NITERÓI/RJ
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Ressaca atinge o litoral do Rio

Em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, parte da restinga foi arrebentada

Evelen Gouvêa

A ressaca que atingiu o litoral do Estado do Rio neste final de semana causou dano na orla de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. A praia amanheceu nesta segunda-feira (08) com muito lixo e parte da restinga arrebentada, mas não houve mais estragos no calçadão. No final de semana, o mar invadiu ruas de Maricá, Saquarema e interditou um quiosque no Rio.

Durante todo o final de semana, não foi possível ver a faixa de areia devido à maré alta.

Quiosqueiros da orla afirmaram ter ficado apreensivos com novos danos. Nos últimos anos, pelo menos quatro quiosques foram danificados com a força de ondas, sendo um interditado desde então, assim como parte do acesso à praia e calçadão. Na manhã desta sexta, um funcionário realizava a limpeza da areia, suja de plásticos e parte da vegetação arrebentada.

Danificado há cerca de três anos após uma forte ressaca, o calçadão da praia é objeto de estudo para revitalização. No fim do ano passado, a Prefeitura de Niterói contratou a empresa responsável pelo projeto que visa identificar a melhor alternativa para impedir que novas ondas atinjam o calçadão e quiosques. A estimativa de conclusão, na época, era para setembro deste ano. 

Não foi possível ver a faixa de areia durante todo o fim de semana

Evelen Gouvêa

Até o fechamento da edição, a Prefeitura de Niterói não respondeu se registrou danos estruturais em alguma praia da cidade devido à ressaca e nem sobre projetos de recuperação da restinga danificada. A quantidade de lixo removida das areias não foi divulgada. 

Em Maricá, um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que a água, no último sábado, atravessa a faixa de areia e invade a orla da Barra de Maricá e ruas internas do bairro, assustando os moradores. Já em Saquarema, uma densa espuma tomou conta das ruas do centro da cidade, também no sábado. A água do mar chegou próximo da Igreja de Nossa Senhora de Nazareth.

No Rio de Janeiro, no último sábado, o restaurante Azur, que ocupa dois quiosques da orla do Leblon foi o mais afetado durante a ressaca, que atingiu o mobiliário do local. Procurada, a Comlurb afirmou que finalizou o serviço de remoção da areia que se espalhou pela via principal, no fim da tarde de domingo, seguido de lavagem das vias, com água de reúso. O trabalho foi realizado no Leblon, do Posto 11 ao Jardim de Alah, e no Arpoador, com 27 garis, incluindo as pistas, ciclovia e o calçadão. Entre sábado e domingo foram  recolhidas e devolvidas à praia cerca de 55 toneladas de areia.

Segundo a Marinha do Brasil, a ressaca durou até às 21h desta sexta-feira, conforme aviso divulgado abrangendo o litoral entre Ilha Grande e Cabo de São Tomé, com ondas de até 2,5m.  

Frente Fria - O Estado registrou baixa temperatura em todo o final de semana. Apesar de aumentar nos próximos dias, a temperatura não deve esquentar. A grande e intensa massa de ar frio de origem polar chegou no Brasil no primeiro fim de semana de julho causando frio extremo no Sul, Sudeste e em áreas do Centro-Oeste do país. 

Até domingo, o Climatempo havia identificado que a menor temperatura no Rio havia sido registrada em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, de 11,8°C, batendo os 14°C registrados em junho. Já no Estado, o levantamento parcial de temperaturas do dia 7 de julho apontou 2,1°C no Pico do Ouro (arredores de Petrópolis), seguido de 5,4°C em Cordeiro; 6,3°C em Teresópolis (parque nacional), 7,4°C em Valença, 7,8°C em Nova Friburgo (Salinas - zona rural), 8,3°C em Resende e 9,7°C em Paraty. 

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