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Operação Lei Seca realiza mais de 2 mil palestras

A Operação Lei Seca, da Secretaria de Governo, chegou à marca de mais de 2.680 palestras educativas realizadas desde 2011. Este ano, foram promovidas 477 palestras. Já no ano passado, 394. O aumento corresponde a 21% nas ações educativas em 2018. As palestras são ministradas em escolas, universidades e empresas de todo o estado, contando com a participação de agentes educativos – vítimas de acidentes de trânsito provocados pela mistura álcool e direção.

"O papel da Operação Lei Seca é provocar uma mudança de comportamento social, e as palestras possuem importância fundamental nisso. Através do viés educativo, podemos interagir com a sociedade, orientamos como funciona a operação e nossos objetivos, e qual é a realidade do trânsito brasileiro no tocante a números de acidentes e mortes", disse o coordenador da Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade. 

Nas palestras, são detalhadas todas as ações da Lei Seca. Um vídeo educativo mostra as consequências do uso excessivo do álcool. Os agentes explicam também como os motoristas são abordados nas blitzes. 

"É uma satisfação muito grande receber a equipe da Lei Seca. Esse trabalho é extremamente importante para todos nós. Muitas vezes quando não acontece com a nossa família ou ao nosso redor, não nos damos conta do quanto é grave essa realidade. A experiência foi impactante, não só para mim, mas tenho certeza que para todos ", contou Luiz Carlos Freitas, gerente setorial do Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras), que recebeu os agentes recentemente.

Para Aldomir Torres de Oliveira, chefe de Equipe de Educação da Lei Seca, a conscientização do brasileiro sobre a mistura álcool e direção é um legado para a sociedade.
 
"As pessoas que assistem às palestras levam o aprendizado para suas famílias", afirmou Aldomir. 

Depoimentos de cadeirantes emocionam plateias 

Nas palestras da Operação Lei Seca, agentes cadeirantes sensibilizam a plateia com emocionantes histórias, como a de Cleber Carneiro, que perdeu os movimentos quando tinha 26 anos. A combinação cansaço e álcool foi suficiente para causar o acidente que mudou sua vida. Hoje, aos 45 anos, ele usa sua experiência para tentar diminuir o número de vítimas fatais no trânsito. 

"Como a maioria dos jovens, tinha o hábito de ir à praia com meus amigos, beber e voltar dirigindo. Passei o dia tomando cerveja e me divertindo. Peguei o carro, não me lembrei de botar o cinto e no primeiro cruzamento bati. Desloquei a sétima cervical com o impacto e fiquei tetraplégico no momento. Depois de três cirurgias e 12 meses internado, recuperei os movimentos superiores, mas nunca mais volto a andar. Pensei em suicídio, mas reaprendi a viver. Hoje, faço parte dessa equipe e me orgulho de contar a minha história para que as pessoas não cometam o mesmo erro", explicou.

Redução de mortes no estado

Estatísticas fluminenses apontam que a Lei Seca contribuiu para uma redução considerável no número de mortos e feridos no trânsito do estado. A taxa de mortos em acidentes reduziu 28,6%, de 2009 a 2016 (taxa por 100 mil habitantes).

Além da diminuição efetiva de mortes no trânsito, o percentual de motoristas abordados embriagados nas blitzes teve uma queda de 45% ao longo desses nove anos. O que indica, de forma muito positiva, que o cidadão fluminense começou a mudar seus hábitos e comportamentos em relação ao trânsito.

Fonte: Governo do Estado

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