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Greve dos garis do Rio é suspensa até quinta-feira

Garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro iniciaram nesta segunda-feira uma paralisação que acabou sendo suspensa no final da tarde, quando a direção do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Siemaco-Rio) anunciou a assinatura de um acordo com a empresa. Com isso, a greve está suspensa até quinta-feira. Segundo o presidente da Comlurb, Tarquínio de Almeida, o acordo só foi possível porque existe a possibilidade de concessão de aumento em índice maior ao que foi inicialmente oferecido. Representante dos funcionários nas negociações com a companhia, Bruno da Rosa diz que categoria, que tem cerca de 20 mil trabalhadores, pede 10% de aumento. 

“Somos uma categoria tão importante pra cidade e o prefeito apresentou proposta de 3,73% de aumento, enquanto outras empresas ganharam de 6% a 13%. A justificativa do prefeito é que não tem dinheiro pra pagar os trabalhadores”, disse Rosa.

Outras reivindicações - Os trabalhadores pedem também que o auxílio creche seja pago para os homens, implantação imediata do novo Plano de Cargos e Salários, extensão do adicional de coleta para todos que realizam este trabalho, inclusão de vigias e agentes de preparo de alimentos no adicional de insalubridade, aumento no tíquete alimentação, entre outros pleitos.

“A gente vem lutando desde 2014 pra atualização do Plano de Cargos e Salários, a prefeitura apresentou cinco datas e não cumpriu nenhuma, este ano classificou uma porção muito pequena da categoria”, reclamou Bruno.

Prestação de serviços - Em nota, no início da paralisação dos garis, a Comlurb informou que iria garantir a prestação dos serviços de limpeza urbana, mesmo com a greve. Segundo a companhia, o desembargador do Trabalho, Angelo Galvão Zamorano, determinou que o Siemaco-Rio mantivesse um contingente mínimo de 60% do efetivo, o que equivale a cerca de 9 mil garis. 

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