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Entre heróis e a realidade

“Capitã Marvel”, “Albatroz” e “Diários de Classe”

Divulgação

Para esta semana, a indústria cinematográfica reservou produções que se destacam por questões particulares: um longa dedicado a uma das mais importantes heroínas do universo Marvel; um que aborda o impasse ético de um fotógrafo; e um documentário que mostra um pesado retrato da relação entre a sociedade e a educação.

Depois do bem-sucedido e representativo “Mulher Maravilha” (2017), do universo DC Comics, a Marvel lança esta semana uma produção dedicada a uma das mais poderosas - senão a mais poderosa - heroínas do universo: a “Capitã Marvel”, cuja verdadeira identidade é Carol Danvers. O filme se passa nos anos 90, quando Carol, que é uma agente da CIA, entra em contato com alienígenas e recebe poderes especiais, como a superforça e a habilidade de voar. Com a nova responsabilidade, ela se envolve em uma batalha entre duas raças extraterrestres para proteger o planeta Terra. 

E a produção do gênero suspense no cinema nacional não estacionou em “As Boas Maneiras”. “Albatroz”, de Daniel Augusto, veio para mostrar que a atenção da indústria cinematográfica brasileira ainda está voltada para esta temática. Com Alexandre Nero, Maria Flor e Camila Morgado, o longa conta a história de Simão, um fotógrafo que se apaixona por Renée, uma judia, com quem começa um relacionamento extraconjugal e viaja até Jerusalém a trabalho, onde acaba registrando imagens de um atentado terrorista. O trabalho lhe garante fama acompanhada de críticas positivas e muito negativas, pois surge o questionamento de que ele poderia ter evitado a tragédia em vez de ter fotografado. Em depressão, ele entra em um processo de delírio constante, o que elimina sua capacidade de distinção entre realidade e imaginação. 

Com três recortes de uma realidade vivida por milhares de brasileiros, “Diários de Classe” acompanha a rotina de três mulheres que têm em comum dois pontos: tiveram suas vidas assoladas pelos problemas da desigualdade social e buscam, através do estudo, melhorar o estado de suas vidas. O documentário registra o cotidiano de Vânia, que frequenta as aulas em um presídio feminino enquanto, paralelamente, vive o desenrolar de um controverso processo criminal; a doméstica e mãe Maria José, que frequenta todas as noites as aulas da Educação de Jovens e Adultos junto com sua filha pequena; e Tifany, uma adolescente transexual que luta para se adaptar à vida em um abrigo, enquanto tenta ser tratada pelo seu nome social.

 
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