Programa De Olho no Lixo forma protetores da Baía de Guanabara

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Trinta e oito jovens receberam o certificado de Protetores da Baía de Guanabara no âmbito do programa De Olho no Lixo – Baía de Guanabara, da Secretaria do Ambiente e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam).

Os Protetores da Baía de Guanabara são jovens das comunidades Roquete Pinto e Praia de Ramos, no Complexo da Maré, que assumiram o compromisso de proteger a Baía através de um plano de educação ambiental construído por eles. Os protetores foram capacitados e chancelados pelo programa De Olho no Lixo – Baía de Guanabara, que atua de forma integrada em ações de educação e sensibilização para evitar o lançamento de resíduos sólidos na Baía.

Além das aulas de Educação Ambiental, os jovens também participaram de oficinas de Arte-Educação – Ecomoda e Funk Verde – como atividades complementares ao programa, criando instrumentos musicais, roupas e acessórios a partir de material reaproveitado. O Funk Verde ofereceu oficinas de possibilidade sonora e percepção rítmica e mostrou como reaproveitar materiais retirados do lixo para a confecção de instrumentos musicais. Já o Ecomoda, voltado para a capacitação em produção de acessórios e peças de vestuário, também utilizando material reaproveitado, promoveu oficinas para mostrar que os mais diversos tipos de resíduos podem ser reaproveitados e virar uma peça original e nova.

“Jovens das comunidades participaram das atividades no sentido de discutir os problemas que os locais têm nessa área do meio ambiente e se preocuparam em descobrir novos caminhos para suas próprias vidas”, disse o superintendente do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Paulo Timm.

A estudante Luana Pereira, 18 anos, é uma dos Protetores. Ela contou que o programa mudou os seus projetos.

“Curso faculdade de Logística, mas, depois das aulas que tive no De Olho no Lixo - Baía de Guanabara, resolvi mudar. Assim que terminar a graduação, farei Engenharia Ambiental. Quero desenvolver e passar adiante os conhecimentos que tive aqui, para que todos tenham consciência da importância de preservar o meio ambiente e, principalmente, a Baía de Guanabara”, disse.