Parceria do TJRJ leva às escolas projeto sobre Direitos Humanos

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“A base do conhecimento se desenvolve nas escolas”. Foi com essa frase que o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), deu início à reunião de parceria com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJRJ para o desenvolvimento do projeto “Caminhos dos Direitos Humanos – Construindo Pontes”. A iniciativa pretende, através da difusão da cultura, consensualidade e pacificação, semear a consciência dos Direitos Humanos. 

“Nós importamos esse projeto da Europa, concebido pela artista plástica vinculada aos Direitos Humanos Françoise Schein através de painéis desenhados em azulejos alusivos à carta dos Direitos Humanos. O objetivo é inscrever o projeto em 1000 escolas do Rio de Janeiro de maneira participativa, em que o aluno passe uma mensagem através da ilustração. A interpretação dela pode ser usada na mediação de conflitos entre comunidades e a própria família”, esclareceu o desembargador Siro Darlan.

De acordo com o presidente do Nupemec, desembargador César Cury, o objetivo é somar esforços para potencializar a difusão da cultura e dos Direitos Humanos e ampliar a mediação. Através da parceria do Nupemec com as Secretarias de Educação e outras entidades, será possível levar as técnicas da Mediação, da negociação para dentro das escolas de Ensino Fundamental e Ensino Médio.

“É impressionante como é perceptível que as crianças conseguem expressar através da arte sua realidade na medida em que reconhecem os Direitos Humanos correspondentes às realidades em que vivem. Percebem que têm direito a saneamento, escola, ambiente familiar acolhedor, que são os direitos básicos de qualquer cidadão como previsto na nossa Constituição”, reforçou o desembargador César Cury . 

O representante da organização sem fins lucrativos Inscrire, Philippe Nothomb, explicou que o foco da iniciativa é conseguir transmitir através da arte que o morador da comunidade tem o mesmo direito que um desembargador. Mas também é através dela que é descoberta a realidade deles e se torna possível trabalhar a mediação.

“Em uma escola pública de Coelho Neto, tivemos a experiência de uma criança de sete anos que desenhou um caveirão com um policial armado em cima atirando em direção a um menino na rua que brincava com uma pipa quebrada e dólares na cabeça. Conseguimos reverter completamente através da conversa e mediação”, acrescentou.