NITERÓI/RJ
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Uma terça-feira para ficar na memória

Valeskinha e Bruno Souza: nomes consagrados no esporte vão conduzir a tocha

Foto: Divulgação

A chama olímpica evoca a lenda de Prometeu, que teria roubado o fogo de Zeus para entregar aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições. Atletas niteroienses que levaram o nome da cidade ao mundo através do esporte terão a oportunidade de carregar o fogo olímpico pelas ruas de Niterói. 

Nomes como Bruno Souza, ex-atleta de handebol, Fernando Pacheco Filho, o Zeba, também do handebol, Sandra Soldan, atleta do triatlo, Armando Barcellos, que também fez carreira no triatlo, Aída dos Santos, do atletismo, e Valeskinha, do vôlei, terão o privilégio de conduzir este símbolo. 

Para Bruno Souza, hoje secretário municipal de Esporte e Lazer, carregar a tocha será um momento especial em sua vida, ele que foi bicampeão pan-americano e eleito terceiro melhor jogador do mundo no ano de 2003. “Vai ser um momento único e especial por ser na cidade onde comecei minha carreira como atleta. E depois de conquistar tantas coisas, conduzir a tocha vai reforçar minhas lembranças de atleta olímpico”, disse. 

Pelo Brasil, Bruno fez 196 partidas com 623 gols assinalados. Talvez, o mais marcante tenha sido o gol na final contra a Argentina, no Pan do Rio de Janeiro de 2007, faltando 10 segundos para o fim da partida. Bruno, que  vai conduzir a chama olímpica pelas ruas de Niterói, ainda não sabe qual trecho vai percorrer, assim como os demais  condutores. Os locais só são divulgados na véspera do evento. Segundo Valeska Menezes, a Valeskinha, do vôlei, a oportunidade de carregar a tocha representa muito para sua vida, e é uma espécie de reconhecimento, fazendo referência à medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim. “Será um momento único para minha vida. Infelizmente as pessoas têm a memória curta, mas ser lembrada pela minha cidade para carregar o principal símbolo olímpico é um honra muito grande. Tive a oportunidade de carregar a tocha do Pan 2007, mas agora a emoção vai ser incomparável. Acho também que é um reconhecimento para os atletas poderem viver um momento glorioso como este em Niterói”, comentou a campeã de vôlei. 

Para Valeskinha, a emoção não vai parar por aí: ela passará a tocha para sua mãe, Aída dos Santos, única brasileira nos Jogos de Tóquio-64. O trecho no qual esse encontro histórico será realizado também não foi divulgado ainda pela organização do evento.

Benfeitores – Se engana quem acha que apenas atletas vão participar do revezamento da tocha. Moradores da cidade com histórico de benfeitorias na cidade também integram a lista de selecionados. 

De acordo com Priscila Schubnell Freire, que organiza doações para um lar que atende crianças carentes em Niterói, a expectativa com a participação do evento é a melhor possível. “Olimpíada representa a união dos povos, sem preconceitos, em paz. Na história, na época das Olimpíadas os povos paravam as guerras, era uma hora sagrada, então carregar a tocha é eternizar esse momento especial, de paz”, conta. 
O trajeto da tocha será iniciado às 15h30, na Praça Arariboia e termina no Caminho Niemeyer, por volta das 20h, quando acontecerá o acendimento da Pira Olímpica, que estará instalada no Teatro Popular da cidade.


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