UFF: prédio histórico oferece risco para pedestres e alunos no Ingá

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Uma tela foi instalada há tempos para evitar acidentes com os pedestres

Evelen Gouvêa

Um prédio histórico da Universidade Federal Fluminense (UFF) está oferecendo risco aos pedestres das ruas Tiradentes e Doutor Nilo Peçanha, no Ingá, Zona Sul de Niterói. Sem manutenção na estrutura, pedaços do reboco da fachada do edifício estão soltos e alguns já caíram. 

Quem anda ou mora na região conta que a tela foi posicionada há anos em toda a estrutura do casarão, sede do Instituto de Arte e Comunicação Social II (IACs), usado para alunos de pós-graduação. A medida causou esperança de uma revitalização. Tempos depois, no entanto, a ação dos anos piorou a condição das paredes, pedaços do concreto caíram, e a tela estava arrebentada, solta pelo chão.

“A tela foi arrebentando ao longo dos anos. Minha filha fez mestrado aqui há mais de 5 anos e já estava abandonado. Um prédio desse precisa de atenção, merece uma restauração, pois é histórico, e está se perdendo. Além do risco de quem está passando...”, comentou a professora Heloísa Monteiro, de 61 anos.

O Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS) aguarda uma nova sede há 10 anos, quando a Universidade Federal Fluminense (UFF) deu início às obras do “Novo Iacs”, no campus Gragoatá. O IACS funciona, provisoriamente, em um casarão na Rua Lara Vilela, também no Ingá. 

O edifício em obra é um conjunto de 15 blocos. Em 2013, as obras foram paralisadas, e em 2016, após ocupação de estudantes no local, foram retomadas em apenas três blocos. Na época, a promessa era de que os blocos fossem concluídos em 10 meses, e, depois, em mais 10 meses, o término dos oito blocos restantes. Até o momento, a construção não foi concluída e não há informações do andamento da obra.

Questionada sobre o risco do prédio e sobre a previsão de obras, a UFF não se manifestou.