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Termina neste domingo a Campus Party

Realizada em Brasília, a Campus Party atrai milhares de visitantes

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Crianças de diversas idades formam fila para entrar em um pequeno aquário. Nas mesas, pequenas peças como placas e circuitos. Cerca de 15 meninos e meninas sentam-se em mesas, e orientadores começam a explicar de forma introdutória o que é robótica, quais suas bases e como fazer para que aqueles componentes, juntos, se tornem objetos tecnológicos que estão cada vez mais presentes em nossas vidas.

A oficina ocorreu no espaço Include, montado na edição brasiliense da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia do país. Iniciado na quarta-feira, o encontro reúne milhares de pessoas no Estádio Mané Garrincha, na capital, até este domingo.

Diversos espaços oferecem atividades para aproximar a criação de conhecimento e tecnologia de crianças e jovens.

O Include é um deles. Nele, representantes da empresa Tron apresentam um método de ensino de robótica aplicado em escolas em sete estados e no Distrito Federal.

A firma nasceu de um projeto idealizado na Universidade Federal do Delta do Parnaíba (PI), e se tornou uma fornecedora de métodos educacionais sobre o tema.

Realidade virtual, games e emoção no último dia de evento, neste domingo

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo a coordenadora da empresa em Brasília, Marla Teixeira, o objetivo é fugir da prática comum de entrega de kits e manuais a serem ministrados nas aulas e apresentar as bases da robótica para que crianças possam se apropriar dos conhecimentos e fazer suas criações.

“As bases são eletrônica, mecânica, programação e sensores. Para crianças de 2 a 6 anos, os robôs são instrumentos para passar conteúdos. Já a partir dos 7 anos, quando elas se alfabetizam, ensinamos a montar. O objetivo é criar uma cultura tecnológica.”

Hacker – A professora baiana Karina Menezes fez uma palestra contando a experiência do hackerclub Raul, que funciona em Salvador, um espaço autogestionário, onde os sócios propõem projetos, que são executados quando há aceitação dos participantes. Um dos projetos, coordenado por Karina, é o hacker crianças, voltado para familiarizar os mais novos com inovações. “Os hackerclubs são importantes. Conseguem conjugar crianças e adultos em espaços colaborativos de tecnologia.

E, deles, podem sair projetos importantes. O Garoa Hacker Space, de São Paulo, criou uma empresa de impressão 3D”, ressaltou. 

Em tempos em que o termo pode assumir uma conotação pejorativa, a educadora destacou que ser hacker está relacionado a uma atitude criativa e livre em relação à tecnologia. 

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