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Tartarugas cabeçudas desovam em Maricá

Tartaruga do tipo cabeçuda está ameaçada de extinção

Divulgação

Pela primeira vez na cidade de Maricá, uma tartaruga marinha da espécie cabeçuda (Caretta caretta), ameaçada de extinção, desovou na cidade. A informação é do Projeto Aruanã, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que faz o controle das espécies marinhas na região e demarcou inicialmente a área na Praia de Zacarias onde os ovos foram depositados na manhã do último sábado, dia 26, segundo relato de pescadores. 

Na última terça-feira, biólogos do projeto fizeram a demarcação definitiva do local da desova com estacas e telas. “O objetivo é preservar o ninho e evitar que curiosos mexam nos ovos. Agora vamos monitorar esse ciclo”, explicou a bióloga Alicia Bertoloto, do projeto Aruanã. 

A Secretaria Municipal Adjunta de Meio Ambiente, que acompanhou a ação, colocou uma placa para sinalizar a região onde os ovos de tartaruga foram depositados.

Segundo Amanda Vidal, outra bióloga da UFF, uma fêmea coloca, em média, 100 ovos e o período de incubação é de 30 a 45 dias.

“Essas tartarugas se aproximam da costa de Maricá para se alimentar e esse é o primeiro registro de desova no município”, afirma a bióloga. “Geralmente, elas colocam os ovos no Norte do Estado”, acrescentou Amanda.

Em média, a espécie cabeçuda mede 1,20 m e chega a pesar 140 kg. Elas são encontradas em mares tropicais de todo mundo e em águas temperadas, se alimentam de caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados com ajuda dos músculos da mandíbula. No Brasil, as áreas de desova estão localizadas no norte da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Sergipe.

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