NITERÓI/RJ
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40 anos de arte em imagens

Fotógrafo niteroiense Lívio Campos comemora 40 anos de carreira com exposição na cidade

Foto: Romulo Campos/Divulgação

O fotógrafo niteroiense Lívio Campos está comemorando seus 40 anos de carreira com o lançamento da capa do CD ainda sem título de Beatriz Rabello, filha de Paulinho da Viola, e com a exposição “iPhoneAndoPorAí”, que abrirá no dia 17, na Sociedade Fluminense de Fotografia (SFF). Lívio é reconhecido mundialmente pelo seus trabalhos com os mais variados artistas, de Gilberto Gil e Caetano Veloso a B.B. King e Madonna. Hoje em dia, ele passa esse ensinamento adiante dando aulas de fotografia na SSF.

“A minha primeira capa de disco foi com o cantor Emílio Santiago para a Polygram do Brasil, em 1978. De lá para 2015, fotografei de A (Alceu) a Z (Zizi Possi). Meus trabalhos preferidos são a capa do disco “Circuladô”, de Caetano Veloso, que, inclusive, foi premiada como a melhor capa do ano de 1992 no Prêmio Sharp de Música Brasileira, e a capa da Margareth Menezes, “Kindala” com o projeto gráfico de Pojucan, que também concorreu ao prêmio Sharp no mesmo ano”, comenta o fotógrafo.

Aos 60 anos e morador de Santa Rosa, Lívio foi indicado pela compositora e artista plástica Maria Vasco para fotografar Beatriz Rabello, que indicou o designer Arthur Fróes para finalizar a arte e editar o produto final. 

“Fotografamos na casa do Paulinho da Viola por nove horas, sendo muito bem recebidos pelas simpáticas Lila Rabello (produtora e mãe) e Cecília Rabello (produtora e irmã). Fomos tirando as fotos naturalmente, com a mão firme da maquiadora Karlla Azevedo e produção de figurino da própria Beatriz Rabello”, conta. 

Imagem de Lívio Campos, pai de Lívio, que apresentou a fotografia ao artista

Foto: Divulgação

O fotógrafo, que busca novos horizontes e procura sempre se reciclar, não se mantém preso a câmeras ou estilos antigos de fotografar. Lívio vive dando aulas e promovendo diversos workshops, sem contar a sua nova exposição, que tem como base fotografias retiradas de um iPhone repleto de fotos do seu dia a dia. A exposição “iPhoneAndoPorAí”, que já marcou presença na Galeria da FNAC, na Barra da Tijuca, no Rio, e na Galeria Artmanha, em Rio das Ostras, chegará a Niterói na própria escola onde ele estudou e agora dá aulas: a Sociedade Fluminense de Fotografia, no Centro da Cidade. 

“Sempre trabalhei como fotógrafo e, hoje, também passo meus conhecimentos fotográficos aos meus alunos na Sociedade Fluminense de Fotografia. Mas eu também fotografo no dia a dia com um smartphone e, dessas fotos, resultaram a exposição”, explica Lívio. 

A vida envolvida com a fotografia começou cedo. Lívio é filho de ex-militar que virou fotógrafo, com direito a seis irmãos, quase todos também imersos no mesmo mundo. Seu pai trabalhava para jornais, já Lívio sempre preferiu fotos mais artísticas. Seu encantamento pela fotografia, principalmente a preto e branca, viria aparecer quando entrava no laboratório do irmão, que foi apresentando componentes químicos que faziam com que as fotografias surgissem “magicamente” nos papéis em branco.

“Quando eu tinha apenas 12 anos, meu pai me acordava na madrugada para ajudá-lo nas fotografias de acidentes (ele também era fotógrafo pericial), e eu ficava bastante incomodado com aquelas cenas traumáticas com muito sangue. Depois que ele faleceu, vim para o Rio de Janeiro para estudar. Comecei a fotografar shows musicais, teatros, danças e a apresentar o material para os artistas, produtores e gravadoras. Fui abrindo mercado e, consequentemente, me apaixonando pelo universo musical e artístico. Pensando bem, me sinto como se estivesse começando agora, a cada dia que fotografo, aprendo que na fotografia ainda temos muito a evoluir humanamente e tecnicamente”, filosofa o fotógrafo.

Sociedade Fluminense de Fotografia fica na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro de Niterói. A partir do dia 17/12, de segunda a sábado, das 9h às 22h. Entrada franca. Telefone: 2620-1848.

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