuparam a unidade cobrando a manutenção do turno

Foto: Douglas Macedo

O Ministério Público Estadual (MP-RJ) declarou, em reunião nesta quinta-feria (9), com representantes da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) e com o deputado estadual Flavio Serafini, que fará recomendação nos próximos dias para que seja reaberto o turno da noite no Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto (Cebric), em São Lourenço, Niterói.

A unidade estava com o turno fechado desde o início do ano, sob alegação da Seeduc de que havia baixa procura por matrículas. Com o fechamento, os alunos seriam  absorvidos para o Colégio Estadual Raul Vidal, no Centro. No início de fevereiro estudantes ocuparam a unidade, pedindo que o turno da noite fosse mantido, além de melhorias nas instalações abandonadas. 

Ainda segundo informações do deputado, como proposta para resolver a questão do turno, o MP recomendou o prolongamento da matrícula de balcão até o dia 31, a realização de busca ativa dos interessados na matrícula, o monitoramento do fluxo de matrículas de 2017, e a reavaliação das soluções adotadas no processo de reestruturação para 2018.

Após reclamações de que a unidade não teria aberto nos dois últimos dias, a Seeduc informou que as aulas foram interrompidas esta quinta para reorganização administrativa, e que serão retomadas nesta sexta-feira (10). 

Em nota, o MP declarou que será formalizado um pedido a Seeduc para fazer uma busca ativa, por meio de chamada pública, para verificar a demanda reprimida do turno da noite do Cebric. Segundo o órgão, a medida vai avaliar a necessidade da modalidade, visto que existem dados conflitantes. A comunidade escolar apresentou uma lista de cerca de 250 interessados na matrícula, e o sistema Conexão Escolas do Estado do Rio mostrou que existem vagas ociosas. O MP destacou que,  quando a secretaria decidiu pelo remanejamento para outra unidade, tomou por base a evasão escolar de 2015 e 2016. Porém, essa base pode não retratar a ociosidade, uma vez que as greves dos professores do ano passado podem ter gerado a evasão. 

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