Niterói perde sua dama do balé clássico

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Pioneira e ousada artista da dança, foi uma das primeiras diretoras da Companhia Oficial de Balé de Niterói

Foto: Arquivo
 

Niterói, o Estado do Rio e o país perderam sua grande dama do balé clássico. A professora de dança Helfany Peçanha, de 78 anos, mestra de uma geração de bailarinas, faleceu na última segunda-feira (15) e deixa três filhos e dois netos. O velório da bailarina será no Teatro Municipal de Niterói, na quinta-feira (18), das 9h às 16h. Na ocasião, haverá uma homenagem preparada pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com academias de dança da cidade.

No sábado (20), às 11h, será celebrada uma Missa para Helfany, na Capela da Igreja do São Vicente de Paula, em Icaraí.

Referência como mestra, bailarina e coreógrafa, a niteroiense Helfany revelou centenas de talentos e formou diversos profissionais, alguns com destaques no país e no exterior.  Uma de suas alunas mais ilustres é a atriz  Sophie Charlotte, atualmente sucesso na TV Globo, na novela Babilônia.

Destacada personalidade de nossa cultura, Helfany, por mais de cinco décadas foi professora e diretora da Academia de Balé Helfany Peçanha, onde acumulou dezenas de prêmios pelo o país e exterior - 30 prêmios no Festival de Joinville (SC), 10 no Conselho Brasileiro da Dança (CBDD), três na Argentina, três no Paraguai, dois no Peru, 20 no Festival Play House e 15 no Festival Tápias.

Pioneira e ousada artista da dança, foi uma das primeiras diretoras da Companhia Oficial de Balé de Niterói, levando o balé clássico para as ruas, praças, praias e comunidades.

Sua paixão pelo balé pode ser vista agora em dois de seus três filhos: Jânia Batista e Fernando Coelho. Jânia foi considerada uma das três mais importantes bailarinas do Brasil e fez parte do Ballet do Século XX e do Bejárt Ballet Lausanne, ambos na Bélgica. Hoje, na Suíça, ela dirige sua própria academia. Já Fernando, é bailarino na Alemanha e assistente do diretor artístico do Balé de Salsbourg, na Áustria.

A coreógrafa, que se encantou pela dança com apenas 8 anos, quando assistiu ao espetáculo “O Lago dos Cisnes”, iniciou os estudos do ritmo nas duas academias então existentes na cidade, a pioneira de Yvone Maia Forte, fundada em 1938, e a de Eunice Linton, em 1942.

Aos 15 anos, Helfany dava aulas de balé na casa de seus pais e não demorou muito para fundar sua própria escola, a Ballet Helfany, criada no ano de 1952.  A companhia já formou mais de cinco mil alunos.