NITERÓI/RJ
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Niterói é a segunda cidade do RJ no Índice de Gestão Fiscal

Gestão de Niterói alcançou conceito A nos índices de Receita Própria e Liquidez

Foto: Douglas Macedo

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Sistema Firjan, com dados da Secretaria do Tesouro Nacional, apontou que Niterói está em segundo lugar no estado e em 45ª colocação no ranking nacional. A cidade, que em 2013 foi avaliada com o conceito C (entre 0,4 e 0,6), agora recebeu a avaliação com conceito B (entre 0,6 e 0,8). Quanto mais perto do 1, melhor é a classificação.

Impulsionado pela realização da Copa e Olimpíadas o município do Rio de Janeiro ficou em 1º lugar no Estado. 

Quem aparece em 4º lugar é a cidade de Maricá, que obteve conceito igual ao de Niterói (B). Itaboraí, mesmo com toda a crise por conta da paralisação das obras do Comperj, ficou na 7ª posição no Estado e recebeu o mesmo conceito que as vizinhas, Niterói e Maricá. 

A quarta cidade da Região Leste Fluminense, São Gonçalo, não aparece ao menos nas 50 primeiras posições, de 92 municípios. 

Bem avaliada – Mesmo sem receber grandes eventos na cidade, Niterói conseguiu ser bem avaliada. A boa colocação do município foi diretamente relacionada aos índices de Receita Própria e Liquidez, que receberam o conceito A, a nota máxima do índice. 

O prefeito Rodrigo Neves comemorou a boa avaliação de Niterói através das suas redes sociais. Ele disse que esse é um resultado após três anos e meio de gestão responsável. 

Para a secretária de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle de Niterói, Giovanna Victer, o resultado de Niterói é fruto da conciliação de uma gestão tributária responsável, com definição de prioridades de gastos de acordo com as necessidades da população. 

“Foram utilizados os instrumentos de governança fiscal mais modernos e que são referência para municípios de todo o País”, comemorou Giovanna.

Ainda de acordo com o IFGF, Niterói está entre os municípios que têm situação fiscal boa ou excelente. Para a Firjan isso significa que a cidade se destacou por ter disciplina financeira, menos gastos com pagamento de pessoal e maior planejamento das contas públicas, o que aumentou sua capacidade de investimento.

Quadro preocupante – De acordo com o índice, 87% dos municípios brasileiros estão em condição difícil ou crítica e enfrentam a pior situação fiscal. O documento aponta que o problema das finanças municipais é estrutural e semelhante ao verificado nas outras esferas da administração pública. 

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês, explica que uma gestão fiscal ruim afeta diretamente a indústria. 

“É um cenário que afeta as empresas em termos de infraestrutura, necessária para seu desenvolvimento, e da mão de obra que utilizam. Isso significa ruas esburacadas e escolas e hospitais em condições ruins, por exemplo”, explicou.

POSIÇÃO DO MUNICÍPIO NO RANKING DO IFGF

Nacional    Estadual           IFGF      UF      Município
28º                    1º              0.7908     RJ      Rio de Janeiro
45º                    2º              0.7675     RJ      Niterói
94º                    3º              0.7227     RJ      Macaé
96º                    4º              0.7216     RJ      Maricá
135º                  5º              0.7010     RJ      Queimados
219º                  6º              0.6700     RJ      Barra do Piraí
231º                  7º              0.6667     RJ      Itaboraí
519º                   8º             0.6100     RJ      Angra dos Reis
610º                   9º             0.5985     RJ      Armação dos Búzios
641º                   10º           0.5946     RJ      Rio das Ostra

 
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