NITERÓI/RJ
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Fundação Leão XIII reformula atendimento nos abrigos fluminenses

O Governo do Estado, através da nova gestão da Fundação Leão XIII, reformulou o formato de atendimento dos abrigos públicos voltados para o acolhimento da população da terceira idade. As três unidades do Rio de Janeiro – Guaratiba e Sepetiba, ambas na capital, e em Itaipu, em Niterói, reúnem 129 residentes idosos. Uma das primeiras ações foi a atualização da carteira de vacinação de todos os idosos.

"Conseguimos atualizar as vacinas nos três primeiros meses. Cada um dos 129 moradores agora têm uma carteira de vacinação própria. Do ponto de vista humanitário, é fundamental que eles estivejam com a vacinação em dia, bem como é uma questão de saúde pública", explicou o presidente do órgão, Allan Borges.

Outra iniciativa foi a parceria junto à Cruz Vermelha para a capacitação dos cuidadores de idosos que atuam nos abrigos. Além disso, agora todos os acolhidos são assistidos pela Atenção Básica de Saúde: aqueles que ainda têm condições de mobilidade podem comparecer às consultas por conta própria, enquanto os acamados ou com dificuldade de locomoção, dispõem de transporte. Na unidade de Guaratiba, a maior delas em espaço físico, uma sala para exercícios também foi criada para que os idosos possam se movimentar, com o acompanhamento de um profissional de fisioterapia, principalmente para os que têm maior grau de comprometimento corporal.

Plano de Desenvolvimento Individual

Em 2019, a equipe técnica da Fundação, composta por assistentes sociais, psicólogos e os cuidadores, elaborou o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), que é construído com cada um dos idosos.

"O PDI é pensado junto com o residente sobre os desejos e as necessidades individuais. Caso o idoso tenha condições de se vestir sozinho, é trabalhada com ele essa autonomia. Caso ele receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a pensão, construímos com ele a gestão desta renda. Nosso objetivo final é a reinserção comunitária ou familiar deste idoso. Conseguimos, após quatro anos, realizar a primeira reinserção de um morador, que saiu do abrigo com uma autonomia de vida", relevou Allan.

Para os moradores que saem do abrigo é feito o acompanhamento, em parceria com os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), sob as gestões municipais, para que haja o controle de que a reinserção está de forma plena. Outra medida que foi criada é a vivência além dos muros: passeios e visitas são realizadas de forma a estimular ainda mais o convívio social e que também servem como uma ferramenta terapêutica.

"É importante perceber que os abrigos não são asilos. Nestes locais não havia nenhuma mobilidade para os residentes. Estas pessoas são cidadãos, merecem ter a autonomia de vida e podem se emancipar, caso tenham condições físicas e mentais. Nós, da Fundação Leão XIII, servimos para fornecer este ciclo de estímulos sociais, realizar o acompanhamento psicossocial para que possam viver sozinhos ou em comunidade", ressaltou o presidente, que ainda acrescentou:

"Desde que assumimos, o índice de visita dos familiares aos residentes aumentou em 28%. Nossa gestão trabalha com o indivíduo e, por isso, criamos um plano de atenção integral a esse idoso, que vai desde fomentar a autonomia na gestão do seu benefício até a participação deles no cotidiano das unidades. Hoje, nossos idosos sorriem porque são bem acolhidos. Nossos abrigos são locais de reconstrução de trajetórias de vidas", finalizou.

Fonte: Governo do Estado

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