Duelo entre ficção e realidade

Entretenimento
Tpografia
  • Mínimo Pequeno Médio Grande Gigante
  • Fonte Padrão Helvetica Segoe Georgia Times







No longa, Sarah Gadon interpreta a mãe de Louis Drax. Ela manipula o Dr Pascal (Jamie Dornan) enquanto seu filho está internado no hospital

Foto: Divulgação

Misturando suspense e mistério, “A nona vida de Louis Drax” estreia nesta quinta-feira (20) nos cinemas de todo o País e conta a história de um médico que tenta desvendar o acidente de uma criança. A trama gira em torno de Louis Drax (Aiden Longworth), uma criança que durante sua vida sofre com diversas experiências arriscadas, mas que consegue escapar ileso. Durante seu aniversário de 9 anos, o menino cai num penhasco e fica gravemente ferido. No mesmo dia do ocorrido, seu pai, Peter (Aaron Paul) desaparece. Para investigar o acidente, o Dr Allan Pascal (Jamie Dornan) entra em um caminho sem volta de fantasia e realidade.

Narrado por Drax, a história desmembra cada personagem em sua psique e mergulha no imaginário do garoto. Pascal é um neurocirurgião, autor de livros e palestrante que é facilmente manipulado pela mãe do menino, Natalie Drax (Sarah Gadon), que acompanha a criança no hospital. O roteiro consegue ligar de forma inusitada os personagens, acontecimentos com a família e também o lúdico de um monstro marítimo que está nos pensamentos de Drax. 

Dornan, conhecido pelo seu papel como Christian Grey no longa “Cinquenta tons de cinza”, entrega um Pascal inexpressivo e sem carisma, o que não seria um problema se o longa não tivesse as interpretações estelares de Longsworth e Gandon. Com direção de Alexandre Aja (Espelhos do medo), o longa, adaptado do livro homônimo de Liz Jensen, consegue criar sua própria versão da história. Os recursos visuais cinematográficos atrelados à boa interpretação de parte do elenco e a ironia do narrador ajudam o público a mergulhar nessa viagem freak da psique humana.

Na franquia de horror, uma família é assombrada por espíritos

Foto: Divulgação

‘Ouija’ volta ainda mais assustador 

A sequência assustadora de “Ouija – Jogos de espíritos” (2014), “Ouija – A origem do mal”, estreia nesta quinta-feira nos cinemas. Dessa vez, a história se passa na década de 80, anos antes do primeiro filme. Após perder seu marido, Alice (Elizabeth Reaser) começa a dar pequenos golpes nas pessoas, se passando por uma vidente. Quando ela decide usar uma tábua Ouija acaba liberando uma série de espíritos dentro de sua casa. 

O diretor Mike Flanagan aprofunda as diferentes personalidades dos personagens, sendo bem-sucedido em criar uma atmosfera de terror assustadora e que atraia o espectador. 

Diferente do primeiro que transbordava uma estética e roteiro amador, neste, Flanagan parece demonstrar muito mais familiaridade do que Steles White e opta para uma estética oitentista. Outro ponto positivo é como o novo diretor conseguiu trazer pitadas de humor para um longa de terror. 

“O menino e o mundo” e “Moana” (foto) são alguns dos filmes que serão exibidos

Foto: Divulgação

Anima Mundi começa na próxima terça 

Um dos maiores festivais de animação do mundo, o Anima Mundi, chega ao Rio de Janeiro na próxima terça-feira (25). Em sua 24ª edição, o evento reúne cerca de 400 curtas-metragens, além de seis longas, palestras e oficinas distribuídos em dez pontos da capital carioca, em sessões no Centro, Zona Norte, Zona Sul e Zona Oeste. 

Na programação vão estar longas que foram sucesso de crítica em outros países como o japonês “The red turtle”, que recebeu o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes, o esperado “Moana” dos estúdios Walt Disney e o infantil “O menino e o mundo”, principal representante do Brasil no Oscar de 2016. 
Serão exibidos obras de 45 países, como Canadá, Estados Unidos, Chile, Moçambique, Japão, Grécia, Turquia, entre outros. 

De 26 a 28 de outubro acontece o Anima Fórum, com mesas e master class sobre o panorama da animação mundial, palestras sobre a produção do gênero no país, e oficinas de stop-motion. As exibições dos filmes vão até 30 de outubro. 

Confira a programação no site:  www.animamundi.com.br

O documentário conta um pouco sobre a importância de Glauco Rodrigues

Foto: Divulgação

As várias cores da pop art brasileira 

O Projeto Cinema em Redes exibe o filme “Glauco do Brasil”, nesta quinta-feira, às 19h, no Centro de Artes UFF. Após a sessão o público vai poder debater com o diretor Zeca Brito. Considerado um dos principais pintores do pop art latino, Glauco Rodrigues marcou a história da arte brasileira com suas cores fortes e também releituras de clássicos como “A primeira missa”, de Victor Meirelles.

O diretor mistura seu relato pessoal de quando teve o primeiro contato com o artista, e entrevistas de amigos e também críticos, como Ferreira Gular e Affonso Romano. 

Zeca mergulha na reação do público parisiense na exposição “O anjo da história”, realizada na Escola de Belas Artes de Paris, e também sobre um de seus principais colecionadores no Brasil, Gilberto Chateubriand. Outro ponto do doc foi retratar a importância de Glauco na construção de uma identidade nacional principalmente para os movimentos artísticos brasileiros. 

O Cine Arte UFF fica na Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí, Niterói. Quinta-feira, às 19h. Entrada franca. Censura: livre. Telefone: 3674-7515.